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Almanaque do Samba-Jazz: seis shows no CCBB-Rio

de 23/2 a 30/3 · Rio de Janeiro, RJ
Foto de Paula Monte
Copa 5 volta à ativa para homenagear o saxofonista J. T. Meirelles
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Monica Ramalho · Rio de Janeiro, RJ
20/2/2010 · 7 · 0
 

O gênero instrumental que embalou a bossa nova e consolidou a música brasileira moderna é celebrado, cinquenta anos depois, na série Almanaque do Samba-Jazz, que o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB-Rio) apresenta, em seu Teatro II, de 23 de fevereiro a 30 de março. Idealizada pelo produtor e radialista Edison Viana, a programação de seis shows devolve o samba-jazz ao encontro do público brasileiro promovendo encontros entre protagonistas desta história nos anos 60 e artistas que a renovam nos anos 2000.

João Donato é o convidado da estreia, recebido pelos Copa 5 (foto, no Beco das Garrafas) – o conjunto que acompanhava o saxofonista J. T. Meirelles, um dos pioneiros do gênero, falecido em 2008 e homenageado neste primeiro encontro. Na segunda semana, o quinteto de Hamleto Stamato recebe o trombonista Raul de Souza. Henrique Band apresenta o terceiro show com seu hepteto e a participação especial de Antonio Adolfo. Paulo Moura é o convidado do trio liderado pelo jovem pianista David Feldman na quarta semana da série. O penúltimo encontro reúne o gaitista Mauricio Einhorn e o Sambajazz Trio, formado por Kiko Continentino ao piano, Luiz Alves ao contrabaixo e Clauton “Neguinho” Sales em inusitada combinação de trompete e bateria. E o espetáculo que encerra a série é conduzido pela Almanaque Samba-Jazz Band, criada especialmente para o projeto, tendo o saxofonista argentino Hector Costita como convidado especial do quarteto formado pelo pianista Rafael Vernet, o contrabaixista Guto Wirtti, o baterista Rafael Barata e Eduardo Neves nos sopros.

Os shows acontecem às terças-feiras, em dois horários: ao meio-dia e meia e às sete da noite. Com ingressos a preços populares (R$ 6), a série relembra como o samba-jazz uniu a sofisticação do jazz a elementos do samba na criação de uma sonoridade brasileira, rica harmonicamente, rítmica na essência e vibrante na execução. “Com este Almanaque ao vivo espero que se compensem em parte o esquecimento do samba-jazz na memória da música brasileira e a atual indisponibilidade dos fonogramas gravados por estes músicos nos anos 60, a maioria fora de catálogo, o que torna difícil o acesso e acaba dando a falsa impressão que este som é elitista”, explica Edison Viana.

A vigorosa sonoridade dos temas, a criatividade dos arranjos e a inventividade dos improvisos são ingredientes garantidos nos espetáculos, cujo repertório foi selecionado a partir da discografia de samba-jazz. Dezenas de clássicos do gênero, como “Quintessência” (J. T. Meirelles), “Nanã” (Moacir Santos) e “Embalo” (Tenório Jr.) serão apresentados ao lado de standards da bossa nova em versões instrumentais – outra marca-registrada do samba-jazz – e de composições feitas pelos artistas participantes na última década. O repertório homenageia também outros instrumentistas falecidos, como os bateristas Edison Machado, Dom Um Romão e Milton Banana, os pianistas Luiz Carlos Vinhas e Luiz Eça, os contrabaixistas Tião Neto, Manoel Gusmão, Zezinho Alves e Luiz Chaves, o saxofonista Vitor Assis Brasil e o trombonista Edson Maciel.

“A música dos mestres e dos novos talentos reunidos no CCBB é que conta melhor esta história. É emocionante ver septuagenários ainda em atividade, tocando com igual entusiasmo meio século depois, e assistí-los ao lado de artistas que têm carreiras mais recentes e procuram dar continuidade àquele som vibrante”, conta Edison Viana, explicando a ideia contida no título da série de shows: “É um Almanaque porque observa o passado mas, diferentemente de uma peça de museu ou uma página de enciclopédia, apresenta a arte de um modo informal, leve e tão divertido como é ouvir esta música. Quero mostrar que o som do samba-jazz é vivo e atual, e que seu lugar é o presente”.

onde fica
Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Primeiro de Março, 66, Centro do Rio de Janeiro. Informações pelo telefone: (21) 3808.2020
quando ir
23/2/2010 a 30/3/2010
quanto custa
R$ 6, com meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos
website
www.bb.com.br/cultura/
contato
Assessoria de Imprensa: Monica Ramalho - (21) 9163.0840 - moniramalho@gmail.com

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