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Vocês devem saber que suicidas raramente são noticiados, porque há uma crença não sei bem de onde que diz que casos de suicídio atraem mais casos de suicídios. Quando ouvi essa constatação lógica pela primeira vez de um segurança da Uerj que explicava o porquê da universidade não divulgar as suas estatísticas (para quem não mora no Rio, há uma lenda de que a Uerj é um canto muito triste, de paredes cinzas e rampas convidativas), a comparação entre o suicídio e a pizza foi inevitável. Olhar uma pizza dá água na boca. Também pensei no bocejo. E naquele velho dizer das nossas mães: "se o seu amiguinho se jogar debaixo do trem, você se joga também?" Pois é. Tudo indica que minha mãe e outras tantas no mundo estão erradas. Ou era só uma tirada de sarro conosco do segurança da Uerj?
Para saber mais sobre o assunto, que desperta tanta curiosidade e mantém laços estreitos com a nossa cultura do consumo, para além da cultura brasileira (e também para além da cultura japonesa, que detém um dos mais altos níveis de suicídio de adolescentes do mundo), vale se inscrever para assistir ao II Congresso da Asulac. Asulac, para mim, aliás, não é um nome muito feliz. Me lembra de imediato o Prozac. Mas talvez a sigla tenha sido proposital mesmo, já que entre os patrocinadores reparei curioso a presença da Unimed.
Bem, para você que leu o título muito rapidamente e não sabe do que trata o congresso da Asulac, a sigla significa "Associação de Suicidologia da América Latina e Caribe". Mas, calma, você NÃO precisa ser um suicida para participar do evento. (Na verdade, se você é um suicida em potencial, eu recomendo fortemente que você pare de ler esta nota agora e vá correndo ligar para o CVV.) O congresso reúne psicólogos, psiquiatras e mais uma série de especialistas para discutir e apresentar o resultado de pesquisas como "Suicidalidade em Pacientes Vítimas de Violência Sexual", "Ideação suicida em esclerose múltipla" e "Morbimortalidade por Lesões Autoprovocadas Intencionalmente em Adolescentes". O encontro conta com a participação de profissionais do suicídio (que estudam, não que cometem) de Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Cuba, Estados Unidos, França, Inglaterra, Israel, México, Paraguai, Peru, Porto Rico e Uruguai. O evento é promovido pela Asulac, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Associação Mineira de Psiquiatria.
Vá... ... ... mas volte!
tags: Belo Horizonte MG cultura-e-sociedade suicidologia morbimortalidade ideacao-suicida suicidio morte o-pulso-ainda-pulsa viktor-chagas
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onde fica |
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No Grandarrell Minas Hotel, em BH. |
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quando ir |
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28/6/2007 a 30/6/2007 |
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quanto custa |
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O preço normal é R$200. R$250 na hora. Há descontos para graduandos (graduando em quê?), sócios da ABP, pós-graduandos e residentes. |
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Curioso, o congresso. Também me intriga porque essas notícias não chegam na mídia...
Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte (MG) · 23/6/2007 15:33
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Parece que existe uma lei ou um tipo de "recomendação" para os jornas não publicarem notícias ou fotos de suicídio exatamente para não causar um "surto" na cidade.
Thiago Skárnio · Florianópolis (SC) · 23/6/2007 20:44
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Interessante! Gostei do seu "senso de humor"... Pena que estou tão longe!!! E agora, o que faço?! Vou me consumir em tanta tristeza por isso...
Abs
Tânia Brito · Campo Grande (MS) · 24/6/2007 08:45
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Para graduandos em Psicologia e Sociologia, acho que tem tudo a ver. Ainda me lembro das leituras e aulas d'O Suicídio, do Durkheim. Na.. UERJ. E acho que não é lenda não. Já foi ao 12º andar?
Inês Nin · Rio de Janeiro (RJ) · 25/6/2007 12:16
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Oi, Inês. Então você é da Uerj também, é? Também lembro bem dO Suicídio do Durkheim. O 12º andar é, de fato, desolador. Mas a "lenda" que usei é só para dar um caráter mítico à coisa mesmo.
O professor de psicologia contava a história de uma garota que tirou os sapatos (por que suicidas tiram os sapatos antes de se suicidarem???) e pulou, depois de ser reprovada em uma disciplina.
Tinha também a história fantástica de uma menina que conversava com a outra no fatídico 12º. Elas se despediram e a primeiro foi em direção aos elevadores. Daí a segunda viu que ela havia esquecido algo e saiu correndo atrás. O segurança viu aquela garota correndo em pleno 12º andar e não teve dúvidas: pulou e agarrou a menina, saiu com ela rolando pelo chão e só quando eles pararam ela conseguiu entender o que ele dizia: "Não faça isso. Não vale a pena! Não faça isso!"
Viktor Chagas · Rio de Janeiro (RJ) · 25/6/2007 12:23
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HAHAHAHAHAHAH histórias, histórias.. medo mesmo. não foi no 12º que caiu um pedaço do teto tbm? algo assim, não voltei lá pra ver. Não sou da UERJ, quer dizer, mais ou menos.. Estudei um ano de Filosofia lá, talvez volte, mas por enquanto não.
Inês Nin · Rio de Janeiro (RJ) · 28/6/2007 20:55
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