UMA CASA
DUAS IRMÃS
DUAS SOLIDÕES
OS RATOS SOLTOS NA CASA
Estréia dia 7 de setembro de 2007, sexta-feira, às 21h, no CCSP, a peça OS RATOS SOLTOS NA CASA, texto de Patricia Maês e direção de Carmen Beatriz.
O texto de Patricia Maês trata da solidão e da dificuldade de comunicação entre as pessoas, mesmo as que deveriam se conhecer bem, ou por laços de sangue, ou por terem trajetórias de vida que se cruzam por longo período. O texto aborda o relacionamento de duas irmãs, Flora e Celeste, opostos que se complementam, e que poderiam ser facilmente duas faces de uma mesma pessoa.
Patricia Maês é atriz e dramaturga e surge na cena teatral depois de ter montado, dentro da Primeira Mostra de Dramaturgia Contemporânea do Teatro do Centro da Terra, o drama Um chão feito de mar, que teve direção de Ruy Filho. Na peça Os Ratos Soltos na Casa, texto inédito, Patricia Maês interpreta Flora e contracena com a atriz Fernanda Muniz, que faz a irmã Celeste.
Fernanda Muniz é formada pela EAD/ECA/USP, participou do CPT de Antunes Filho e do Grupo Tapa, sob direção de Eduardo Tolentino. Na TV já atuou em diversas minisséries e novelas nas emissoras Globo, SBT e Record. Em 2007 está no elenco do espetáculo A Claque, com direção de Fernando Neves.
Carmen Beatriz, diretora, atriz e professora de artes cênicas desde 1989, dirigiu e atuou em mais de vinte peças de teatro. Dentre as peças que dirigiu, destacam-se as de Ariano Suassuna, Federico Garcia Lorca, Maria Clara Machado e Nelson Rodrigues. No Sesi, foi orientadora de artes cênicas durante seis anos. Participou do Centro de Pesquisa Teatral do Sesc no elenco da peça Paraíso Zona Norte com direção de Antunes Filho.
SINOPSE
Duas irmãs, Flora e Celeste, são opostos que se complementam, poderiam ser facilmente duas faces de uma mesma pessoa. Flora é uma artista que se recupera de um surto em um retiro no campo, onde ainda reafirma sua forte personalidade de alguém que se orgulha por deixar sempre um rastro de transformação por onde passa, com seu espírito criativo e seus trejeitos eloqüentes. E Celeste representa o inverso de toda essa força e energia, sendo contida ao extremo, uma chama que luta para se ocultar atrás de uma sobriedade que para ela é sinônimo de dignidade. Até que uma surpresa, em um encontro das irmãs, deflagram situações que colocam em xeque a vida escolhida por cada uma.
ENCENAÇÃO, POR CARMEN BEATRIZ
“O constante movimento físico e mental de Flora é acentuado e refletido nas ações, na iluminação, na trilha sonora e em um cenário que se move: a sombra da distorção de suas aflições, o balanço que a faz voar, a natureza e as paredes que a aprisionam. Nada a impede de defender a valorização da veracidade do relacionamento humano. Seu contraponto é Celeste, a irmã que vem visitá-la e detona a trama da peça”.
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Gustavo Andrade · Belo Horizonte, MG 7/9/2007 19:30Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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