Recebi e repasso.
Estivesse aí, não perderia nem que me tirassem as calcinhas.
O trabalho de composição, arranjos, interpretação, o conjunto de idéias que Leandro Maia apresenta em Palavreio, seu primeiro disco configuram verdadeira revelação.
Algo novo, surpreendente de qualidade, uma energia, um frescor, e maturidade.
Leandro está posto entre os músicos gaúchos de exceção.
A arquitetura musical de Leandro Maia é a grande novidade de 2008, disse Juarez Fonseca, do Jornal ABC, 30/11/2008).
"Um dos melhores letristas da nova geração musical de Porto Alegre, fez notar Daniel Soares, Correio do Povo, 17/10/2008).
Nessa vida onde sobram sertões
Ainda quero uma vista pro mar
E essa língua de luso-ilusões
Navegar
Leandro Maia é músico, educador musical e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS.
Destaca-se o seu estudo aprofundado sobre a canção brasileira na dissertação "Quereres de Caetano: da canção à Canção", defendida em 2007.
A canção brasileira é um universo a ser explorado e uma forma de pensar à brasileira.
Palavreio é um disco grávido de um livro: nele estão contidas canções, poemas recitados e poemas escritos.
Leandro é autor de todos os poemas e canções presentes no CD-livro, com belas exceções: Palavra não é coisa é um poema de Ricardo Silvestrin que recebeu uma versão coral-maracatu e conta com a participação do próprio Ricardo (também integrante dos PoETs).
O trabalho é rico nas parcerias de alguns dos melhores músicos do cenário gaúcho: Hique Gomez (participação especial), Marcelo Delacroix, Marcelo Corsetti, Luciano Maia, Ernesto Fagundes, Angelo Primon, Júlio Rizzo, Andréa Cavalheiro, Marquinhos Fê, Mimo Ferreira, Michel Dorfman, Miguel Tejera, Vinícius Prates, Vanessa Longoni, Lucio Dorfman, Vitor Peixoto, Marcelinho da Cuíca, Clóvis Boca Freire, Telmo Jaconi, Omar Aguirre, Alexandre Diel e Álvaro Aguirre.
O disco é produzido por Pedrinho Figueiredo, que demonstra incansável versatilidade na elaboração dos arranjos, fazendo também a direção de estúdio, tocando flauta transversal em Vaga-Lua, mixando e masterizando o trabalho com excelência técnica e artística.
A arte é assinada por Jorge Herrmann, que também recita poemas e participa no vocal de algumas canções.
No livro percebemos a presença de alfabetos de origem fenícia, grega, egípcia, entre outras. Além disso, percebe-se o forte diálogo com a literatura de cordel, assim como na escrita Braille inscrita na capa do encarte-livro – um código a ser decifrado pelos especialistas.
As fotografias são de Federico Leon Kiran, e a diagramação foi realizada por Walter Dhiel a quem coube, juntamente com Jorge Herrmann, providenciar a articulação entre criatividade e realização, literatura e música, forma e conteúdo.
Dialogando com poetas, escritores e compositores como Luís de Camões, João Simões Lopes Neto, Manuel Bandeira, Mário Quintana, João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Noel Rosa, Leandro Maia nos põe em sintonia com o belo no mundo.
Parabéns! Isso sim é o Brasil!
Abraços,
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