Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

50 Anos de Redenção - Cinema Baiano

08/5 · Salvador, BA
Assessoria de Comunicação do Gabinete
Convite Postal
1
Teófilo · Salvador, BA
4/5/2009 · 7 · 2
 

Sessão Especial vai homenagear e debater a produção cinematográfica baiana aproveitando o cinqüentenário do filme

No dia 07 de maio de 2009, às 10h, a Assembléia Legislativa da Bahia realizará, no Plenário dos deputados, a Sessão Especial “50 Anos de Redenção”, o primeiro filme longa-metragem realizado na Bahia, de autoria de Roberto Pires. A proposta é da deputada estadual Neusa Cadore (PT), que aproveitará a oportunidade para homenagear e discutir a produção cinematográfica baiana. “Nossa proposta é sintonizar a Casa Legislativa com o momento político que estamos vivenciando em torno da discussão da cultura produzida em nosso estado, a exemplo do que está sendo feito com o teatro, com a dança, com a música e criar um diálogo que colabore para a efetivação das políticas públicas específicas para essa área”, afirma a parlamentar.
Entre os participantes estão o cineasta Petrus Pires (Iglu Fimes), filho de Roberto Pires, que durante a Sessão vai exibir o curta-metragem “Artesão de Sonhos”. O filme, dirigido por ele e Paulo Hermida, aborda parte da vida do cineasta homenageado. Também estão confirmadas a participação do cineasta Orlando Senna; do cineasta e diretor do Instituto de Radiodifusão da Bahia (IRDEB), Póla Ribeiro; do crítico de cinema, André Setaro; do cineasta e criador da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Guido Araújo; e, do professor da UNEB e pesquisador de cinema, Eduardo Borges. Foram convidados ainda o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sílvio Darin; o Secretário Estadual de Cultura, Márcio Meireles; e, o produtor de cinema Rex Shindler. Outras personalidades do cinema baiano serão homenageadas, como o produtor Oscar Santana e o crítico de Cinema Hamilton Correia.
Após a Sessão Especial será lançado o livro “Roberto Pires: O Inventor de Cinema”, do jornalista Aléxis Góis, Coleção Gente da Bahia, publicada pela Assembléia Legislativa da Bahia.
REDENÇÃO – É um triller policial que foi lançado em março de 1959, no extinto Cine Guarany (onde hoje funciona o Espaço Unibanco Glauber Rocha). O primeiro longa-metragem feito na Bahia que deu início à chamada Escola Bahiana de Cinema e, conseqüentemente, ao Ciclo Baiano de Cinema (1959-1964), fez parte do movimento Cinema Novo do Brasil. Também participaram da criação do filme, os produtores Oscar Santana e Rex Shindler, além de Braga Neto (também ator do filme).
ROBERTO PIRES (1934-2001) – Um dos precursores do cinema baiano, também era considerado artesão e inventor. Na gravação do filme Redenção foi utilizada uma lente anamórfica (cinemascope), que consideram ter sido criada por ele mesmo com a ajuda do amigo e cineasta Oscar Santana. A lente ficou conhecida ainda como Igluscope, em referência à Iglu Fimes, empresa da qual Roberto Pires também foi fundador. Logo em seguida à Redenção, o cineasta realizou os seus melhores filmes: “A Grande Feira” (1961) e “Tocaia no Asfalto” (1962).
A homenagem na Assembléia Legislativa também tem como um dos seus idealizadores o professor Eduardo Borges e conta com o apoio do Setorial de Cultura do Partido dos Trabalhadores da Bahia, do qual a deputada Neusa Cadore faz parte.

onde fica
Plenário da Assembléia Legislativa da Bahia, Avenida 1, CAB- Centro Administrativo da Bahia, Paralela, Salvador, Bahia
quando ir
08/5/2009, às 10:00h
quanto custa
Gratuito
contato
Tony Teófilo (71) 3115-7148 / 9902-7870 Email: neusacadore@alba.ba.gov.br

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Hermano Vianna
 

olá Teófilo: valeu pela dica. Bom saber dos 50 anos. Adoraria ler aqui no Overmundo também uma reflexão sobre essas cinco décadas, com especial atenção para o que está acontecendo hoje no cinema baiano. Lembrei destas perguntas lançadas pelo Quito Ribeiro no site do obraemprogresso (não houve respostas... como o blog lá está fechado, podemos continuar a conversa por aqui?):

Estive neste fim de semana em Tiradentes participando de uma mostra de cinema bem interessante que acontece por lá. Muitos longas e curtas de diretores estreantes ou não. Tudo muito contemporâneo, antenado, classe média. Classe média informada, descolada, formada em grande parte por admiradores, realizadores e críticos vindos de revistas eletrônicas.
Mas não havia ninguém da Bahia apresentando filmes. A bem dizer tinha José Eduardo Belmonte(homenageado do festival) que é “meio baiano”, embora seja de Brasília; João Carlos Sampaio como critico e eu(que moro no Rio) como montador também estávamos lá. Mas os filmes dos quais fiz parte e que passaram por lá eram praticamente mainstream naquele cenário.rsrsrs Nas mostras de curtas, que seriam um espaço ainda mais propício para as novas idéias e os novos realizadores, não tinha nada da Bahia.

E eu fiquei pensando por que? Me perguntaram isto e eu não soube responder. O curador da mostra que estava comigo neste momento também não soube.

Por que não há intercâmbio da nova classe cinematográfica baiana com a do resto do Brasil? Não há nenhuma espécie de axé music audiovisual que impeça este pessoal de aparecer, de florescer, mas eles não aparecem. Sei que um curta esteve em Cannes em 2008; Sei que há um novo curso de cinema numa faculdade particular, mas nada que interesse aos seus pares do resto do pais?. Por que será? Alguém aqui pode me explicar?

Sou editor do programa de TV conexões urbanas e através dele assisti um curta realizado por Joselito Crispim do projeto Bagunssaço de Alagados. Sou também jurado do prêmio Hutuz de hiphop há alguns anos. Já tem uns três anos que aparecem clipes de bandas de hip hop baiano neste festival. Este ano um deles(muito bom) entrou na lista de cinco finalistas ao prêmio de melhor clipe do ano . Era produzido por gente da periferia de Salvador, se não me engano eram de Periperi. Estes foram meus últimos contatos com audiovisual produzido por gente nova da Bahia em contato com gente nova de outras partes do Brasil.
Será que estou desinformado? Alguém por aqui pode me ajudar?

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 4/5/2009 16:06
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Tony Teófilo
 

Olá Hermano! Cara, valeu pelo comentário e diria que não é só você que anda desinformado sobre a dita "produção cinematorgráfica baiana". Na verdade, sabemos aqui e ali de alguns projetos, principalmente de curtas e de novos cineastas baianos, mas que também ainda são projetos em andamento. Esperamos que , a partir de certo estímulo local de investimentos, muito em breve poderemos assistir estes projetos aparecerem e se distribuirem por aí (verdade seja dita, os efeitos de recentes contingenciamento destes recursos tem parcela de interferência).
O movimento baiano de cinema também ainda anda fragilizado, talvez, por ter havido "deslocamentos" de realizadores do cinema baiano, para a institucionalidade do Estado. Esperamos que as respostas para estas questões possam aparecer em breve. E acho mesmo, que seria o caso de criar um artigo para iniciar uma discussão dessa produção cinematográfica baiana, a partir do overmundo.
Salve, salve

Tony Teófilo · Salvador, BA 2/6/2009 20:20
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

veja também

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Revista Overmundo nº 6: esquentando as turbinas!

A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados