Recebi um belíssimo convite
da Gravura Galeria de Arte
para a exposição de Pinturas de Iná Prolo.
Fiquei toda prosa, que nem sei, tá...
Vou deixar o recado de gente que sabe como falar do assunto porque eu, confesso na caradura, só sei gostar e deliciar os olhins de passear nessas bonitezas.
Com vocês:
Isabel de Castro
- Mestre pela USP
“Iná Prolo nos conduz para o Oriente no tapete voador de seu olhar viajante.
Nas obras desta exposição, a colorista de primeira, não teme brincar com as cores, sempre vivas e vibrantes, mesmo depois de várias camadas lixadas e lavadas.
Recurso este que reforça a aparência de vestígio envelhecido, de tempo passado e vivido.
Seus elementos preferidos são as formas circulares, as curvas, as volutas e os arabescos.
Os planos da imagem são arranjados de modo a criarem túneis que recuam ou áreas que avançam, assim, não nos surpreendemos se surgir uma imagem de elefante, de uma mão tatuada ou da palavra paz disfarçada no meio da ramificação de uma linha.
Toda esta exuberância pode ter brilhos discretíssimos em purpurina, folheados a ouro, bordados com linha metalizada ou outros recursos assimilados nas terras distantes da Índia.
Suas pinturas têm a velocidade curiosa do olhar estrangeiro em lugares desconhecidos.
Você já tem a sua passagem?”
E também:
Ana Flávia Baldisserotto
- Artista plástica
"Meu primeiro contato com as pinturas de Iná Prolo veio acompanhado do relato de uma viagem.
O impacto da jornada à Índia, realizada em anos recentes, tornara-se fonte preciosa de referências visuais para ela.
A profusão de cores, a rica iconografia, os bordados, os panos de múltiplas estampas, brilhos e texturas, foram o estímulo inicial para esta série de pinturas, que agora apresenta na Galeria Gravura.
Ora trabalhando espaços bem estruturados através de colagens, estampas e mandalas, ora fazendo emergirem os elementos do caos e da informalidade das manchas, Iná revela sua afinidade com a pintura através da construção lenta e tateante da cor.
Seus ambientes pictóricos navegam com afinco na direção de um calor e de uma luz sempre intuídos, onde o que está em jogo vai muito além do resgate da luz , do calor e da simbologia dos lugares visitados nas distantes terras indianas.
São lugares tramados na memória de um passado íntimo, das mulheres prendadas da família, o que a faz prosseguir.
Espaços que vão liberando, aos poucos, o desenho de outros bordados, o anseio por outras linhas, os tempos do dourado, o desejo de enfeitar.
Assim, o trabalho recente de Iná Prolo é testemunho de muitas passagens.
Viagens no espaço, viagens no tempo: dimensões da geografia existencial costuradas por ela com delicadeza e paixão."
Não é uma puta apresentação, gente!
Tá combinado
Quem puder, passa lá!
Tem Coquetel de A bertura: 17 de outubro de 2007, quarta-feira às 20h.
Juli, sou como você. Não etendo dos termos técnicos da pintura. Mas há algo nela que muito me suga; atrai. Convido você pra dar uma espiadinha, mas sem piadinhas, dar uma olhadinha nas telas que arisco, me arrisco; por conta própria.
O resultado é todo no meu nome, pois não temo a crítica.
abço.
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