A Orquestra de Câmara da Ulbra me convidou para o sétimo concerto da temporada 2008.
O programa é uma homenagem a Piazzolla, Gnattali e Mendelssohn.
O solista convidado é Ricardo Kubala. A regência e direção artística vão ser do Tiago Flores.
É de grátis e já estou toda rasgada aqui do outro lado desta lagoeta besta que chamam de Atlântico impodida (sim impedida de poder!) de ir. Nem vou mais falar que tô babando pelas orelhas e os zóins já cheio dágua que eu queria ver de novo o Tiago lindão de fraque e borboleta no pescoço querendo voar de tão leve que ele segura aquele pauzinho batuta.
A produção fala:
A arte musical inovadora e potencializadora de três grandes compositores internacionais são apresentadas pela Orquestra de Câmara da Ulbra no domingo, 12 de outubro na Sala de Concertos Leopoldina em Porto Alegre.
A entrada é franca e o concerto começa às 19 horas.
Tiago Flores e o conjunto de cordas recebem um dos mais elogiados violistas brasileiros, o paulista Ricardo Kubala – que foi integrante da Orquestra da Ulbra como 1º violista.
Mestre em Música e com aperfeiçoamento em importantes instituições alemãs, o experiente solista e camerista integrou destacadas formações orquestrais no Brasil e exterior, onde realizou turnês por vários países da Europa e América do Norte.
O programa reserva para a abertura, do pioneiro Astor Piazzolla (1921-1992), Melancólico Buenos Aires, que recebeu arranjo de Arthur Barbosa, músico e compositor integrante da Orquestra da Ulbra para a qual fez a versão em 2006, registrada em CD que ganhou naquele mesmo ano o Troféu Açorianos de melhor intérprete de música instrumental.
Na seqüência, homenagem aos 20 anos da morte do gaúcho Radamés Gnattali (1906-1988) e tendo como solista o paulista Ricardo Kubala, o Concerto para viola e orquestra de cordas. Obra de 1967 impregnada de elementos da cultura popular brasileira, mas de caráter clássico, já demonstrativo da brasilidade proposta pelo autor que com integridade e estilo brilhou na mesma intensidade na música erudita e popular. Suas contribuições para uma identidade nacional à música erudita, bem como suas pesquisas, excepcionais arranjos, criações e incentivos para o estilo popular mudaram para sempre a música do Brasil.
Na conclusão, a Orquestra da Ulbra antecipa comemorações aos 200 anos de nascimento do alemão Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847), comemorados em 2009, executando as Sinfonias nºs 1 e 6 (do conjunto de doze sinfonias curtas escritas para orquestra de cordas) registrando a singularidade e sensibilidade do múltiplo e precoce compositor germânico que as escreveu entre 1820 e 1824 (portanto antes de completar 15 anos!).
Leves e originais são composições que prenunciam as qualidades do representante máximo da elegância musical do século 19, o que seria também responsável pela redescoberta de Bach e contribuiria para sempre com o enriquecimento da cultura musical em todo o mundo.
Pronto, pronto, pronto, já passou. Nã doeu nada!
Juliaura · Porto Alegre, RS 13/10/2008 10:41Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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