Margaret Mee ganha exposição no Centro Cultural Correios em homenagem ao seu centenário de vida e obra
A famosa artista plástica e ilustradora botânica, uma das mais importantes do século XX, a inglesa Margaret Mee (1909-1988) tem seu centenário de nascimento comemorado a partir do dia 11 de novembro no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro. A exposição “Margaret Mee – 100 Anos de Vida e Obra e seu Legado Os Novos Artistas Botânicos”, com curadoria de Sylvia de Botton Brautigam, revela todo o deslumbramento da homenageada pelas flores brasileiras em requintadas aquarelas.
Margaret Mee encontrou e pesquisou num dos mais belos e variados ecossistemas do Planeta uma riqueza inigualável: a flora brasileira. Artista reconhecida pelo apuro e delicadeza de sua pincelada, reproduziu com precisão em lápis e aquarela sobre papel as espécies estudadas e anotadas em seus cadernos de viagem. Suas ilustrações são material precioso para a ciência botânica, sendo equiparada aos grandes ilustradores europeus de todos os tempos. Sua fama e reconhecimento são a nível internacional, com obras de sua autoria presentes em importantes coleções nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Brasil.
Cerca de 140 obras, dividida entre desenhos e aquarelas, documentação de época, objetos pessoais, ampliações fotográficas, reprodução de textos, cronologia da artista e um vídeo entrevista, compõem a retrospectiva da trajetória de vida e obra desta que é a pioneira na questão da preservação ambiental. A mostra reúne também a produção dos novos artistas botânicos, maior legado da artista em sua incansável busca do conhecimento da diversidade botânica brasileira. Serão apresentados alguns dos muitos ilustradores que se inspiraram e se sobressaíram na arte botânica, estimulados e apoiados pela ação da Fundação Botânica Margaret Mee nos 20 anos de sua atuação.
“As aquarelas de Margaret Mee chamam atenção por revelar sua sensibilidade artística, associada ao rigor técnico do desenho. Suas obras e pesquisa são também um alerta para o perigo de extinção de várias espécies da flora brasileira”, explica a curadora Sylvia de Botton Brautigam.
De origem inglesa, Margaret Mee (1909-1988) se instalou no Brasil em 1952, ao se encantar com a natureza exuberante de nosso País, dando início a um extenso trabalho de pesquisas e documentação das espécies botânicas brasileiras. Logo ficou deslumbrada com o que viu e, entre os anos 1960 e 1965, passou a trabalhar no Instituto de Botânica. A princípio, retratou a Mata Atlântica no entorno da cidade; depois, dedicou-se à flora da Amazônia, sua grande paixão. Nas quinze viagens que fez à região – foi a primeira mulher a escalar o Pico da Neblina-, reproduziu no papel as mais diversas espécies de plantas tropicais. Tinha um carinho especial pelas bromélias, presentes em algumas das aquarelas selecionadas para a mostra.
A exposição “Margaret Mee – 100 Anos de Vida e Obra e seu Legado Os Novos Artistas Botânicos”, patrocinada pelos Correios, com curadoria de Sylvia de Botton Brautigam, fica em cartaz até 20 de dezembro de 2009. A mostra, que cumpriu temporada de sucesso no início do ano na Pinacoteca do Estado de São Paulo, tem perspectiva de se apresentar nas cidades de Recife, Salvador, Curitiba e Brasília, em 2010.
A Arte a serviço da Vida... Merecida homenagem.Sucessos.
Saúde. jbconrado
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