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No Hay Banda, no Teatro Sesc Fortaleza

14/7 · Fortaleza, CE
Andréa Veras
1
kerla alencar · Fortaleza, CE
8/7/2006 · 33 · 4
 

No próximo dia 14 de julho, o espetáculo Encarnado, Branco e Preto volta ao seu palco de estréia, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz, em Fortaleza. É mais uma feliz oportunidade para se ver e ouvir esse espetáculo musical dirigido por Ayrton Pessoa (Argonautas) e por Yuri Yamamoto (grupo Bagaceira de Teatro), que revela como pouco se vê os vínculos entre os diversos gêneros musicais da música brasileira e latina.

O espetáculo é uma seleção de 9 canções e 4 peças instrumentais, conhecidas do público por intérpretes e autores como Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano Veloso, Horário Guarany, Eduardo Negrin Andrade, Maria Teresa Vera, Nelson Cavaquinho, Astor Piazzolla e Heitor Villa-Lobos. As canções são executadas pelo grupo No Hay Banda, formado especialmente para o projeto e encabeçado por Ayrton Pessoa no violão e acordeon. Ao seu lado estão Ronilson Lima (Cinco em Ponto), na flauta e percussão, e Sérgio Araújo (Quinteto de Sopro Alberto Nepomuceno e grupo Andejo), no clarinete, além da cantora-atriz Andréa Piol. As músicas ganharam novos e quase inesperados arranjos, que exprimem o tom pungente do espetáculo. O termo “música pungente” é, inclusive, como Ayrton Pessoa define o show.

É nesse sentido que, por exemplo, a canção Retrato em Branco e Preto, de Chico Buarque, torna-se um envolvente tango. Da mesma maneira, Manhã de Carnaval (de Luis Bonfá e Antônio Maria), originalmente mais para a bossa-nova, é assumida como samba-canção, assim como Onde Andarás, de Ferreira Gullar e Caetano Veloso (originalmente uma marcha); Coração Vagabundo, nos arranjos de Ayrton Pessoa, ganha andamento de valsa. Assim é com quase todas as músicas do espetáculo, com poucas exceções como La Villerita (Horácio Guarany) e Urpilita Perdida (Eduardo Negrin Andrade), conhecidas pela interpretação de Mercedes Sosa, cuja ritmo latino original já correspondia (como uma luva) à proposta do espetáculo.

Proposta que, além da direção musical, se traduz na direção cênica. Yuri Yamamoto confere à Encarnado, Branco e Preto a exacerbação latina do drama. Primeiro, no cenário, luz e figurino, todos nas cores do título do show. Depois, na interpretação da cantora-atriz Andréa Piol. Yuri e Andréa são a dor, a urgência, a volúpia, o melodrama e o coração partido do espetáculo. É realmente música e teatro. Para entender melhor tudo isso, só vendo.

onde fica
Teatro Sesc Emiliano Queiroz (avenida Duque de Caxias, 1701, Centro, Fortaleza-CE)
quando ir
14/7/2006
quanto custa
R$ 10 e R$ 5 (meia entrada)
contato
9614.9811

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Lidianne Limaverde
 

Faltou colocar a hora do espetáculo!

Lidianne Limaverde · Fortaleza, CE 8/7/2006 14:29
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kerla alencar
 

às 20h.
obrigada!

kerla alencar · Fortaleza, CE 9/7/2006 10:39
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Giovanni Beviláqua
 

Um belo show ! Mas dizer só isso é falar muito mal e pouco da beleza e da grandiosidade desta apresentação. A pungência a que o Ayrton Pessoa se refere ao tentar conceituar o show também é falar pouco. Não é só pungente. É cortante e dilacerador e profundo e deliciosamente assustador.
A presença discreta, mas emocional e extremamente cuidadosa com os detalhes da construção dos tecidos musicais feitos por Ayrton, Ronilson e Sérgio aliados à uma produção primorosa com bela iluminação tornam esse show um acontecimento libertador. Não se deixe enganar pelo tipo de música, pelo termo utilizado para descrevê-lo. A tristeza e leveza e por vezes a tensão das músicas chegam a dar razão a Schopenhauer.
Não se espante se após toda a tensão e beleza do show você se pegar sorridente e um pouco mais livre. A Noy Hay Banda consegue fazer em seus shows que os sentimentos mais fundamentais venham à baila e ficamos felizes por ficarmos mais próximos a nós mesmos.
Não se pode falar do show sem mencionar a atuação de Andrea Piol nas canções. Não somente uma bela voz, mas uma completude ímpar e rara. Sua presença no palco é algo de magnético, de aprisionador , de maravilhoso. A pungência das canções ganham em sua voz e no seu corpo o melhor habitat. Suas mãos bailam discretamente no ar. É como de seus dedos e do movimento de suas mãos o sofrimento, a tristeza, a beleza ordenassem o mundo, desenhando o que só pode ser sentido. Uma presença forte, impositiva e encantadora.
Inesquecível show!

Giovanni Beviláqua · Fortaleza, CE 9/7/2006 11:24
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Giovanni Beviláqua
 

Não é Noy Hay Banda é No Hay Banda ! escrevi muito rápido e errei. Desculpem-me

Giovanni Beviláqua · Fortaleza, CE 9/7/2006 21:14
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