Será aberta a exposição Só para os raros, só para loucos! na Galeria Jaqueline Martins, Sao Paulo, sob a curadoria de Daniela Name, dia 21 de junho de 2011, as 18 horas.
Os artistas são: Adriana Eu, Alzira Fragoso, Azeite de Leos e Dudu Santos e artistas convidados: Danielle Carcav, Julia Debasse, João Penoni, Louise DD, Nara Amélia, Ni Da Costa, Nino Cais, Patrizia D'Ângelo, Pedro Varela, Raul Leal e Ronaldo Aguiar.
Só para os raros, só para loucos!
O protagonista do romance O Lobo da Estepe, Harry Haller, enxerga estas palavras todos os lugares depois que conhece o Teatro Mágico. E que personagens como Hermínia, Maria e Pablo entram na história como seus duplos, bagunçando suas certezas.
O livro escrito por Hermann Hesseem 1927 foi o ponto de partida para a reunião dos artistas desta mostra. Com linguagens muito diversas, eles têm em comum a interpretação enviesada e lírica da realidade que os cerca.
Criam estados de suspensão e escapes e vez ou outra tangenciam imagens sintéticas, quase arquétipos. Elas nos oferecem uma espécie de colo universal, uma volta para casa, uma sensação de fraternidade, mesmo que dolorida.
Há reconhecimento, diria Jung. O psicanalista, aliás, nos leva de volta a Hesse: depois de uma crise emocional, o escritor passou a se consultar com um de seus discípulos, no mesmo período em que resolveu fazer uma viagem espiritual à Índia. A teoria arquetípica marcaria toda a sua obra a partir de então, inclusive O lobo, seu livro mais importante.
Os trabalhos expostos na galeria de modo algum interpretam ou ilustram o romance, até porque boa parte deles pré-existem à idéia desta montagem. Mas se aproximam do protagonista e da atmosfera criados pelo autor no que eles têm de delirantes e também desencantados com os mundos estéreis que os cercam. O de Harry Haller - espelho evidente de Hermann Hesse, até no H duplo das iniciais do nome - está localizado na Europa da década de 1920, arrasada pela Primeira Guerra. O nosso dispensa maiores apresentações: convivemos com ele e somos obrigados a lhe dar “bom dia” todas as manhãs. Cheio de imagens e vazio de conteúdo, ricocheteia rápido demais no olho, na cabeça, e de vez em quando causa fastio.
Só para os raros, só para loucos! Fala deste enjoo e desta dor, mas também dos atalhos encontrados para se afastar deles, para virar a página.
Como se fosse realmente possível existir vida inteligente e sadia em alguma galáxia muito, muito distante. Como se existisse, de verdade, a entrada para o Teatro Mágico.
Curadora:Daniela Name
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Parece uma excelente idéia ! O perigo é eu num querer voltar...
Um beijo !
Oi Cintia, essa exposição promete.
Ah já li Hermann Hesse, mas não o Lobo e sim Sidarta, e ali também podemos encontrar um misto de dor e loucura. bjs
Crítica construtiva:
Cintia, eu vou lá, talvez até hoje mesmo, mas republica isso aqui, cê publicou com muita antecedência, gata !
Um beijo !
Vai Alcanu, é hj a abaertura as 18 h. Eu não vou poder ir na abertura mas lógico que vou logo que chegar a sampa...
(Não deu para publicar sem passar pela edição - deu algo errado e só consegui clicar indo p/ a edição ...coisas na máquina , mas está aí...bjos e obrigada)
Bons artistas nessa exposição!confira mesmo!
bj
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