O Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados é um festival de performances audiovisuais que acontece desde 2005 no Rio de Janeiro e que mostra ao público um amplo repertório de atrações no Oi Futuro Flamengo e no Oi Casa Grande. O seu principal conceito é unir em um mesmo palco arte visual e sonoridade experimental em espetáculos multimídia. As atrações da sexta temporada, que tem início no dia 24 de junho, no Oi Futuro Flamengo, são o cantor e compositor Carlinhos Brown, o diretor Gualter Pupo e o núcleo de design Arterial. Após a apresentação, acontece o lançamento de Multiplicidade 2009, livro-catálogo que celebra os espetáculos realizados pelo festival no ano passado.
Ao longo de cinco anos, o Multiplicidade realizou no Oi Futuro mais de 70 apresentações de artistas como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Fausto Fawcett, Cao Guimarães, Chelpa Ferro, João Donato, Muti Randolph, Kassin, Siri, Lucas Santtana, DJ Sany Pitbull e artistas internacionais como Diplo (Estados Unidos), Prins Nitram (Dinamarca) e Petahertz (França). Ao todo mais de 150 artistas, nacionais e internacionais, já passaram pelo evento. Para essa temporada, o curador Batman Zavareze programou oito edições mensais no teatro do Oi Futuro e duas no final do ano no Oi Casa Grande.
“O desafio como Festival é expandir e proporcionar apresentações inusitadas que experimentem novas linguagens, os limites das novas mídias digitais. O Festival Multiplicidade tem um recorte transversal com suas programações mensais intervaladas entre os espetáculos, um formato diferente justamente para oferecer aos artistas possibilidades únicas. A intenção é ser singular, especial a cada espetáculo. Além disso o Multiplicidade é plural na diversidade de sua programação, como próprio nome do Festival já indica”, analisa Batman.
Em outubro de 2008, o Multiplicidade iniciou uma nova fase através de edições especiais no Oi Casa Grande para um público de até 1.000 pessoas. A infra-estrutura do teatro parece ter sido feita para abrigar as novas linguagens tecnológicas do Multiplicidade. As apresentações em 3D dos franceses do AntiVj, a performance com ingressos esgotados do artista multimídia Peter Greenaway (País de Gales); e da banda de jazz eletrônico The Cinematic Orchestra são exemplos de um marco na história cultural recente da cidade que instigou e provocou novas discussões sobre a relação entre música, cinema, arte e tecnologia.
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