Hipo-teses para o corpo - ou como se agarra o mundo com uma mordida
A partir de e-mail recebido de Manoela Rangel (manorangel@hotmail.com), que dizia, antes da divulgação,
"Amigos,
deixaremos de ser uma holografia! Agora é risco!!!!!!!!!!!!!!
Coloque seus olhos.
Beijo de corpo
Manô.", transcrevo:
Hipo-tese, assim escrito, reforça o corpo em estado de suposição e de levantamento de frágeis pensamentos que estão aptos a confirmações e/ou probabilidades refutáveis. Nesta condição provisória onde proposições são testadas em ação, este trabalho aparece como campo de experimentação, para exercitar, modestamente, o corpo que dança e sua organização na cena. É no e para o corpo que residem as hipóteses, debruçadas sobre a construção de narrativas poéticas, ressaltando-o como intercessão em uma provocada colisão entre a demonstração planejada e a demonstração aventurosa. As suposições emitidas ao corpo partem de fragmentos da obra A Poética do Devaneio (1961), do filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962). A partir deles, uma metáfora encadeadora é construída, primando pela vontade de morder, de se permitir ser mordido, de devorar e devorar-se, de suaves entregas a condições de desespero e diagnóstico e conforto e apego-desapego e sono e preguiça e descanso e aperto e atrapalho e recusa e provocação e contenção e estouro.
Volmir Cordeiro
HipoTeses Sob(re) o Corpo
Provocação do olhar do espectador acostumado aos papéis sociais bem estabelecidos: homens brancos subvertendo nossas expectativas ao mostrarem que seus corpos agéis podem ir das truculentas brincadeiras infantis a momentos de fragilidade, melancolia e aconchego.
Subversão que privilegia o corpo feminino em demonstração de força, controle e humor diante de certa homogeneidade criada pelas três figuras masculinas.
Brigida Miranda
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Horários
Dia 09 – às 20 horas
Dia 10 – às 21 horas
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Ficha Técnica:
Direção e coreografia: Volmir Cordeiro
Elenco: Cleístenes Grött, Manoela Rangel, Marcos Klann, Volmir Cordeiro.
Produção: Andreza Martins
Música – Led Groove
Figurino e arte gráfica: Lígia Baleeiro
Cenografia: Taís Gil
Iluminação: Renata Rogowski e Volmir Cordeiro
Fotografias: Loli Menezes
Assessoria de comunicação: Phelipe Janning
Apoio:
CIC-oficinas de arte
Udesc-Ceart
Centro Comunitário do Pantanal
Espaço Sol da Terra.
Funarte – Ministério da Cultura
Petrobrás
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Neste link, fotografias de temporada já acontecida.
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Hoje provavelmente vá assistir ao espetáculo.
Se pintar inspiração, escrevo algo no Overblog.
Abraços
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