A obra da artista americana Cindy Sherman (nascida em 1954) – que se auto-fotografa personificando personagens fictÃcias em diversas situações – é o ponto de partida do solo de teatro-dança "Retratos", que a bailarina e intérprete Carolina Cony, sob a direção de Cristina Moura, reestreia dia 01 de outubro, à s 16h, no teatro do Parque das RuÃnas, em Santa Teresa, no Rio. O espetáculo fica em cartaz até o dia 29/10. "Retratos", que teve sua primeira temporada em 2014, através do edital de Fomento da Prefeitura, retorna aos palcos neste outubro de 2016 se arriscando em temporada independente, sem qualquer verba pública direcionada ao projeto. A temporada será fomentada por financiamento colaborativo.
Com trilha original e direção musical de Domenico Lancellotti, Retratos apresenta passado, presente e futuro das mulheres de Cindy Sherman e Carol Cony. O espetáculo é um passeio entre os possÃveis passados, presentes e futuros das mulheres criadas virtualmente. Em cena, diversas trocas de figurino se unem a uma vigorosa partitura coreográfica para evocar a atmosfera em torno das personagens. Retratos convida o espectador a um passeio imagético e imaginativo, onde o corpo da intérprete é o guia entre o humor, memória, drama, paixão e tragédia.
“As personagens de Cindy Sherman são clicadas em situações dramáticas ou cotidianas, capturando e subvertendo instantes de suas vidas inventadas. São mulheres abandonadas, jovens esperançosas, divas atormentadas, que nos afetam pelas imagens impactantes e sedutorasâ€, pontua Carolina Cony, que já integrou a Intrépida Trupe e fundou com outros parceiros o Coletivo Circo Strada.
O encontro criativo entre Carol Cony e Cristina Moura resulta num espetáculo potente que transita entre linguagens, a diretora conduz de maneira delicada os percursos propostos pela intérprete, que se contamina e se arrisca nesse jogo cênico e coreográfico proposto pela direção.
“O trabalho de Cindy Sherman me inspira em vários sentidos. Ela uniu duas linguagens que me afetam e me instigam como artista. Sempre gostei de me fotografar. Experimentava diferentes ângulos, poses, cabelos, etc. A fotografia é uma linguagem que me acompanha quando estou só, e com ela me reinvento. É uma grande companheiraâ€, completa Carol Cony.
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