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Japonismo é tema de aulas teóricas e práticas na Fundação, São Paulo, SP · 05/3 a 28/3
erikayamauti · São Paulo (SP) · 4/3/2007 11:47 · 75 votos · 4 comentários ·  
 
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overponto
Um mergulho nas cores e nas texturas do ukiyo-e. A Fundação Japão organiza no mês de março um curso sobre o Japonismo, com aulas teóricas do renomado professor Luiz Carlos da Silva Dantas, e aulas práticas (Investigações sobre o Japonismo) com a dançarina e coreógrafa Denise Curtouké.

As aulas teóricas serão ministradas das 14 às 16 horas, e as práticas das 16 às 18 horas. O curso acontece as segundas e quartas do mês de março de 2007 (dias 05, 07, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de março), com inscrições pelo e-mail: info@fjsp.org.br (limitado a 100 vagas para aula teórica. As inscrições para aula prática estão encerradas).

A programação teórica inclui o histórico sobre o Japonismo; as cores e a relação do "ukiyo-e" com a pintura européia de vanguarda, analisando o trabalho de Claude Monet, Edgar Degas e Van Gogh; além do Pós-impressionismo e o Japonismo Literário, com Pierre Loti, Lafcadio, Hearn e Paul Claudel.

Já a “Investigação sobre o Japonismo”, proposta nas aulas práticas, trará estudos sobre as camadas de escuridão (ação do tempo no corpo como vocabulário); textura e cor pelo corpo e nas palavras e formas poéticas do Japão arcaico e dos poetas europeus; observações sobre Monet, Lautrec, Degas, Hokusai e Van Gogh. O curso será encerrado com performance dos alunos.

Currículo dos palestrantes

Prof. Luiz Carlos Dantas é professor de Teoria e História Literária do curso de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas e representante do Departamento de Teoria Literária do Institudo de Estudos da Linguagem no Programa de História da Arte e da Cultura. Possui mestrado em Lettres Modernes pela Université d Aix Marseille I e doutorado em Études Romanes Option Luso Brésiliennes pela Université d Aix Marseille I.



Denise Curtouké, bailarina e coreógrafa. Foi membro da Companhia Mai Juku, dirigida por Min Tanaka. Sob sua direção participou da ópera “Jeanne D'Arc au Boucher”, com regência do maestro Seji Ozawa; "The Ancient Greenland"; "The Rite of Spring", "The Ancient Women" e o trabalho solo "Let us break bread together". Como solista apresentou-se também na Alemanha, Espanha e Inglaterra. Teve contatos breves com outros mestres de butô como Akira Kasai, Yukio Waguri e Tadashi Endo.


tags: São Paulo SP artes-visuais japonismo hokusai degas van gogh artes plasticas


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  Serviço:

Curso de Japonismo

Data: 05, 07, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de março

Horário: 14 às 16 horas (aula teórica) e 16 às 18 horas (aula prática)

Local: Espaço Cultural da Fundação Japão

Av. Paulista, 37 ? 1º andar

Lotação máxima: 100 lugares (aula teórica) e 30 participantes (aula prática)

Entrada gratuita

Acesso para portadores de necessidades especiais



 
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  05/3/2007 a 28/3/2007, às 14:00h  
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  Entrada gratuita


 
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  www.fjsp.org.br  
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  Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843  


 
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oi Denise: fiquei curiosíssimo - mas não consegui descobrir o que é exatamente o japonismo (desculpa minha ignorância) - é uma técnica/escola de pintura? de dança? tudo misturado?
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 1/3/2007 14:57 
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O que foi o Japonismo
Prof. Dr. Luiz Carlos Dantas



O termo “japonismo” foi criado e utilizado na segunda metade do século XIX para designar tanto a moda crescente das estampas “ukiyo-e”, dos objetos artísticos e motivos decorativos, quanto a revolução estética provocada por sua descoberta nos meios artísticos europeus e americanos. Numerosas razões ligadas à história das relações entre o Japão e o Ocidente, mas também à busca de respostas novas para escapar das imposições acadêmicas; explicam porque o japonismo representaria um papel determinante na evolução da pintura, das artes decorativas e da arquitetura na Europa e nos Estados Unidos no final do século XIX e no início do XX.



Após o reatamento das relações comerciais e diplomáticas entre o Japão e as grandes nações ocidentais a partir de 1853, uma primeira exibição de artigos ocorre em Londres em 1862, na exposição universal. A partir dessa data, o pintor Whistler, de origem americana, passa a utilizar em seus quadros elementos decorativos nipônicos, biombos, leques, quimonos e sedas. Esse artista importante, que viajava com freqüência entre Londres e Paris, foi elemento essencial de difusão do japonismo na França, ocorrida com alguns anos de atraso com relação à Inglaterra.



Em Paris, os pavilhões japoneses das exposições universais, a partir de 1867, obtêm um sucesso imenso, atingindo o seu apogeu na exposição de 1878. Nesse ano, são expostas peças religiosas trazidas por Émile Guimet, que formariam o primeiro núcleo do que seria mais tarde o Museu de Artes Orientais da França. Na exposição de 1889, a apresentação metódica de objetos, livros e gravuras alçou a arte japonesa, considerada até então essencialmente decorativa, ao nível da grande arte.


erikayamauti · São Paulo (SP) · 3/3/2007 13:23 
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obrigado Erika!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 3/3/2007 22:25 
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que tudo! sempre quis fazer um curso desses... eu achava q japonismo era um estilo que só era utilizado na moda. que interessante! =DDD
Sarah Falcão · João Pessoa (PB) · 31/3/2007 20:24 
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