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Ilha Brasil-Vertigem com o Grupo Grial de Dança, de Pernambuco
O pernambucano GRUPO GRIAL DE DANÇA estréia dia 2 de outubro no Rio de Janeiro o espetáculo ILHA BRASIL-VERTIGEM, concepção coreográfica de Maria Paula Costa Rêgo com trilha sonora de Gustavo Vilar a partir da música original do Maracatu Rural. Agraciado com o PRÊMIO KLAUSS VIANNA DE DANÇA FUNARTE/PETROBRAS, para a temporada carioca acontece no Teatro Nelson Rodrigues com patrocínio da CAIXA Cultural.
ILHA BRASIL-VERTIGEM é um recorte no universo do Maracatu Rural, colocando em evidência uma religiosidade fantasiosa através de uma escritura contemporânea. São visões poéticas sobre um grupo de pessoas que traz em sua história a luta para continuar pertencendo a um lugar e se manter na memória de um país.
Para criar este espetáculo, o GRUPO GRIAL morou três meses na cidade de Condado (Zona da Mata de Pernambuco) pesquisando e convivendo com os caboclos de lança (dançarinos de maracatu rural – homem que tem na sua hereditariedade o cruzamento do negro com o índio) da região. O caboclo é o mote principal para a criação do ILHA BRASIL-VERTIGEM, oferecendo a este trabalho coreográfico três possibilidades de pesquisa: o homem da Mata, a sua descendência e o brincante de Maracatu Rural. O tema, entretanto, tratará da relação deste homem com a brincadeira (seu lado social, religioso e político). O papel do Maracatu neste contexto é servir de base para uma criação que seguirá uma linha abstrata de tratamento artístico. Os elementos básicos, aquilo que aos olhos do coreógrafo é essencial ou motor principal dessa manifestação popular, irão construir o discurso do espetáculo coreográfico.
Dos sete participantes do espetáculo, cinco são da cidade de Condado e participam do Maracatu Leão de Ouro. Acostumados com o trabalho de corte de cana desde criança, hoje se deparam com um processo de criação erudito a partir do próprio material corporal que conhecem desde sempre: a dança do maracatu. ILHA BRASIL-VERTIGEM foi criado nesta cidade e ali ocorreu a sua estréia.
ILHA BRASIL-VERTIGEM é a segunda parte da trilogia A PARTE QUE NOS CABE, iniciada com o espetáculo BRINCADEIRA DE MULATO, já apresentado no Rio de Janeiro em 2007, uma trilogia que celebra os 10 anos de pesquisa do GRUPO GRIAL em busca de uma linguagem contemporânea em dança inspirada nas tradições populares.
O Grupo Grial de Dança foi fundado em 1997 pela bailarina e coreógrafa pernambucana MARIA PAULA COSTA RÊGO a convite do poeta e dramaturgo ARIANO SUASSUNA, desejoso de retomar a pesquisa sobre a linguagem da dança Armorial. Em 10 anos de existência, o grupo construiu uma trajetória com resultado artístico ímpar no país, dedicando-se à elaboração de uma linguagem onde o cerne da sua pesquisa e criação é a comunhão entre o conhecimento dos brincantes da tradição popular e o conhecimento erudito da criação contemporânea. O objetivo da estreita relação entre erudito e popular é, desde seu início, a elaboração de uma dança onde os elementos das etnias de origem européia, afro e indígena sejam o próprio material de contemporaneidade, e estejam presentes numa unidade de contrastes típica do povo brasileiro. Essa pesquisa defende, ininterruptamente, o dançar e o corpo do brincante popular como elementos alinhados a qualquer escritura, procedimento ou estratégia da criação contemporânea e capazes de ocupar um lugar na cena da dança contemporânea brasileira.
Nos últimos quatro anos de pesquisa e criação, o Grupo Grial decidiu convidar apenas brincantes de tradição para compor sua equipe de intérpretes e aprofundar sua pesquisa por uma dança escrita a partir da cultura popular. E baseada nessa decisão foi criada a Trilogia A PARTE QUE NOS CABE, a mais nova composição coreográfica do Grial.
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onde fica |
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Teatro Nelson Rodrigues – CAIXA Cultural
Av. Chile 230, Centro – tel. 2262-8152
Acesso a deficientes
Estacionamento rotativo no local - entrada pela Praça Tiradentes
Capacidade de público: 388 pessoas
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quando ir |
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02/10/2008 a 12/10/2008, às 19:30h |
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quanto custa |
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Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia) |
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