Um evento exótico e atípico está chamando bastante a atenção do público do festival Psycho Carnival 2007. É o Zombie Walk, literalmente uma caminhada de zumbis, que faz parte da programação paralela da festa.
Esta passeata sui generis consiste na reunião de pessoas vestidas como mortos-vivos caminhando de forma cambaleante em centros urbanos por uma rota pré estabelecida. Esta ação teve origem nos EUA e Canadá, espalhando-se pelo mundo afora graças aos fãs de filmes do gênero.
A concentração da passeata será em frente ao Cemitério Municipal de Curitiba, às 19h, encerrando-se em frente ao Jokers Pub, local onde é realizado o festival Psycho Carnival. Qualquer pessoa pode participar, bastando comparecer ao local no horário marcado, trajado como um zumbi, com roupas esfarrapadas e maquiagem pálida.
No Brasil já foram realizadas Zombie Walks em São Paulo e Porto Alegre no ano passado, ambas reunindo aproximadamente 400 pessoas cada. Curitiba será a terceira cidade brasileira a seguir o exemplo. As próximas, segundo as comunidades do orkut, deverão ocorrer no Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Florianópolis e Joinville, cada uma com sua equipe de organização local. Em Curitiba, quem tomou essa iniciativa foi o estudante Tiago Pinheiro, com o apoio do desenhista Bruno Hoffman.
Etiqueta zumbi
Para evitar distorções da estética zumbi (fato que ocorreu em outras zombie walks realizadas no Brasil), é importante citar que os participantes da caminhada em Curitiba devem estar caracterizados como mortos-vivos, tais quais os vistos em filmes de George Romero, o aclamado cineasta que criou o gênero – é dele a célebre trilogia composta por “Noite dos Mortos-Vivos” (1968), “Madrugada dos Mortos” (1978) e “Dia dos Mortos” (1985).
Em São Paulo e Porto Alegre, houve gente que compareceu vestida como criaturas ou serial killers de filmes de terror famosos que nada têm a ver com zumbis. Houve até quem usou a Zombie Walk para manifestações, gritando palavras de cunho militante, o que nada tem a ver com espírito do evento.
Só para esclarecer, em linhas gerais, os interessados em participar: zumbis não correm, apenas andam se arrastando, de forma cambaleante. Se vestem com roupas esfarrapadas (afinal eles são defuntos em fase de decomposição que voltaram à vida e saíram de seus caixões) e devem ter uma maquiagem que os deixem pálidos. Por fim, zumbis não falam, muito menos adotam posturas político-ideológicas ou religiosas. No máximo resmungam a palavra “miolos...” como no primeiro filme do gênero.
Quem estiver de passagem pelo evento, apenas como curioso, não precisa ter medo, pois estes zumbis não vão fazer mal a ninguém “É tudo uma brincadeira. O pessoal que participa da Zombie Walk está lá só para fazer pose”, como disse um dos organizadores, Bruno Hoffman.
Digão,
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