Compartilhando o palco, cantora celebra a “beleza da música cearense”
De volta aos palcos da cidade, a cantora e compositora cearense, Mona Gadelha apresenta-se, pela primeira vez no BNB Clube, no dia 7 de maio a partir das 21h, ao lado de convidados muito especiais. Para mostrar repertório baseado em seu 4º CD, “Salve a Beleza”, além de relembrar músicas de seus outros discos, ela convidou seu contemporâneo da cena do rock e blues made in Ceará nos anos 80, Lúcio Ricardo; as cantoras Valerie Mesquita e Marta Aurélia e Isaac Cândido. “A idéia é fazer uma festa, um encontro de amigos para compartilhar o prazer de cantar”, comenta Mona que promete muitas surpresas musicais.
Morando em São Paulo, mas cada vez mais presente na cidade, Mona considera esta uma boa oportunidade para celebrar a “beleza da música cearense”, fazendo uma alusão ao título do seu CD.
Acompanhada pelos músicos cearenses Edmundo Jr. (baixo), Mimi Rocha (guitarra e violão) e Daniel Alencar (bateria), cada convidado vai mostrar uma canção do seu repertório e dividir outra com a anfitriã.
Desde que lançou seu primeiro CD, em 96, Mona abriu um caminho muito pessoal na MPB, por mesclar influências de rock, blues, jazz e bossa nova. Elogiada pelo seu talento de compositora e sua bela voz, na época, foi considerada uma revelação, ao lado de Rita Ribeiro, Daúde e Mônica Salmaso, pelo então crítico da Folha de S.Paulo, Pedro Sanches.
Com trajetória na música independente brasileira, no CD “Salve a Beleza”, Mona retoma a atmosfera de seu primeiro disco, em que predominavam composições assinadas por ela mesma. O tom existencialista, irônico e romântico permeia as composições. Com Moisés Santana compôs “Apenas Meninas”, protesto em tom de lullaby acerca da prostituição infantil, e com Alexandre Fontanetti, também produtor do CD, assina “Salve a Beleza”, faixa-título.
Demonstrando bom gosto e segurança na escolha de seu repertório, Mona grava mais uma vez Edvaldo Santana (presente no primeiro disco com “Sinal” e no CD “Cenas & Dramas”, com “Ouvindo o Coração”). Escolheu “Sem Cena”, parceria de Santana com Ademir Assunção, poema de fina ironia e canção de amor dilacerada.
Do multi-artista Fernando Chuí (músico, cantor, compositor e artista plástico), que também assina a capa do CD, Mona acertou o alvo ao escolher “Estrela Morta”, apropriando-se da letra com interpretação sutil, pontuada pela guitarra peculiar de Fontanetti e os timbres criativos dos teclados de Zé Ruivo. Esse ambiente, acrescido da sonoridade de órgão “clássico” da jovem guarda, também está presente na faixa “Minha Casa é Você”, da compositora baiana Sylvia Patrícia.
As canções “A Dor”, “Sentimento Nobre”, “Desolado Samba”, de autoria da cantora, trazem sua marca de observadora certeira e desconcertante, que ela já mostrou em “Cinema Noir” e “Crepúsculo de uma Deusa”, suas músicas mais tocadas em rádio. Esta também gravada por Eliana Printes, sucesso em emissoras cariocas.
A última faixa do novo CD, “Gol”, do compositor Alvaro Fernando, com arranjo que remete a timbres de videogames, é uma grande homenagem a paixão do povo brasileiro pelo futebol. A música ganhou um videoclipe filmado em Fortaleza pela produtora Millennium, com direção de Vinicius Pastana, com o belíssimo cenário da Praia do Mucuripe e participação dos meninos da escolinha do Ceará Sporting Club.
Mona prepara-se também para lançar o aguardado CD “Praia Lírica – um tributo à canção cearense dos anos 70”, acompanhada pelo pianista Fernando Moura.
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