Nos dias 28 e 29 de maio de 2010, o Centro de Teatro do Oprimido realiza na Arena localizada junto aos Arcos da Lapa, de 10h às 20h, as mostras “Madalena Ocupa a Lapa” com espetáculos e performances encenadas exclusivamente por mulheres que buscam percursos de expressões estéticas e narrativas a partir do corpo feminino, e a mostra “Curumim Ocupa a Lapa” com peças encenadas exclusivamente por crianças e adolescentes, com foco no ECA (Estatuto dos direitos da criança e do adolescente). Nestes dias serão apresentados ao público uma mostra estética e teatral das atividades artísticas e cidadãs que a equipe de curingas do CTO vem realizando desde 2008 em dezoito estados brasileiros mais quatro países da África (Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal) com o Projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto. Na ocasião também acontecem as mesas de debates cujos temas são “Corpo feminino como território do sagrado e do poder, da ancestralidade ao século XXI” e “Estatuto da criança e do adolescente”. A classificação é livre e a entrada é franca.
O evento público é patrocinado pelo Ministério da Cultura, por intermédio do Programa Cultura Viva, com promoção da TV Globo “Teatro a gente vê por aqui”, apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
O público vai trocar de lugar com os protagonistas
As pessoas que acompanharem os dois dias de mostras teatrais vão ter a oportunidade de subir no palco e mudar o final da história. Nas peças de Teatro-Fórum, após cada apresentação, os espectadores são convidados a trocar de lugar com o protagonista para sugerir alternativas ao problema encenado. O espectador (ou espect-ator) da sessão de Teatro-Fórum não é um consumidor do bem cultural, mas sim um ativo interlocutor que é convidado a assumir o papel do oprimido ou de seus aliados para interagir na ação dramática de maneira a apresentar alternativas para transformar a realidade – ser ator de sua própria vida.
Ao longo de quatro décadas o Teatro do Oprimido tem ajudado a ultrapassar bloqueios, criar pontes de diálogo e estimular ações concretas para superação de realidades opressivas, com apoio na metodologia estética e teatral criada pelo teatrólogo e ensaísta Augusto Boal.
Muito legal sua matéria!!! Admiro este trabalho do teatro do oprimido, porque também já atuei com isto e não resisti e publiquei na Agenda Cultural da Revista Reciclar Já!
Sandrah Sagrado · São Paulo, SP 19/5/2010 21:11Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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