José Celso faz palestra sobre Tropicália e encena monólogo "Antônio Conselheiro", Fortaleza, CE · 20/11 a 21/11
Luciano Sá · Fortaleza (CE) · 21/11/2007 12:52 · 89 votos · 3 comentários ·  
 
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Divulgação
José Celso Martinez Corrêa associa seu teatro ao ritual dionisíaco
O diretor teatral e ator José Celso Martinez Corrêa ministrará palestra no seminário avançado “O Movimento Tropicalista”, na próxima terça-feira, 20, às 18h30, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108).
Em seguida, no mesmo dia (terça-feira, 20), às 20h, José Celso encenará o monólogo “Antônio Conselheiro”, parte integrante da peça “Os Sertões”, baseado na obra de Euclides da Cunha.
Na quarta-feira, 21, às 17h, o seminário “O Movimento Tropicalista” será encerrado com a palestra do filósofo, escritor, cineasta, diretor teatral, ator, professor, poeta, crítico de cinema e música, gestor e agitador cultural pernambucano Jomard Muniz de Brito.
As três atividades acontecem dentro do Especial Tropicália: o Brasil em Transe, que o CCBNB-Fortaleza realiza desde o último dia 1º até 28 de dezembro deste ano, para homenagear os 40 anos de criação do movimento artístico e comportamental brasileiro.

Zé Celso
Diretor e ator nascido em 1937, José Celso Martinez Corrêa emergiu nos anos 1960 como um dos mais revolucionários diretores teatrais do País. Criou, em parceria com Renato Borghi, Amir Haddad, Jorge da Cunha Lima e outros, o Teatro Oficina, em 1958.
Em 1967, montou o mais inovador espetáculo: O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, peça dedicada ao cineasta de Terra em Transe, Glauber Rocha, que expressou as idéias do movimento tropicalista e marcou a história do teatro brasileiro.
Em 1968, na explosiva peça Roda Viva, de Chico Buarque de Holanda, o diretor Zé Celso associa seu teatro ao ritual dionisíaco, procurando quebrar com a tradicional relação palco/pláteia e integrar o público à ação dramática, para retirá-lo de sua tradicional passividade.
Seus mais recentes trabalhos foram Ela (1997), de Jean Genet, e Cacilda (1998-1999), uma criação coletiva. Atualmente apresenta a montagem de “Os Sertões”, composto por cinco peças: A Terra, O Homem 1, Homem 2, Luta 1 e Luta 2, que transpõem para o palco a obra literária completa de Euclides da Cunha. No total são 27 horas de encenação.

Jomard Muniz
Nascido em 1937, o pernambucano Jomard Muniz de Brito ingressou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como docente em 1964 – um dia após o Golpe Militar.
Participante de vários movimentos artísticos durantes as décadas de 1960, 70 e 80, ele navegou pelas estéticas pós-modernas, além de se um dos autores do Manifesto Tropicalista no Recife, junto com Aristides Guimarães e Celso Marconi.
Multimídia, Jomard escreveu onze livros, entre poemas, ensaios e críticas, produziu 33 filmes e vídeos em Super 8, foi grande amigo de Glauber Rocha e mantém estreitos contatos com os cantores e compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil.
É autor de vários livros, entre os quais "Contradições do Homem Brasileiro", "Do Modernismo à Bossa Nova", com prefácio de Glauber Rocha, e "Vanguarda e Retaguarda da Cultura Brasileira". Antenado com seu tempo, mesmo aos 70 anos Jomar Muniz de Brito ainda mantém uma produção regular.
Ele conta que está atualmente se ocupando mais com livros. Em outubro, na VI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, lançou um livro de poemas em conjunto com dois poetas baianos, Fernando da Rocha Peres e João Carlos Teixeira Gomes.
Com posturas estéticas múltiplas e controversas, Muniz de Brito se considera um pós-tudo ou ainda, seguindo as palavras do compositor e escritor Jorge Mautner, um hipertropicalista, além das vanguardas.
“O jogo das vanguardas é o jogo de méritos e de maldições. A palavra vanguarda é muito controvertida. Eu não tenho bandeira de vanguarda. Mas eu concordo com Jorge Mautner quando ele fala em hipertropicalismo. Eu talvez tenha essa máscara que grudou na minha cara, e eu gosto", diz.

tags: Fortaleza CE cultura-e-sociedade tropicalia tropicalismo


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  Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108).
 
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  20/11/2007 a 21/11/2007  
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  Grátis.  
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  Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br  


 
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Salve Luciano Sá.
Estou aqui por indicação da Amiga Adriana Costa · Fortaleza.
Gostei muito da indicação dela e vou votar no seu trabalho com muita honra e admiração.
ë um trabalho táo bom que até inspira a gente.
É uma Grande contribuição para a Cultura de todos nós.
Parabéns e abração
azuirfilho · Campinas (SP) · 21/11/2007 17:57 
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Parabens.
Colaboração excelente. Informando sobre o pai do teatro Oficina,José Celso , diretor de Teatro dos melhores dos tempos.
Receber Jose Celso é maravilhoso! Boa informação e texto rico.
Parabens pela divulgação.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 21/11/2007 22:22 
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Meu caro Luciano Sá!
Zé Celso é para nós, Um grande provocador do pensamento, fazendo despertar na alma os mais nobres sentimentos.
Parabéns pela divulgação
Pedro Monteiro · São Paulo (SP) · 21/11/2007 22:33 
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