Entre a memória e o sonho
“A arte não reproduz o que vemos, ela nos faz ver.”
|Paul Klee|
No mundo que hoje vivemos não precisamos de uma busca por uma re-significação?
Nessa exposição as artistas Juliana Brecht e Sheila Ortega se colocam em busca por um mundo quase onírico, entre o que se tem e o que se espera, em uma melancolia esperançosa misturando sonhos e lembranças vividas.
O tempo se mostra outro, quase uma instituição paralela presente em mundos internos de artistas que foram buscar o que era mais íntimo, o que era mais banal (mas tão comum a todos): suas memórias e reflexões cotidianas, percebendo que nesses pequenos fatos se constroem suas identidades e suas relações com o mundo, nas quais buscam ser singelas estabelecendo relações de tempos, memórias e re-significações a partir de imagens, palavras, gestos extorquidos por suas obras e o fazer artístico.
Há um caráter “saudosista” frente às técnicas artísticas ditas tradicionais, onde até mesmo a fotografia, grande impulsionadora de revoluções na arte, já entrou. A pintura nem se fale: já morreu, foi desenterrada, reviveu, se negou, se afirmou... Mas através do fazer artístico por meios tradicionais, trabalham na contemporaneidade, buscando, não afirmações técnicas, mas suas identidades, mostrando através do pessoal, seus olhares sobre o viver no mundo, o contato entre as pessoas, a importância das pequenas coisas, cantos, espaços despercebidos, em contraponto com o descartável, o hiper-multimídia com milhares de imagens que não pedem tempo para o pensar.
Formando um “neo-romantismo-barroco”, buscam a re-ligação, a calma, onde o observador / fruidor se coloca junto da obra em outro tempo, em outros mundos, enxergando através de, sua própria identidade “Entre a memória e o sonho”.
Segundo Mário Pedrosa, um dos esforços mais profundos e fecundos da arte contemporânea, tem visado, no fundo, sensibilizar a inteligência.
Ficando a obra de arte em uma instância além de, com sua aura intocada, não se completa em seu sentido primordial: estar além dela mesma tornando o eu individual, coletivo. Para tanto acreditamos que arte não deve ser “coisa” de museus e galerias, mas deve estar acessível, inclusive em seu sentido mercadológico, pois “as obras de arte não são puros símbolos, mas verdadeiros objetos necessários à vida dos grupos sociais.” |Pierre Francastel|
Juliana Brecht
Ótimo compromisso para colocar na agenda!!! rsrs
adorei... estarei lá!!
abraços e sucesso!!
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