João Donato em show especial "A Bad Donato" no Teatro Rival (RJ)

31/8 · Rio de Janeiro, RJ
Ivone Belém
1
Alessandra Debs · Rio de Janeiro, RJ
26/8/2009 · 0 · 0
 

João Donato acaba de completar, em 17 de agosto, 75 anos e 60 de carreira. Seis décadas dedicadas à música, que serão comemoradas em show único, dia 31 de agosto, segunda, às 19h, dentro do projeto Palco MPB, da rádio MPB FM, no Teatro Rival, Rio de Janeiro. O repertório, especial como a data pede, será dedicado a um de seus mais cultuados CDs, "A Bad Donato", de 1970, relançado há quatro anos pelo Selo Dubas Música.

Desde 1949, quando fez sua primeira gravação profissional, tocando acordeon no disco de estreia do flautista Altamiro Carrilho, o compositor, pianista e arranjador reverbera bossa nova, samba, baião, bolero, jazz, música de concerto, canção popular, temas instrumentais, sons eletrônicos, funk, hip hop, rock – e o que mais couber em sua incessante curiosidade. Reverenciado por músicos de diversas gerações, nosso goldfinger é a mais perfeita tradução do que a música moderna pode ser, sempre.

"A Bad Donato" é um álbum essencial, em meio aos mais de trinta de sua discografia. Considerado pela Rolling Stone brasileira um dos cem melhores discos de todos os tempos, foi gravado em Los Angeles, em 1970, período em que Donato morava lá, a convite de Bob Krasnow, um dos sócios da gravadora Blue Thumb, que lhe deu total carta branca. “Faça o que você quiser. Entra no estúdio, aluga os instrumentos que achar interessantes, grava o que você quiser...” O pedido foi seguido à risca. Inspirado pelos discos de James Brown e pela cena funk da época, o sujeito que inventou os acordes singelos da bossa nova junto com João Gilberto e Tom Jobim não só foi seduzido pelo piano elétrico, como colocou duas baterias nas gravações, com ninguém menos que Dom Um Romão e Paulinho Magalhães por trás, acompanhados por Oscar Castro Neves no violão, Bud Shank na flauta, Jimmy Zito, veterano trompetista da banda de Tommy Dorsey, os irmãos Pete e Conti Candoli, da orquestra de Stan Kenton e arranjos feitos em conjunto com Eumir Deodato. O resultado da total liberdade para criar e misturar sons se transformaria em uma obra antológica, carregada de funk e psicodelia em meio ao jazz e bossa nova – quando então ainda não se falava sobre isto - que viraria objeto de desejo entre aficionados por música e referência entre artistas de todo o mundo.

Trinta e nove anos depois, além dos músicos que o acompanharão no palco – Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (contrabaixo), Ricardo Pontes (sax/flauta), José Arimatéa (trompete) e Marlon Sette (trombone) - muito da parafernália usada nas gravações será substituída pelos efeitos e programações do filho Donatinho. "Nos ensaios chegamos à conclusão que já está tudo pronto e é só aplicar a tecnologia de hoje. A cabeça é a mesma de sempre: Uma boa dose de suingue, outro tanto de balanço e uma porção farta de animação. A ideia é não repetir a sonoridade da época do disco, e sim criar a partir da gravação", descreve Donato.

onde fica
Local: Teatro Rival Petrobras, Rua Álvaro Alvim, 33 – Cinelândia - Rio de Janeiro




Mais Informações: www.mpbbrasil.com ou pelo telefone: (21) 3223-6600
quando ir
31/8/2009, às 19:00h
quanto custa
Entrada franca, com senhas distribuídas a partir das 13h30 do dia do show para os 100 primeiras pessoas que chegarem ao Teatro Rival.

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