“Antes de tudo, a Música (...) E todo o resto é literatura.”
Paul Verlaine – Arte Poética
HOMEMÚSICA de Michel Melamed
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta, de 3 a 19 de agosto, a estréia nacional de HOMEMÚSICA, a continuidade e conclusão do projeto denominado Trilogia Brasileira composto ainda pelos espetáculos Regurgitofagia e Dinheiro Grátis, grandes êxitos de público e crítica. Projeto no qual Michel utiliza-se das fronteiras entre diversas linguagens artísticas (teatro, música, performance, tecnologia, poesia falada, etc.), num trabalho comprometido com a criação, pesquisa, experimentação e aprofundamento das linguagens cênicas contemporâneas.
Combinando um prólogo, sete cenas, epílogo e conclusão, o espetáculo HOMEMÚSICA conta a história de Helicóptero, um jovem brasileiro com um dom único: cada parte do seu corpo emite o som de um instrumento musical. Nascido no interior de um destes Brasis, a fim de fazer-se cumprir como artista ele ruma ao Sul-Maravilha para participar do programa de tevê que possui 100% da audiência nacional: o ‘Show do Estupra’. As coisas, porém, não acontecem como o imaginado e, ao invés do reconhecimento, ele encontra o amor e, então, o desamor... Haverá rima melhor para a canção? Um samba? Laialaiá...
Baseado no romance homônimo e inédito (com lançamento previsto para o segundo semestre pela Editora Objetiva), o espetáculo completa a TRILOGIA BRASILEIRA iniciada com os espetáculos Regurgitofagia e Dinheiro Grátis.
Fragmento
“Podia ser em qualquer direção que o sentido seria um só. Os paus-de-arara, ônibus, carroças e caminhões, todos atravessam o país sem fazer cócegas, carinho ou cicatriz. O mapa parece intocado apesar do trajeto incessante. Como um carrinho de mão por sobre a terra este rastro deveria ficar marcado, este percurso merecia se fundir ao chão, afundá-lo. Essas estradas que ligam o norte e o sul do país, pelas histórias que carregam, deveriam estar abaixo do nível do mar.
Mas não é assim que banda nenhuma toca. E é por isso que tem cidade grande e cidade pequena. Tem a cidade que manda e a que corre atrás da bolinha, traz os chinelos. É cidade catando migalha, cidade de quatro pra cidade, chupando o pau de cidade, tomando cascudo e vomitando sobre a outra que agradece dada a penúria. E maioria em volta em silêncio. De vez em quando o som das rodovias rompe esse silêncio, mas não muda nada não. Porque as cidades estão só brincando, são como crianças. Crianças perversas maltratando-se umas às outras. Daí tem a cidade maiorzona, desengonçada e má, que bate em todo país, mas que mais dia menos dia vai levar porrada de todas juntas ou de uma pequena, que então vai virar herói e namorar a cidade mais bonita daquela região...”
uhuhuhuhuuuuuuuuuuuuuuuuu
show!!! vamos?
beijos, meu bem.
Fran
Obaaaaa!!!
Maravilha, lindinho!
Vc sempre com convites excelentes...
Bjos...
Eu sou fa do Michel Melamed. Fui ver a peca ontem e adoreiiiiii!!!!
O cara manda muuuito bem!
beijos
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