TELEFUNKENEFUNKENSTEIN: Pós-funk em recortes e fragmentos de corpo numa instalação multimídia idealizada pelo embaixador do funk carioca no exterior e pelo diretor de um documentário sobre o gênero.
Uma energia cultural explosiva dá vida às favelas cariocas. É movimento. Ação. Nos finais de semana, invade toda a cidade. É objeto de criação, renovação, re-invenção. É resultado de fragmentos, remixes, discursos. É mobilização social pela transformação.
Nascido em terreno dito culturalmente infértil, floresce em “beats” dos mais variados gêneros em meio a ideologias de forças repressoras. Apesar da representação midiática nada favorável no Brasil, já atinge outras culturas. Nas batidas dos DJS e nas vozes dos MCS, pessoas aparentemente distintas se encontram num ambiente onde periferia e asfalto se dissolvem. O mix de elementos e sons, fragmentos unidos no que se chama funk carioca e agora mais do que nunca pós-funk devido a internacionalização do ritmo.
A idéia de uma instalação multimídia inspirada no funk do Rio de Janeiro denominada TELEFUNKENEFUNKENSTEIN (criada especialmente para o Multiplicidade> Imagem_Som_inusitados) tem como base a reflexão entre a cultura fragmentada e corpo fragmentado. O funk, enquanto gênero musical, busca experiências e obtém resultados através da conexão entre partes de sons. As mixagens, performances ao vivo e apresentações dos DJ ’s e MC’s são a representação formal desse processo de montagem. É objeto de reflexão sociocultural. E nisso encerra uma discussão a respeito da identificação do sujeito, de sua relação com o outro e com seu próprio corpo. Entende-se então o funk como metáfora representativa de formação do sujeito na sociedade, psicológica, comportamental, relacional. A própria construção da identidade individual e coletiva. Construção essa que perpassa o próprio corpo humano. Orgãos, tecidos, movimentos. Fragmentos do todo corporal. É uma tela, várias telas. Pedaços de outros que formam um EU. Frankenstein; Funkenstein
Na prática, TELEFUNKENEFUNKENSTEIN são 13 telas de plasma montadas numa estrutura tipo Box Trans formando corpo fragmentados. Cada monitor contém imagens de partes de corpos que se alternam junto com as frequências das músicas tocadas naquele momento. Assim, elas constroem diferentes corpos no conjunto de monitores. As imagens são controladas via software ISADORA num computador Apple Mac Pro Intel.
O DJ e produtor americano Diplo é conhecido no Brasil e no exterior como um dos embaixadores do funk carioca. Atualmente, produz junto com o próprio LeandroHBL um documentário sobre o funk, o “Favela on blast”. A fita passa hoje por um processo de pós-produção das suas 100 horas de material bruto. O objetivo de “Favela on blast” é revelar a estética da cultura funk no Rio, incluindo aspectos como a música, a moda, o dia-a-dia e a vida das pessoas ao redor do gênero.
Nascido em 1978 nos Estados Unidos, Wesley Pentz, mais conhecido como Diplo, começou seu trabalho com música eletrônica em 2002. Lecionou o curso “Computadores, música e cultura” na escola elementar de Binery, “Computadores ar te e ciência” e “Fotografia Digital” na Temple Universidade ambas na Philadelphia. Diplo trabalhou como assistente de produção em alguns vídeo clipes como “Me Against the Music” de Madonna e Britney Spears. Ele também produziu e dirigiu seu próprio vídeoclipe “Diplo Rhythm”.
Em 2006, fundou a empresa multi meios Mad Decent LLC (USA), uma produtora de sons, filmes e que também atua como gravadora.
Diplo se apresentou em performances como DJ em muitas cidades ao redor do mundo, incluindo aí o Rio de Janeiro, durante o TIM Festival 2006 Atualmente Diplo tem se apresentado com bastante sucesso na Kiss FM Radio (Londres) além de ter uma programação oficial no iTunes.
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