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O Autor na Praça com o cartunista Claudio de Oliveira, São Paulo, SP · 24/11
O Autor na Praça · São Paulo (SP) · 18/11/2007 16:38 · 55 votos · nenhum comentários ·  
 
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overponto
Charge de Claudio de Oliveira
Capa do Livro Pizzaria Brasil
O cartunista Cláudio de Oliveira é o próximo convidado do projeto O Autor na Praça. Cláudio estará autografando seu livro mais recente Pizzaria Brasil: Da abertura política à reeleição de Lula. Contaremos com a presença do caricaturista Spindola. Por ocasião do dia da Consciência Negra (20 de novembro) faremos leituras de textos e poesias sobre o tema. Mais informações abaixo ou http://chargistaclaudio.zip.net / www.devir.com.br/literatura/pizzaria_brasil.php. Segue em anexo release e imagem da capa do livro.

Serviço:
O Autor na Praça com o cartunista Cláudio de Oliveira.
Realização: Edson Lima, Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto e SOSACI. Apoio: Restaurante Consulado Mineiro, Max Design, Cantinho Português, Bar do Jeová & Jornal da Praça.

Depoimento do autor: Este livro reúne uma seleção de charges que publiquei em diversos jornais e revistas, ao longo dos últimos 30 anos. Elas retratam fatos da história recente do Brasil e foram publicadas à época dos acontecimentos, com exceção das ilustrações referentes à década de 60. Ao organizá-lo, pesquisei e acrescentei informações para contextualizar os desenhos, e servi-me de dados de história e de economia

Minha primeira charge saiu em 1977, no Pasquim, a convite de Henfil, quando eu tinha 14 anos – o jornal era impróprio para menores de 16. A influência do jornal e a convivência com Henfil então, morando em Natal, levaram-me para a charge política. Mas não só. O Brasil vivia uma conjuntura intensa, com a abertura política e o ressurgimento dos movimentos sociais. Organizava-se a campanha pela libertação dos presos políticos e a volta dos exilados. Os estudantes saíam às ruas para reivindicar a legalização da UNE. No ABC paulista, os metalúrgicos desafiavam o regime autoritário com greves e manifestações. Naquele momento surgiam novos jornais da imprensa alternativa, como o Em Tempo, no qual colaborei de 1979 a 1982, e a Voz da Unidade, que começa a circular em 1980 como jornal do proscrito PCB. Na Voz, publiquei de 1982 até o seu fechamento, no início dos anos 90.

Ainda em 1976, comecei a trabalhar no diário natalense Tribuna do Norte, desenhando charges esportivas. O jornal engaja-se na campanha da Anistia, no movimento das Diretas e na eleição de Tancredo Neves, e abre espaço para o meu trabalho de cartunista político. Nele permaneci até 1988.

De 1989 a 1992, estudei no atelier de artes gráficas da Escola Superior de Artes Industriais de Praga, na então Tchecoslováquia. Foi um período não só de aperfeiçoamento técnico, como também de amadurecimento político. A oportunidade de acompanhar de perto os debates que se seguiram à queda do muro de Berlim e à dissolução da União Soviética permitiu-me reavaliar meus conceitos políticos.

De volta ao Brasil, passei a publicar nos cadernos regionais da Folha de São Paulo, com passagens no primeiro caderno e no Cotidiano. A partir de junho de 1993, tornei-me o chargista da extinta Folha da Tarde e, a partir de 1999, do Agora São Paulo.

Durante estes 30 anos, tive como matéria-prima as mazelas do Brasil: o autoritarismo político, a falta de transparência dos poderes públicos, a corrupção e a impunidade, a desigualdade social, a baixa renda dos brasileiros, as crises econômicas. Ao longo destas três décadas, as principais forças políticas do país ocuparam o poder central. Algumas delas contavam com minha simpatia de cidadão. Mas nenhuma contou com minha simpatia como chargista. Não por descompromisso, mas pelo dever da crítica. Perco o amigo – ou o leitor –, mas não perco a piada. (Cláudio de Oliveira).

PIZZARIA BRASIL: DA ABERTURA POLÍTICA À REELEIÇÃO DE LULA
Texto e Arte: Cláudio de Oliveira / Editora Devir / 144 páginas / R$ 32,00


tags: São Paulo SP literatura


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  Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros - A Praça Benedito Calixto fica paralela com a Av. Henrique Schaumann, entre as Ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde, em frente a Igreja do Calvário.  
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