O Museu do Ceará, equipamento vinculado a Secretaria da Cultura do Estado, realiza o debate "Anistia: entre o passado e o presente", no dia 28 de agosto, terça-feira, a partir das 18 horas, com a participação de Ana Rita Fonteles (Doutoranda em História da Cultura pela Universidade Federal de Santa Catarina, que pesquisa o Movimento Feminino pela Anistia no Ceará) e Danyelle Nilin (doutora em Sociologia pela UFC que defendeu, em 2006, a tese "O preço do passado: anistia e reparação de perseguidos políticos no Brasil").
A ocasião marca a passagem do aniversário da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, que anistiou todos os cidadãos punidos por atos de exceção desde 9 de abril de 1964, data do AI-1. O benefício atingiu estudantes, professores e cientistas afastados das instituições de ensino durante o regime militar.
É neste sentido, que o Museu do Ceará recoloca o debate: Quais os sentidos do processo de anistia política no Brasil, instituídos com a Lei de 28 de agosto de 1979? Anistia significa realmente esquecimento? Como a atual luta política de anistiados interfere na construção da memória sobre a ditadura militar brasileira? Que atores políticos são lançados à obscuridade pela memória construída sobre o processo de anistia e abertura política no Brasil? Essas são algumas das questões a serem respondidas na data que marca os 28 anos de aprovação da Lei da Anistia.
muito bom. inclusive, muito me interessa.
tu vai brigar, mas faltou uma crase e tem uma vírgula indevida. =)
sobre a anistia, é interessante observar como os derrotados politicamente e até militarmente pela ditadura militar são hoje os donos da história. ninguém sabe o nome de militares torturadores - exceto o fleury e talvez um ou outro. mas todo mundo conhece os outrora perseguidos políticos. por outro lado, convivemos com idiossincrasias como tantos equipamentos públicos batizados como "presidente costa e silva", por exemplo, e ruas em são paulo com nomes de ex-guerrilheiros do araguaia. é como se a luta pela memória da ditadura, aparentemente vencida pela “esquerda”, ainda não tivesse de todo terminado.
O texto é do João Paulo, do Museu. É para corrigir mesmo. Sendo que no espaço devido. Passou da hora: era quando a matéria ainda estava na fila de edição. Agora já foi.
Felipe Gurgel · Fortaleza, CE 20/8/2007 16:23Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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