O documentário A Tradição do Bará do Mercado traz os relatos de 7 religiosos de matriz africana sobre o fundamento afro-religioso chamado O Bará do Mercado Público, a partir dos percursos e experiências urbanas desses negros na cidade de Porto Alegre. Os entrevistados: Adãozinho do Bará, Mãe Norinha de Oxalá, Mestre Borel, Mãe Maria de Oxum, Mãe Angélica de Oxum, Pai Nilsom de Oxum, Babadiba de Iemanjá integram a CEDRAB – Congregação em Defesa das Religiões Afro-brasileiras – fundada em 2004 por Mãe Norinha de Oxalá grande idealizadora do projeto.
Como diretora do documentário está a antropóloga Ana Luiza Carvalho da Rocha, que coordena junto com Cornelia Eckert o Banco de Imagens e Efeitos Visuais, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, referência em antropologia visual no país por seu trabalho com memória coletiva.
Buscando tornar mais conhecida uma antiga tradição cuja manifestação concreta são os rituais e práticas realizados pelos religiosos de matriz africana no interior e arredores do Mercado Público o documentário busca a construção de uma narrativa que permita ao espectador um passeio no tempo e nas transformações da cidade de Porto Alegre, do ponto de vista dos negros.
Conforme a tradição, no centro do Mercado, no meio da encruzilhada que o funda está "sentado" o orixá Bará - entidade responsável pela abertura dos caminhos e pela fartura. Uma tradição que remonta o Mercado como um espaço de reconhecimento e reivindicação da população afro-descendente e da cultura negra da cidade de Porto Alegre.
O documentário integra o projeto “Os Caminhos Invisíveis do Negro em Porto Alegre: A Tradição do Bará do Mercado” patrocinado pela Petrobrás através da Lei Federal de Incentivo a Cultura. Tem produção de Anelise Gutterres, Fotografia de Rafael Devos, captação sonora de Viviane Vedana e edição de Alfredo Barros. O projeto foi realizado pela Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre em parceria com o CEDRAB. A coordenação é de Miriam Avruch.
Oi, Anelise. Muito legal!
O documentário está participando tb da Mostra de Filmes Etnográficos??? Eu escrevi um artiguinho sobre minha ida até lá aqui.
E, mais uma coisa, sugiro que você coloque também a tag filme-etnografico, conforme acordamos aqui. Pode ajudar a recuperar a informação sobre o seu documentário.
Legal, Viktor. O vídeo não foi para a mostra por que ainda não foi lançado, mas ano que vem com certeza a gente vai escrever. Nesse ano o BIEV, grupo de estudos que apoia esse vídeo, entrou para seleção oficial com quatro documentários: dois deles integrantes de uma série entitulada Narradores Urbanos sobre o RJ de Gilberto Velho e outro sobre a Porto Alegre de Ruben Oliven e mais dois, um sobre o Roberto Cardoso de Oliveira e outro de minha autoria chamado do Concreto ao pó, sobre o processo de demolição de casas antigas aqui em Porto Alegre. Dá uma olhadinha: http://www.estacaoportoalegre.ufrgs.br/html/producao/bievnamostra.html
Anelise Gutterres · Porto Alegre, RS 16/11/2007 18:19Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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