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POESIA E TRADUÇÃO: Editora Éblis lança novos títulos

de 11/4 a 16/5 · ,
1
ronaldo machado · Porto Alegre, RS
11/4/2009 · 88 · 3
 

A Editora Éblis (www.editoraeblis.com) abre o ano de 2009 com dois lançamentos: Dente de leão, de Cecília Borges e Congo negro, do poeta norte-americano Vachel Lindsay.

Dente de leão é o sexto título da bem-sucedida coleção poesia e o segundo livro de Cecília Borges, mineira que reside no Rio de Janeiro. Trata-se de um conjunto de 25 poemas onde o feminino, por um viés felizmente auto-irônico, articula-se a partir de uma série de takes que alternam cenas intimistas e o cotidiano dos cenários urbanos, boêmios e litorâneos até, todos marcadamente cariocas. Cecília une tais cenas e cenários, mostrando-os como formas de linguagem de desejos, fracassos e pequenas vitórias formando e deformando um sujeito que ruma em direção à vida, mesmo quando ela não corre a seu favor, lembrando, neste ponto, a trilogia das cores de Krzysztof Kieslowski. Desvelando espaços da intimidade numa certa "crônica da vida privada", o sujeito poético que fala se deixa ver, instigando o voyeurismo de cada leitor, e se entrega a confissões nem sempre confiáveis, eis que tudo é simulacro, pois "a vida é líquida/ bebida teor mil/ secreções na cama/ frases cuspidas entre fluidos/ feliz, a vida é água/ amanhã, a vida é sangue de dentro/ sometimes, sangue de fora/(...)".

Congo negro (The Congo – A Study of the Negro Race) é o poema mais significativo do poeta norte-americano Vachel Lindsay (1879-1931) e o primeiro título da coleção tradução da Editora Éblis. A intensidade rítmica do poema, que a tradução procurou, na medida do possível, recriar, faz dele uma peça poética para ser lida em voz alta, e quase cantada, ou até mesmo gritada, como queria Lindsay. Assim, sua inventividade está justamente em dar o corpo ao literário, fazendo as palavras do poema-partitura soarem pela boca do leitor, do mesmo modo que no revival pentecostal ou no encantamento vodu. Congo negro é, em certa medida, um poema fora do compasso do paladar contemporâneo. Congo negro trata-se de um poema “negrista”, isto é, um experimento eventual de linguagem no percurso textual do seu autor, como também o foram os “poemas negros”, de Raul Bopp, e “Essa Negra Fulô”, de Jorge de Lima, entre outros tantos. Como poema bom que é, Congo leva em seu bojo essas e outras contradições. Mas, as grandes obras de arte são o que são porque envelhecem naquilo em que podem envelhecer, deixando sempre a possibilidade de recriação, como se concretizou nesta primeira tradução para o português do poema de Lindsay, levada a efeito graças a inteligência e a sensibilidade de Luci Collin, professora de tradução e de literaturas de língua inglesa da UFPR, e também poeta e ficcionista.

onde fica
DENTE DE LEÃO - CECÍLIA BORGES
11 DE ABRIL - UBERLÂNDIA - Goma, Av. Floriano Peixoto, 12 - 20 horas
15 DE ABRIL - RIO DE JANEIRO - Cinemathèque , Rua Voluntários da Pátria, 53 - 19 horas
15 DE MAIO - PORTO ALEGRE - Palavraria, Rua Vasco da Gama, 165 - 19 horas

CONGO NEGRO - VACHEL LINDSAY
LANÇAMENTO: 16 DE ABRIL - PORTO ALEGRE - Palavraria, Rua Vasco da Gama, 165 - 19 horas
quando ir
11/4/2009 a 16/5/2009
website
http://www.editoraeblis.com

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Juliaura
 

Ai que me dá umas ganas de ler com os dedos os livros dessa gente que eu um dia queria ter também meus versinhos - quando eu crescer bastante, ora pois! - num papelzinho, nem precisa ser dura... a capa.
E quero que vocês todas, pessoas santas, de alma tri boa passem a ser a fã que eu sou dos Ronaldos da Éblis, que quase sibilam de tanto que afinados são, eles, os editores, e os poemas dela, a editora, que publicam de um jeito assim bem direito pela esquerda. De um modo que do povo se fale, sem ser grosseiro como querem uns inimigos que o povo seja.
De um modo doce e brejeiro, sem que vá a vaca ao brejo e o boi atrás com a soga, porque touro mais não é.
E tenho dito, porque me enrosco se gosto.
Küsse

Juliaura · Porto Alegre, RS 10/4/2009 15:35
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Spírito Santo
 

Ronald,

Que petardos poemas devem ser estes! Fiquei fissurado mais ainda, além das razões óbvias, com este tal de 'Congo Negro', tanto que, curiosíssimo com a instigante redundância do título brasileiro, fiquei imaginando um 'Congo Branco', oposto reflexo do outro que o Lindsay nos grita por aí.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 10/4/2009 16:36
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graça grauna
 

votos e abraços. parabens

graça grauna · Recife, PE 11/4/2009 00:45
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