Uma última exposição em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil ainda está em cartaz. Japão: mundos flutuantes está na Galeria de Arte do Sesi e reúne diferentes expressões da cultura e da arte japonesas e suas influências em terras brasileiras. Achei interessante a organização em módulos expositivos.
Um deles traz 155 gravuras ukiyo-e, uma das formas de arte japonesa que aprecio e que mostra situações populares e que nos mostra um Japão que começava a sair da era medieval. Ukiyo-e pode ser traduzido para o português como “pintura do mundo flutuante”.
Os outros dois módulos são nipo-brasileiros, com gravuras da artista paulista descendente de japoneses Madalena Hashimoto. A artista também contribui na curadoria das estampas ukiyo-e e é especializada no florescer da arte-erótica japonesa (há pouco ministrou um curso interessante sobre Shunga), que é também um dos temas frequentes do ukiyo-e.
E o terceiro módulo contempla a fotografia e a história singular do imigrante japonês Haruo Ohara. O imigrante chegou a Londrina, no norte do Paraná, em 1933 e começou a fotografar em 1938, quando adquiriu uma câmera de um amigo. Com ela, registrou cenas familiares e do cotidiano dos imigrantes, inicialmente em preto e branco, passando ao colorido em 35 milímetros a partir da década de 1970. O diferencial de seu trabalho era o planejamento detalhado de cada elemento da foto, cuidando da posição, enquadramento e luminosidade até conseguir o resultado desejado. Ohara faleceu em 1999, mas já havia parado de fotografar desde 1994.
Como aconteceu com muitos artistas, sua obra se tornou conhecida do grande público só no final de sua vida. Sua primeira exposição individual foi em 1998, durante o Festival Internacional de Londrina (Filo), sendo posteriormente expostas também no Rio de Janeiro, em Brasília e em São Paulo (na coleção Pirelli/Masp de fotografia). Ohara também ganhou uma biografia, escrita por Marcos Losnak e Rogério Ivano, intitulada “Lavrador de Imagens - Uma Biografia de Haruo Ohara”.
Na tentativa de preservar adequadamente o acervo, a família doou 20 mil negativos e objetos pessoais do fotógrafo ao Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro e agora figuram ao lado de outros grandes nomes, como Claude Lévi-Strauss e Hans Gunter Flieg.
Oi linda... vc por aqui???
Pensei que já sabia do Over há um tempo!!!!
bjzzzzzzz
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