Gato Seco – Nos Telhados da Loucura & Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima
Convidam
Dia 27 de maio completam-se três anos da morte de Austregésilo Carrano Bueno, dramaturgo, militante da luta antimanicomial e autor do livro “Canto dos Malditos”. Carrano se destacou como o principal militante pela Luta Antimanicomial em nosso país. Eleito em congresso na cidade de Xerém-RJ, atuou nos últimos anos como representante dos usuários na Comissão Nacional de Reforma Psiquiátrica do Ministério da Saúde, chegando a receber, em 2003, uma homenagem das mãos do presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, por seu empenho na Reforma Psiquiátrica. Além das torturas sofridas nos “chiqueiros psiquiátricos”, como dizia, Carrano sofreu vários processos judiciais por sua militância, principalmente por parte dos familiares dos médicos responsáveis pelos “tratamentos” recebidos nas passagens pelos locais onde foi internado, confinado e torturado, ele escreveu o seu drama no livro “Canto dos Malditos”, que originou o filme “Bicho de sete cabeças”, dirigido por Lais Bodanzky, o filme mais premiado do cinema brasileiro que, junto com o livro revolucionou a história da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Carrano nunca desistiu de seus ideais e continuou militando até seus últimos dias no Movimento da Luta antimanicomial, mesmo com a saúde debilitada e condições financeiras precárias, em 18 de maio de 2008, participou do Dia Nacional de Luta Antimanicomial em Belo Horizonte, vindo há falecer dias depois.
O Prêmio - Para que a sua voz não se cale e seu nome continue vivo não só no Movimento de Luta Antimanicomial, como nos direitos da humanidade em geral, criamos em 2009, o Prêmio CARRANO de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos, que tem como o objetivo dar continuidade a sua luta por uma mudança nas condições de tratamento de pessoas em sofrimento mental, fazendo valer a Lei nº 10.216/2001 da reforma Psiquiátrica no Brasil, da qual foi um dos defensores e críticos. O prêmio é entregue anualmente a pessoas e instituições de ações e atitudes importantes nestas áreas, mas principalmente, denunciar quaisquer violações dos Direitos Humanos, especialmente no que se refere às pessoas nas condições de sofrimento mental. No lançamento do prêmio, premiamos Carlos Eduardo Ferreira, mas conhecido como Maicon, usuário e militante da Luta, que esteve em vários momentos ao lado de Carrano, que também foi entregue a família de Carrano.
Para saber mais sobre o Prêmio, Carrano e os nomes do premiados deste ano acesse aqui.
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