De 02 a 10 de julho o grupo circense Teatro de Anônimos, do RJ estará em Macapá para ministrar oficinas e realizar apresentações na cidade.
O grupo é considerado referência na linguagem circense e vem a Macapá a convite do SESC AP como parte da programação do circuito da 3ª etapa do Palco Giratório*. Abaixo segue programação completa da estadia do grupo e sinopse dos espetáculos.
Os 12 integrantes do grupo chegarão dia 01/07
Oficina infantil “CIRCO TEATRO ATUAÇÃO”
De 02 a 06/07, das 9h às 12h
Público-alvo: crianças de 07 a 13 anos
Ministrantes: Maria Angélica Gomes e Shirley Britto
Sinopse: Através do contato com o universo lúdico dos jogos teatrais e das técnicas de circo, a oficina busca despertar a criatividade e espontaneidade dos pequenos participantes, instigando e estimulando o imaginário de cada uma das crianças. Brincando, jogando, dançando e cantando através de jogos teatrais, festejos populares e técnicas circenses, a criançada mergulha no pequeno-grande circo teatro mágico.
Oficina GESTÃO PARA AUTONOMIA E PRODUÇÃO CULTURAL
De 02 a 05/07, das 14h às 18h
Público-alvo: artistas e produtores culturais
Ministrante: João Carlos Artigos
O objetivo da oficina é municiar artistas e grupos com instrumentos que possibilitem a partir de suas referências e da análise conjuntural criar uma maneira eficaz de gerir (produzir e distribuir) seus trabalhos numa perspectiva coletiva e solidária.
Dia 06, às 16h apresentação do grupo CIRCO RODA CIRANDA (AP), na lona do circo no Sesc, em seguida pensamento giratório (momento de discussão) no Teatro Porão.
Dia 07 (sábado) apresentação do espetáculo RODA SAIA GIRA RODA, às 18h na praça do forte – Fortaleza
Dia 08 (domingo) apresentação do espetáculo TOMARA QUE NÃO CHOVA, às 18h na praça do forte
Dias 9 e 10, intercâmbio entre o grupo do AP e do RJ (fechado).
OK, Maikon, vim aqui deixar meu comentário, apesar de você deixar em meu perfil um convite para a Carol. Mas, se você não se importar pode deixar lá seus convites para votar ou colaborar na edição de seus trabalhos, ok? Olha, acho muito impotante a vinda de grupos e/ou artistas de fora para ministrar workshops e se apresentar por cá. Sempre comento com minha namorada, professora de Arte-Educação e amante das Artes Cênicas, que já está mais do que na hora dos artistas amapaenses ousarem e apresentarem outras perspectivas em suas produções. Há um sem-número de textos excessivamente humorísticos e quase nada, ou nada, de textos dramáticos. Com exceção daquela obrigatória apresentação da troupe que interpreta Artaud, que quase todo ano se apresenta, o que se vê é a proliferação de apresentações que se esbaldam na comédia de teor escrachante, debochado e irritantemente pejorativo. O que se vê é o desfile mensal de artistas do escracho vindos de outros estados, como se já não bastasse os daqui. Posso ser exigente como espectador, mas o mais importante seria que essa exigência ocorresse dentro da própria classe artística e que ela começasse a pensar seriamente na produção e/ou apresentação de textos mais dramáticos, que levasse o espectador amapaense à reflexão e o pusesse em contato com autores clássicos, modernos ou contemporâneos, artífices de obras atemporais. Precisamos de obras de referência nos nossos palcos. Já iniciativas como essa do Teatro do Anônimo contribuem para a dramaturgia local naquilo que eu vejo como positivo para a apreensão de técnicas e produção e distribuição do fazer teatral.
Pepê Mattos · Macapá, AP 27/6/2007 07:14
Legal você passar para comentar, concordo em grande parte com o que você disse. Toda a problemática de produção e circulação de Artes Cênicas no Estado passa pela formação, na verdade não escola de formação de atores como tem a Candido Portinari para os Artistas Plásticos e a Walquiria Lima para os Músicos.
Isso poucos pioneiros que pelo amor e muitas vezes pela necessidade começaram a dar aula e colocar no palco muita gente, sem uma base aprofundada e principalmente pela diversão, são poucos que acham no teatro uma fonte de renda para sustento da família uma grande maioria faz teatro sem compromisso e da no que dá. Por outro lado vejo que tem público para todos, quem faz teatro escrachado sabe que a formula dá retorno e vive disso, é inegável, mas tem gente muito boa vindo por ai e começando a mostrar trabalhos interessantes, o Aldeia mostrou um pouco disso.
Mas o grande fator mesmos é a falta de políticas culturais para o Estado, historicamente nunca houve, somente política de eventos. Mas contamos com a experiência e a visão de grupos de fora para mostrar que é hora de mudar e quem sabe ter um teatro mais diversificado no futuro.
O bom disso tudo é a exposição de idéias, porque sabemos que a simples propagação de idéias um dia descamba para a concretização delas em ações. Política cultural séria e permenante nesse Estado nunca existiu, ainda que todos os candidatos atrás de voto nos prometam isso e mais alguma coisa. De todo modo, valeu pelo retorno.
Pepê Mattos · Macapá, AP 27/6/2007 18:58Eu também vejo os grupos de teatro daqui do Estado estão produzindo bastante. Deu pra ver no Aldeia que existe uma moçada que estuda muitoe tem coisa boa pra mostrar. Acredito que o que falta é Política Cultural que possa dar conta dessa produção, não apenas com espetáculos gratuitos, mas com o retorno financeiro que os artistas merecem. Pois as vezes o artista vê o teatro como uma forma de expressão ou apenas um jeito de externar suas ideologias, mas não vê o teatro como profissão.
PauloZab · Macapá, AP 28/6/2007 22:16Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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