Na próxima sessão do cineclube Mate Com Angu só vai ter lançamento... É a sessão Catapulta com nada menos que 9, isso mesmo: 9 curtas-metragens saindo do forno, incluindo produções de integrantes do grupo.
Inda tem o reggae visceral de Dida Nascimento e sua banda lançando músicas novas ao universo. Dida Nascimento?... É, rapá: o cara fez parte do KMD-5, banda de Belford Roxo que foi uma das principais responsáveis por dar uma cara brasileira ao reggae jamaicano.
Filmes fresquinhos, reggae envolvente, clima de festa... DifÃcil resistir... :D
Filmes da sessão:
À Meia-Noite Morrerei 3 Vezes, de Cacau Amaral
VirgÃnia, de Sabrina Bitencourt e Gustavo Radamacher
Sodoma e Gomorra, de Dario Gularte
Curtindo a Vida Armado, de Manu Castilho e Bira David
Vampiro do Meio Dia, de Anita Rocha
Rock, de Arthur Batista Cordeiro
Maridos, Amantes e Pisantes, de Angelo Defanti
O Psiquiatra de Plantão, de Tito Nogueira
Engano, de Cavi Borges
!
vou deixar aqui o texto da sessão:
CATAPULTA 2008 – O DIGITAL É UM FORTE!!!
“Homem não pára no tempo, seja um tormento, adeus que é forte se sente um lamento,
Maracutaia lá do norte mano irá viver, maracutaia segue a sede um dia irá chover, sabe porquê!â€
"Sabotage"
Duque de Caxias, fim da primavera de 2008. Cinema de camelô, imagens de uma invasão policial à favela editadas com a trilha do counter strike. Roubando sinal do gatonet para fazer sua própria TV. Cinema de ouvido, instinto audiovisual vindo do bombardeio diário de imagens, edição freestyle, cinema solitário para o homem só em seu sofá. Cinema na possibilidade da cultura popular: um Sabotage com câmera nas mãos, um Pixinguinha a bordo de uma ilha de edição.
Ser filmado fazendo amor como se fôssemos uma sala vazia. Uma Era louca, mano. De contradições. Democratização trazendo consigo uma tromba d'água de informações, nos afogando, nos angustiando, nos sufocando, nos dando a onda de encontrarmos onde respirar depois de tanta luta na procura de um pouco de paz e suavidade.
Mundo, virada do milênio: a idéia de que o cinema não estaria mais nas mãos de uma estrutura tão fechada, cara e burocrática percorrias as ruas, conquistando corações atentos e aventureiros. Naquele momento, num dia de sol, já podÃamos sentir o gosto nostálgico, uma futura saudade, um filme do Truffaut: um primeiro amor avassalador que ainda estava por vir e a visão da câmera num canto do quarto, pousada como um violão, à espera... Como um caderno de anotações. Uma ferramenta de transcendência, de contato com seus sonhos e desejos. Mais um objeto inventado para que possamos soltar nossa voz.
SentÃamo-nos amigos do Glauber, do Coppola e do Pasolini. Colegas de carreira.
Naquele momento florescia o digital; hoje o youtube anda congestionado, a sociedade anda com câmeras nos bolsos, online 24 horas por dia, o crack chegou ao Rio, o firewire completa 15 anos, as milÃcias fazem parte do cenário, um negro pode presidir uma casa branca supostamente falida e a sexta-feira continua tendo uma sensual vibração em suas tardes no Centro do Rio. Ou seja, o mundo continua muito interessante em meio a uma imensa poluição audiovisual ruidosa e pixelizada.
Pra onde devemos apontar nossas câmeras? Que corte devemos dar ao mundo?
Com vocês a Sessão Catapulta 2008! Deliciem-se!
Cineclube Mate Com Angu
O cerol fininho da baixada
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