Chorando Calado recebe, na 14ª. edição do projeto, o compositor Chico Saldanha, que em dezembro lança seu novo disco, “Emaranhado”.
A cada disco que lança, Chico Saldanha parece estrear. Sem pressa, e buscando sempre qualidade, suas aparições no mercado fonográfico são bastante espaçadas. “Emaranhado”, que ele lança agora em dezembro – com arranjos, produção e participação de Zeca Baleiro e Luiz Jr. –, é o sucessor de “Celebração” (1998). Sua estréia aconteceu em 1988, quando lançou o vinil “Chico Saldanha”.
Sua composição mais famosa talvez seja a toada “Itamirim” – gravada em seus discos por Tião Carvalho –, que homenageia o lugar onde nasceu, um povoado do município de Rosário, distante 70km da capital maranhense.
Como outros compositores maranhenses, Chico Saldanha tem bebido na fonte inesgotável do choro, gênero que sempre tem espaço reservado em seus trabalhos. Na estréia gravou “Botequim” (Cesar Teixeira) e em 2003 foi um dos convidados do projeto Samba da Minha Terra, do compositor Joãozinho Ribeiro. No ano seguinte participou do show “Eu e meus companheiros”, onde dividia o palco com Joãozinho e Josias Sobrinho, além de, no SESC Pompéia (São Paulo), ter se juntado ao compositor Luiz Tatit, num show histórico dentro de programação que trazia ainda os nomes de Joãozinho Ribeiro, Kléber Albuquerque, Vanessa Bumagny, Josias Sobrinho e Zeca Baleiro.
No palco do Bar e Restaurante Chico Canhoto, Saldanha passeará entre cantos e contos. Caso de “Babalu”, música nova, que abre “Emaranhado”: “Essa música tem uma história, é em homenagem a um cara chamado Babalu, que no final da década de 60, fazia dublagens de Ray Charles em São Luís, era tido como o rei da dublagem”, conta.
Se Saldanha é um veterano sempre em reestréia, o grupo que lhe será anfitrião – e com quem dividirá o palco – é (quase) estreante, com ares de veterano. Os membros do Chorando Calado são jovens – têm entre 18 e 25 anos –, o que os torna um dos mais novos grupamentos de choro da Ilha. Tiago Souza (saxofone, clarinete), João Eudes (violão), Wendell Cosme (cavaquinho) e Paulinho Sabujá (pandeiro) desfilarão um repertório de clássicos do choro, inclusive daquele que lhe batiza, o mestre Joaquim Calado.
Tão gostoso quanto andar por estas ruas da Praia Grande, Zema, é ver você mostrando-as por aqui. Sobretudo com conteúdo cultural e informação de qualidade.
É isso aí, MAI BRODER.
Arrocha!!!
obrigado pelo constante e interessado acompanhamento, rezende. grande abraço!
Zema Ribeiro · São Luís, MA 30/11/2007 15:33
Olá amigo Chico! Saudações! Sinceramente Chico você dispensa qualquer comentário ou apresentação. Sua qualificação poética e musical e, evidentemente, de irretocável e primoroso arranjo melódico inerente a tua virtuose de ser artista é una e de raridade impar. Sem confetes e serpentinas como é bom admirar, visitar e revisitar a tua obra querido hermano. Você é uma preciosidade, uma jóias rara em meio a tanta iniquidade. Do amigo que muito te preza. ManoelSerrão.
serrãomanoel · São Luís, MA 12/5/2009 01:31Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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