As tardes de domingo vão ficar mais animadas no Rio de Janeiro no mês de dezembro. A Orquestra Criola traz para o Rio Scenarium, nos dias 06 e 13 de dezembro, um hábito antigo da cidade: as domingueiras com dança de salão.
Eminentemente afro-latina, no balanço da Orquestra Criola samba-se de todo o jeito: de raiz, de roda, maxixado, salseado, choro chorado, no afoxé calangueado, tudo isso na pressão de seus metais, na pancada da percussão e na harmonia embalante. Com treze músicos no palco e arranjos do band leader e diretor musical Humberto Araújo, a orquestra “nasceu do sonho de criar uma gafieira latino-americana e propagar pelos países vizinhos a música brasileira, seus sotaques e sons característicos", conta Humberto. “A Orquetra Criola tem a ambiciosa proposta de quebrar barreiras e unir musicalidades; do batuque afrobrasileiro ao jazz universal”.
E estas domingueiras que a orquestra traz para o Rio Scenarium vêm resgatar um hábito carioca muito em voga na década de 80, quando todo o povo carioca saía da praia e ia dançar na Praça Tiradentes ao som de orquestras contemporâneas, mais informais e populares, como a criada pelo Paulo Moura e a Orquestra Tabajaras, que se apresentavam frequentemente no Circo Voador e na Gafieira Estudantina. Atualmente, várias orquestras de baile surgem com sucesso no Brasil, renovando o gênero. Estão aí a Pequena Orquestra de Mafuás, a Orquestra Imperial, a Garrafieira e agora a Orquestra Criola, que, a cada domingo, trará um convidado especial ao Rio Scenarium.
Criada há um ano e meio, a Orquestra Criola - com Simone Lial e Marcelo Vianna nos vocais - já passou por alguns dos melhores palcos do Rio de Janeiro como o do Clube dos Democráticos, os das gafieiras Estudantina e Elite e acompanhou Maria Bethânia quando a Estudantina a homenageou batizando o palco com seu nome no ano passado. O próprio Rio Scenarium foi palco de elogios rasgados à orquestra pelo cantor Sting recentemente, quando foi conhecer a casa e eles faziam uma apresentação por lá.
A orquestra foi criada pelo saxofonista, flautista, arranjador, compositor e maestro Humberto Araújo que carrega em seu currículo orquestrações e arranjos para as vozes de artistas como Zeca Pagodinho, Cidade Negra, Nei Lopes, Luiz Melodia, Luiz Carlos da Vila, Quarteto em Cy, Toquinho, Leila Pinheiro, Carlos Lyra, Elza Soares e Lenine. Humberto também compõe para teatro e cinema e, em 2004, lançou o elogiado CD solo Choro Criolo, um passeio instrumental pelas obras dos compositores tradicionais do choro, como Pixinguinha e Bonfiglio de Oliveira, com uma pitada rítmica bem brasileira, com o uso de repique de mão, tantã, tamborim, cuíca, entre outros.
Filho do radialista Humberto Reis, Humberto nasceu e cresceu dentro das rádios cariocas, como a Rádio Tamoio, a Nacional e a Tupi. Tendo, desde menino, um acesso amplo à música brasileira e sua história, o maestro reuniu uma coleção de discos e registros importantes da MPB. Agora, no auge de sua maturidade profissional, decidiu fundar sua própria orquestra, que une um trabalho de pesquisa musical à modernidade, através dos arranjos que busca em novas influências dentro e fora do Brasil.
A Orquestra Criola é resultado de um consistente trabalho de pesquisa que exalta a variedade de ritmos brasileiros, principalmente os de origem afro-latina.
A Orquestra Criola é de baile! E a ordem é fazer dançar!
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