Nos dias 17, 18 e 19 de junho, no teatro Margarida Schivasappa, acontecerá o 1° Festival de Choro da Casa do Gilson. O projeto, que tem carta de incentivo da lei Semear e patrocínio da TIM, é o primeiro evento do gênero realizado no norte do Brasil, valorizando este estilo que é conhecido hoje como o jazz brasileiro.
Idealizado pelo produtor cultural, músico e compositor Pedrinho Cavalléro, o festival quer trazer a conhecimento do público de Belém o grande movimento de choro, que desde 1987 tem como principal referencial o bar "Casa do Gílson", onde se apresentam velhos e novos chorões.
No festival 24 choros serão pré-selecionados, e apresentados em duas eliminatórias. Após as eliminatórias os 12 choros mais bem pontuados, estarão classificados para a final. Na final, serão premiados o 1º, 2º, 3º lugar, Melhor Arranjo, Melhor Instrumentista, Músico Revelação, Melhor Grupo Regional e Aclamação Popular.
A grande final também será gravada ao vivo, e serão produzidas 1.000 cópias de um CD para ser distribuído como prêmio para os finalistas, escolas de música e divulgação na imprensa em geral. O lançamento do CD acontecerá no dia 23 de agosto no bar Casa do Gilson.
As inscrições devem ser feitas no Hall Ismael Nery no Centur de 9:00 às 14:00 e de 14:00 às 17:00, e estarão abertas do dia 23 de abril a 18 de maio. O Festival é aberto a todos os chorões do Brasil.
A Casa do Gilson, ou Bar do Gilson na iuformalidade, é um lugar do cacete mesmo. Não conheço outro lugar na cidade que seja assim, uma mistura de tradição e modernidade. Lá podemos ver o chorinho ainda entranhado na vida das pessoas, fazendo-as dançaar se divertir, enfim, eu adoro o lugar. Sempre que posso estou lá. Os tira gostos são ótimos. E a música nem se fale. Saber da noticia de um festival com o nome da casa, é um reconhecimento mais do que merecido. Parabéns ao Cavallero pela iniciativa.
Maldoror · Belém, PA 30/4/2007 09:40
Olha o que encontrei na Página da Veja:
"A música é essencial na vida de Gilson Rodrigues, dono do bar que novamente recebe do júri de VEJA Belém o título de melhor lugar para apreciar som ao vivo na capital. A importância de uma boa trilha sonora vem de família: o pai de Gilson tocava violão e fazia serenatas. Também grande parte dos amigos de adolescência era de músicos. Na década de 70, a turma formou uma banda e saiu à procura de um lugar para se apresentar. Como em Belém não havia espaço para o estilo que tocavam, um dos músicos abriu um bar para que pudessem mostrar seus dotes musicais. O lugar fechou depois de três anos. Eles, então, passaram a se reunir na casa do Gilson. E o que era para ser um encontro de amigos foi conquistando uma platéia cada vez maior. Hoje o bar ocupa todo o quintal da casa e foram construídos novos banheiros para atender o público. O pequeno palco, um degrau de cimento acima do plano das mesas, já recebeu nomes famosos não só da música brasileira. Ali já se apresentaram Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Cristina Buarque, Sivuca e os instrumentistas de Cuba que visitaram a cidade durante a Bienal da Música. O local abriga todos os dias apresentações de chorinho, mas há espaço também para outros estilos, como MPB e samba de raiz. Os freqüentadores aproveitam a música tomando cerveja gelada, R$ 3,00 (Cerpa ou Antarctica). Para petiscar, uma das opções mais tradicionais é a isca de pirarucu frita acompanhada de farofa, a R$ 33,00."
Obrigado pela contribuição Mal.
Você sempre com belas sacadas.
queria muito ver este movimento todo de perto!
vai ter presença de chorões de outros estados?
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