No próximo sábado, dia 25 de outubro, véspera do dia do Saci e seus Amigos (31/10), o projeto O Autor na Praça em parceria com a SOSACI e o Jornal da praça promovem a campanha indicando o Saci como mascote da Copa do Mundo no Brasil em 2014. O jornalista e escritor Mouzar Benedito e o Cartunista José Luiz OHI autografam os livros Saci, O Guardião da Floresta e Anuário do Saci. Na ocasião contaremos com a presença de vários saciólogos com leituras, caricaturas e exposição de charges produzidas por cartunistas do Saci como mascote da copa. A forma proposta para a campanha é encaminhar mensagens de apoio diretamente à CBF www.cbf.com.br O endereço da Assessoria de Imprensa (Fale conosco) é: comunicacao@cbffutebol.com.br Sr. Rodrigo Paiva. Saiba mais sobre, os livros, os convidados, a “Campanha” abaixo e sobre a SOSACI www.sosaci.org.
Realização: Edson Lima, SOSACI, Jornal da Praça e AAPBC.
Apoio: Max Design, Jornal da Praça, Pablo Orazi Webdesign; Ponto de Fuga Cultura, Cinema e afins; Criart Comunicação; Gula Goumert, Restaurante Consulado Mineiro e Cantinho Português.
POR QUE O SACI? (pelo saciólogo, jornalista e escritor Mouzar Benedito)
São vários os motivos por que achamos que o Saci merece ser mascote. Aí vão alguns deles:
Ele é a síntese da formação do povo brasileiro: É o mito brasileiro mais popular, o único conhecido no Brasil inteiro (Boitatá, Curupira e mesmo a Iara requerem explicações quando a gente fala deles, em alguns lugares. O Saci não). É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador.
- O Saci surgiu como mito Guarani. Era um curumim protetor da floresta. Só com a chegada do europeu é que ele passou a ser demonizado, para facilitar a implantação do cristianismo.
- “Adotado” pelas negras, especialmente cozinheiras, grandes contadoras de causos, ele virou negro e perdeu uma perna – uma das explicações para isso é que ele foi escravizado e mantido preso na senzala por grilhões, por uma perna. Uma noite ele resolveu fugir: cortou a perna presa por grilhões e se mandou. Preferiu ser livre com uma perna só do que escravo com duas. Então tem esse lado libertário.
- Dos brancos, ganhou o gorrinho mágico, vermelho, presente em vários mitos europeus. O gorrinho era usado também pelos republicanos, durante a Revolução Francesa.
- Então, o Saci reúne num só personagem os três grandes povos formadores do brasileiro: indígena, africano e europeu. Só não tem o asiático, que chegou aqui no início do século XX, quando a figura do Saci já estava “pronta”. Mesmo assim, há quem diga que já viu Saci com olhos puxadinhos em áreas povoadas por japoneses...
- O Saci tem a cor de uma grande parcela da população brasileira (inclusive da maioria dos jogadores de futebol) que é vítima de preconceito, é perneta, não tem roupa e mesmo assim é um gozador, brincalhão – quer mais brasileiro do que isso?
- Nesses tempos em que se fala tanto em ecologia, é bom lembrar que o Saci é um defensor do meio ambiente, como todos os mitos de origem indígena (o Curupira também defende a floresta, o Boitatá defende os campos, a Iara defende a água e os animais das águas, e o Caipora defende os animais da floresta).
- Fala-se também em acabar os preconceitos raciais e os contra os deficientes físicos – tá aí o Saci mais uma vez.
Já pensou o Saci em camisetas no mundo inteiro? Ele provocaria muito interesse dos outros povos para a cultura popular brasileira.
Eu tou nessa campanha e tenho recomendado!
viva o saci!
Edson,
Legal o texto
Não sabia tudo isso sobre o saci.
Ele resume o povo brasileiro sim
Estou com ele.
bjs
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