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CCBNB-Cariri realiza mostra comemorativa dos 100 anos de xilogravura no cordel

de 14/9 a 09/10 · Juazeiro do Norte, CE
Divulgação
Jeová Franklin talvez seja o maior colecionador de xilogravura nordestina
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Luciano Sá · Fortaleza, CE
17/9/2007 · 73 · 0
 

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri (rua São Pedro, 337 ? Centro ? fone: (88) 3512.2855) abrirá nesta sexta-feira, 14, às 19 horas, em Juazeiro do Norte (CE), a exposição comemorativa dos 100 anos de xilogravura na literatura de cordel, com acervo e curadoria do colecionador, pesquisador e jornalista baiano Jeová Franklin. Gratuita ao público, a exposição ficará em cartaz até 9 de outubro. Em novembro, será instalada na Feira do Livro de Santiago, capital do Chile.
Para comemorar a data da primeira publicação de xilogravura na literatura de cordel, em 1907, serão exibidas cerca de 50 gravuras dos mais conceituados artistas, 60 cordéis históricos, reproduções das gravuras dos primeiros cordéis ilustrados com xilogravuras, álbuns da década de 1960 e fotografias de xilogravadores famosos, como Mestre Noza e J. Borges, e da maior folhetaria de cordéis do Nordeste, a Gráfica São Francisco, além de matrizes de madeira e ampliações das gravuras.
A exposição exibe obras representativas dos mais importantes artistas, além de textos que narram como a xilogravura nordestina se desenvolveu, a ponto de se tornar a maior expressão gráfica da arte popular brasileira.

Mágico universo nordestino
Entre as maiores curiosidades da exposição, constam álbuns editados na década de 1970, quando a xilogravura nordestina conquista o ápice de seu reconhecimento como arte no Brasil e no exterior e passa a receber tratamento especial de marchantes profissionais.
Há também imagens das primeiras xilogravuras ilustrando folhetos de cordel do início do século XX. Também merecem atenção as gravuras que ilustram a diferença dos estilos da escola de xilogravura de Juazeiro do Norte, Ceará, e Caruaru, Pernambuco, que são os dois maiores centros produtores da xilogravura nordestina. O primeiro que utiliza o fundo trabalhado e cheio, enquanto o segundo apresenta o fundo vazado e a figura central destacada.
A exposição resgata a técnica milenar da xilogravura para retratar o mágico universo nordestino, onde anjos se misturam com demônios, beatos com cangaceiros, princesas com boiadeiros ? todos envolvidos nas crenças, esperanças, lutas e desenganos da região afligida pela Seca.
Trajetória de 1907 a 2007
Disponibilizando para o público toda a trajetória percorrida pela xilogravura, desde a primeira aparição na literatura de cordel em 1907, passando pelo desabrochar da xilogravura como arte, a partir da construção de Brasília, até hoje, em 2007, a exposição apresenta a xilogravura como a mais rica e instigante expressão plástica da cultura rural brasileira.
A estética da xilogravura foi descoberta pela classe urbana brasileira a partir da década de 1960 e passou a ser valorizada como estética de resistência à colonização e dominação cultural.
A fase áurea da xilogravura coincide com a explosão do Cinema Novo, da música popular e com o movimento de revalorização da literatura comprometida com as raízes nacionais, do qual são expoentes Ariano Suassuna, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e Dias Gomes. O movimento revolvia a cultura nacional tendo como pano de fundo a construção de Brasília. Descobria-se um outro lado do Brasil: o interior.
No dia seguinte à abertura (sábado, 15), às 16 horas, haverá um encontro com o curador da exposição, Jeová Franklin, e xilogravadores e cordelistas locais, para uma Roda de Prosa, aberta ao público.

Perfil do curador da exposição
Jeová Franklin nasceu na Bahia e fez jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco, com mestrado em Comunicação Social e curso de especialização no Ciespal, Equador. Primeiro lugar no concurso do Banco do Nordeste e primeiro lugar para Jornalismo no Senado Federal. Professor da Universidade Estadual do Ceará.
Publicou ensaio sobre Xilogravura Nordestina.

onde fica
Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri (rua São Pedro, 337 ? Centro ? fone: (88) 3512.2855).
quando ir
14/9/2007 a 09/10/2007
quanto custa
Grátis. Abertura: sexta-feira, 14 de setembro de 2007, às 19 horas. Entrada gratuita. Em cartaz até 9 de outubro de 2007.
website
www.bnb.gov.br/cultura
contato
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) ? (85) 3464.3196 / 8736.9232 ? lucianoms@bnb.gov.br

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