Cooperifa, antropofagia periférica
Livro conta a história dos saraus que reúnem centenas de pessoas da periferia de São Paulo em torno da poesia
Poesia e periferia. Em “Cooperifa, antropofagia periférica”, Sérgio Vaz, poeta e criador da Cooperifa é recheado de histórias desse movimento cultural que há sete anos congrega quase quinhentas pessoas na periferia paulista em torno da poesia. Sétimo volume da coleção Tramas Urbanas, da Aeroplano Editora, o livro é também “uma biografia poética”, segundo o autor, que hoje, aos 44 anos, vive da poesia. O lançamento será na quarta-feira, dia 20, no bar do Zé Batidão.
“A Cooperifa é um dos fenômenos culturais mais importantes desses anos 00. Achamos importante registrar como surgiram esses encontros, de onde vem esse poeta revolucionário - que em pleno século XXI refaz não apenas o caminho antropofágico da poesia modernista e sua Semana de Arte Moderna, mas sobretudo recria agora, dono de sua voz, o grande quilombo da poesia paulista”, diz Heloisa Buarque de Hollanda, curadora da coleção Tramas Urbanas, que visa dar voz às diversas manifestações artísticas e intelectuais das periferias brasileiras.
O livro também conta a saga do poeta, que até conseguir se manter com a poesia, escreveu letras de música, trabalhou como auxiliar de escritório, assessor parlamentar e vendedor de videogame. Lançou cinco livros de poesia, entre eles “Subindo a ladeira mora a noite” e “Colecionador de pedras”. Sérgio Vaz também esteve dois anos a frente de um projeto que levava a poesia para as escolas da periferia de São Paulo. Pelo trabalho inovador, ganhou o prêmio Educador Inventor, concedido pela Unesco e pelo Projeto Aprendiz.
Em sete anos de saraus da Cooperifa já foram lançados mais de 40 livros de poetas e escritores da periferia, além de dezenas de discos. “A Cooperifa trabalha única e exclusivamente com o conhecimento. Por meio da poesia, muitos começaram a se interessar pela leitura, pela criação poética, e hoje, muito deles já lançaram seus próprios livros. Por conta da literatura, vários jovens e adultos voltaram a estudar e alguns já estão até formados", lembra Vaz.
Coleção Tramas Urbanas
Rap, hip-hop, a estética das artes urbanas, os Coletivos e o Viva Favela são temas dos cinco primeiros livros da série, que registra a cultura produzida na periferia. “Surge um fenômeno mais amplo, não restrito aos guetos, e que ressoa e estimula a cultura urbana de forma explosiva e irreversível”, diz a escritora, editora Heloisa Buarque de Hollanda, que idealizou a coleção Tramas Urbanas. Na nova safra, que começou a ir para as livrarias a partir de julho, os livros “Daspu, a moda sem vergonha” e “História e memória de Vigário Geral”. Serão lançados ainda, nos próximos meses, pela coleção: “Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da música” e “Favela toma conta”.
Aeroplano Editora
Categoria: Não-ficção
Número de páginas: 284
Formato: 12x19cm
Preço lançamento: R$ 25,00
Preço nas livrarias: R$ 32,00
Lançamento: 20 de agosto
Endereço: Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana (Z/Sul-SP)
Horário: 20h
Tel: (11) 58917403
Mais informações:
Diadorim Idéias & Comunicação
diadorim@diadorim.net
(21) 2285.8763 e (21) 3264.8763
Teresa Karabtchevsky
teresak@diadorim.net
(21) 9762.2402
Ana Madureira de Pinho
anamadureira@diadorim.net
(21) 93810938
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