O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro apresenta em fevereiro a série 'Relendo o Choro', elaborada para traçar um panorama do choro contemporâneo na programação das Terças Musicais. A proposta é reinventar no palco do Teatro II do CCBB o gênero musical criado há mais de 150 anos nas ruas da Lapa carioca, inserindo uma guitarra elétrica aqui, um improviso de deixar o público boquiaberto acolá. Tudo isso na maior reverência aos fundadores do choro. A produção é da Baluarte Agência e o patrocínio, do Banco do Brasil.
Ao todo, serão quatro apresentações, entre 3 de fevereiro e 3 de março, com um breve intervalo de uma semana por conta da folia carnavalesca. O Novo Quinteto inaugura a série, seguido pelo Quatro a Zero no dia 10 e pelo conjunto Moderna Tradição no dia 17 de fevereiro. O Tira Poeira encerra a temporada. Todos os shows serão realizados às 12h30 e às 18h30. Ingressos a R$ 6, com meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos.
Para o diretor musical Frederico Barros, o choro “é um gênero tradicional, associado à carioquice e formado por três pilares: forma de tocar, instrumentação e repertório. A nossa proposta é alterar os dois primeiros fundamentos”, diz. “No Tira Poeira não tem cavaquinho e no Moderna Tradição a lei é improvisar bastante. Já o Quatro a Zero faz um choro elétrico e o Novo Quinteto, acredite, revisita a obra de Radamés Gnattali com solos de guitarra”, exemplifica. Frederico é violonista e faz doutorado em sociologia na Universidade São Paulo (USP), cuja tese versa sobre o legado do maestro e compositor Guerra-Peixe, que se situa entre a vanguarda e a tradição musicais brasileiras.
Apenas o repertório vai seguir o riscado do choro tradicional. Nos roteiros das atrações, o público vai reconhecer um punhado de obras-primas de Pixinguinha, Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, Bonfiglio de Oliveira, Zequinha de Abreu, Ernesto Nazareth, Garoto e Waldir Azevedo.
Poxa, para completar, podia ter choro novo, tem tanta gente compondo por aí!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 30/1/2009 18:05
entendo, heleninha. mas choro novo a gente ouve por toda parte!
é só ir ao semente ou visitar a escola portátil de música, por exemplo! :)
beijão!
Maravilha! Marquinhos meu irmão, quebra tudo!
Mansur · Rio de Janeiro, RJ 2/2/2009 21:50Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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