Sábado a tarde vai ser um ótimo dia para visitar o Centro de Belo Horizonte, especialmente o Parque Municipal. Não só por causa da calmaria típica da tarde de sábado na região (favorecida pela proximidade do feriado), mas também porque o Hapax fará uma "intervenção urbana", na verdade, uma performance que usará mídias móveis, as ruas da cidade, um "burro sem rabo" e muita experimentação. Atração faz parte da programação do arte.mov 2007.
O título do trabalho diz que "A Cidade Será Tocada" porque uma das etapas da performance é converter coordenadas de GPS (transmitidas via GSM), obtidas em um passeio por Belo Horizonte, em som e imagem. O grupo Harpax explica que "todo movimento pode ser decomposto em diversos parâmetros ou coordenadas, como por exemplo, distância percorrida, ângulos das curvas, velocidade, etc. Da mesma maneira, o som também pode ser decomposto: volume, tonalidade, ritmo, etc. Assim também com as imagens."
Usando tecnologias disponíveis, o Harpax vai transformar padrões geográficos em produção musical e visual. Assim, o Hapax pede para todos estarem atentos a partir de hoje: o motorista do ônibus, assim como o pedestre ou a viatura de polícia, podem estar apenas fazendo música. Imagina que interessante!
BURRO-SEM-RABO: A CIDADE SERÁ TOCADA
Trata-se de uma caminhada por Belo Horizonte, com ponto de partida e final pré-estabelecidos, mas itinerário livre. Sua saída está prevista para 16h de sábado (17/11), no Parque Municipal.
De posse de um burro-sem-rabo (tipo de veículo de tração humana utilizado por transportadores, catadores e recicladores de resíduos urbanos em geral - aqui transformado em um suporte para mídias digitais), o grupo executa uma série de intervenções sonoras pela cidade. Todas essas difusões são gravadas e ao final da deriva são reprocessadas e usadas como elementos de uma última intervenção musical eletrônica, completando assim a instauração.
Na performance, um burro-sem-rabo é equipado com um GPS, de onde todas as coordenadas do trajeto são captadas e transmitidas via GSM para um servidor de internet, onde são armazenadas e retransmitidas em tempo real, para um computador montado no Parque Municipal rodando dois softwares: um musical e outro que converte os dados do GPS em MIDI (linguagem musical digital). No software musical, sintetizadores e samplers têm seus timbres modulados através da leitura das coordenas do GPS. O computador, junto com auto-falantes e projetor de vídeo, formam um ambiente audiovisual instalado na área externa do Palácio das Artes, ponto final da deriva.
Nesse local, o público do festival e os usuários do parque em geral podem acompanhar o processo de conversão das coordenadas em desenho da rota percorrida e em dinâmicas sonoras geradas por essa mesma rota.
DIVIDINDO CONHECIMENTO
O Hapax participa ainda de um encontro, dentro da programação do Simpósio "Tecnologias Sociais: os dispositivos móveis como agentes de utopias e distopias coletivas" , na sexta-feira, 16/11, às 10h30, no Conservatório da UFMG.
Poxa, adoro iniciativas assim, que saem do convencional!
Adorei, Mi :)
Mi, obrigado pelo post. O grupo hapax agradece.
Apenas para complementar nós produzimos tecnologia, ao invés de apenas utilzar tecnologias disponíveis. Para esta performance, nós criamos um conjunto de softwares que
nos permitiram tocar a nossa deriva pela cidade como música.
abs
cutz
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