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Com irreverência e performances de música e dança, o Coletivo Cruéis Tentadores apresenta o espetáculo Guilda, às quartas e quintas, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. Estreada no ano passado, a peça rendeu ao diretor Marcelo Sousa Brito o Prêmio Braskem de Teatro na Categoria Revelação, pela construção de um universo divertido, absurdo, irônico e sem preconceitos com enfoque sobre a sexualidade e o culto ao corpo.
Ano passado, o projeto O QUE CABE NESTE PALCO, que apóia artistas independentes da capital e do interior, abriu espaço para a estréia do inusitado espetáculo de formatura do diretor e performer Marcelo Sousa Brito. Utilizando elementos da performance e do teatro do absurdo, a peça mostra seis criaturas híbridas (ou seja, nem homens, nem mulheres, nem travestis, nem modelos) se preparando para participar de um concurso de beleza, numa abordagem provocativa sobre padrões de beleza e comportamento sexual.
Guilda tem texto de Bertho Filho e concepção cênica de Marcelo, juntamente com os diversos artistas que compõem o Coletivo Cruéis Tentadores. A montagem aglutinou diferentes linguagens para trabalhar uma estética em comum.
Encenado por um grupo aberto ao trânsito de artistas, o espetáculo chama atenção para a diversidade humana e as modificações feitas pelas pessoas por opção estética e para atender a padrões estabelecidos pelas tendências em voga. Partindo deste princípio, os personagens fazem o jogo performático com a idéia do “corpo híbrido”. De acordo com Marcelo, “nesta peça, há uma junção de dois corpos, duas linguagens: das top-models e dos transformistas. Em ambas, há um corpo transformado, ‘tecnificado’, que sofre interferências diversas, como a body-art, próteses estéticas como o silicone, o uso de anabolizantes, entre outras coisas. As personagens não são apenas uma coisa ou outra, mas apresentam nuances dos dois”. De uma maneira irreverente, a peça provoca a reflexão sobre diferenças e preconceitos , mostrando que existem diversas formas de exclusão a partir da exposição do corpo.
Em Guilda, a linguagem das artes plásticas tem um papel importante, evidenciado no figurino criado por Silverino Oju que utilizando materiais como gaze e atadura com os códigos da alta-costura e no cenário elaborado pela Miniusina de Criação que moldou manequins de cobre no corpo dos próprios intérpretes reforçam o sentido levantado pelos personagens, criaturas em transformação para se tornarem seres perfeitos, com características e órgãos andróginos. Os sapatos utilizados pelos personagens são criações exclusivas de Fernando Pires, cedidas especialmente para o projeto.
A música também se destaca, numa trilha sonora selecionada coletivamente, com canções que aparecem em cena como números de dublagem, contudo, fugindo do repertório tradicionalmente associado ao universo dos transformistas. Pérolas interpretadas por Maria Bethânia, Dorival Caymmi, Rita Ribeiro e Ângelo Ro Ro compõe o repertório.
tags: Salvador BA artes-cenicas sexualidade gay teatro-do-absurdo fernando-pires corpo-hibrido imagem musical transformista
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onde fica |
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TEATRO VILA VELHA
Av. Sete de Setembro, s/n - Passeio Público
Campo Grande (próximo ao Hotel da Bahia)
Salvador - Bahia |
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quando ir |
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11/7/2007 a 27/7/2007, às 20:00h |
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quanto custa |
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r$ 10 (inteira)
r$ 5 (meia)
A meia-entrada atende a estudantes, pessoas a partir de 60 anos e profissionais com carteiras do SATED-BA, SINPRO-BA e menores de 18 anos.
Há também a promoção PASSAPORTE DO VILA: 5 ingressos por R$ 35,00. |
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