Dois atores e uma atriz em uma disputa sem tréguas por atenção, carinho e espaço. Laços que se iniciam, desfazem, transformam. Um espetáculo sobre relações. Estreia dia 8 de abril, às 21h, a comédia "Ninguém falou que seria fácil", de Felipe Rocha, direção de Alex Cassal, no Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea. Este é o segundo espetáculo do grupo Foguetes Maravilha, formado por Felipe Rocha e Alex Cassal, depois do solo "Ele precisa começar", com a presença constante de colaboradores em todas as áreas de criação.
"Ninguém falou que seria fácil" lança um olhar ácido e bem-humorado sobre o fluxo da vida, sobre a percepção da finitude e da continuidade de nossa existência. Estão no elenco, além de Felipe Rocha, Renato Linhares e Stella Rabello. A temporada segue até 1º de maio no Teatro Muncipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea, com ingressos a R$ 30. “Acho que o fato de eu escrever esse texto agora se comunica com a experiência da paternidade, esse momento em que a gente vira pai e continua sendo filho, aonde a gente revive muito da nossa infância a partir do ponto de vista oposto ao que a gente tinha quando era apenas o filho", destaca Felipe Rocha, que tem 25 anos de trajetória profissional.
Como em uma brincadeira de criança, um jogo de amarelinha fragmentado e mutável, os personagens de "Ninguém falou que seria fácil" saltam da infância para as angústias da vida adulta, da velhice para o encontro amoroso, da sala de parto para a morte. Assim que os espectadores se acomodam, uma discussão de casal inicia uma vertiginosa troca de papéis, que irá carregá-los por lugares, épocas e situações diversas. Um homem se torna pai mas não quer deixar o colo da mãe, uma filha argumenta racionalmente sobre as razões para não largar a chupeta, um jovem recém-formado decide hibernar, irmãos disputam comida e carinho em duelos cinematográficos, os filhos crescem e se tornam pais... Ninguém falou que seria fácil. Um exercício metalinguístico e afetivo que mescla filmes franceses dos anos 70 e pornochanchadas, dança contemporânea e dramas familiares, discussões existenciais e fábulas para crianças. “Entre as marcas da narrativa estão o humor, a ironia, os jogos de linguagem e as brincadeiras anárquicas de desconstrução e reconstrução das convenções teatrais. Um humor situado entre os Trapalhões e o grupo Monty Phyton; referências a um pop nostálgico, que vai de filmes do Jean-Paul Belmondo dos anos 60 a filmes B de ficção científica, enfim tudo marcado por um desejo de liberdade narrativa”, pontua o autor.
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