Desde o dia 25 de novembro um coletivo de 12 artistas-performers ocupam os espaços da Caixa Cultural, na Avenida Chile 230 (palco, galeria, mini-galeria, foyers, escadas, banheiro, corredores, etc), com circunstâncias diferenciadas de investigação artística para, no período de 15 até 18 de dezembro, apresentarem publicamente uma galeria de obras que se relacionam. É o ArtCENA_play.
O ArtCENA_play é um lugar de criação. Um processo dinâmico, de construção continuada, que se alimenta de várias fontes no tempo e no espaço, com a proposta de apresentar, debater e investigar a cena contemporânea através das suas diversas expressões e manifestações artísticas, criando espaço para o coletivo de artistas apresentar a evolução do processo criativo, possibilitando dessa forma aproximar o público do processo criativo.
Nesta segunda edição do ArtCENA_play, Alexandre Mello e Daniela Amorim são os ativadores (ou provocadores) dos processos artísticos com integrantes de todas as possibilidades de artes performáticas da cena carioca – Ricky Seabra (músico), Michelini Torres (bailarina), Fabrício Beslof (vídeo maker), Suzana Queiroga (artista plástica), Siri (músico), Ana Abbot (atriz), Rafael Rocha (músico), Cris Larin (atriz), Cabelo (músico e artista plástico), Ticiana Passos (figurinista), Tam Arroba (artista plástica), Belquer (artista sonoro e videomaker); e seus colaboradores –, convidados a se relacionarem entre si, com os diversos espaços da Caixa Cultural e com materiais alternativos, elaborando obras artísticas e culturais que amplie em cada indivíduo a sua capacidade de experimentar e entender o que o constitui e envolve, enriquecendo as relações de troca e invenção na arte e as propostas de soluções para a vida.
O jogo e suas regras foram criadas por Fábio Ferreira, diretor artístico do ArtCENA_play, que também escolheu os “juízes”, os jogadores e o local do jogo. – Com o ArtCENA_play reunimos artistas que vão oferecer criações, novas parcerias, combinações e diálogos com pessoas, tempo e espaço. A arte como experiência mais direta com a vida –, comenta Ferreira. Os artistas terão 20 dias de criação, interação e ensaio, antes das apresentações públicas nos espaços da Caixa Cultural na Av. Chile 230, onde ocorreram as investigações. O ponto de partida da articulação entre os artistas é o texto "O que é ser contemporâneo?", do italiano Giorgio Agamben, que guiou a lição inaugural do curso de Filosofia Teorética 2006-2007 junto à Faculdade de Arte e Design do Instituto Universitário de Arquitetura (IUAV) de Veneza.
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