O encontro final pretende ser um momento de compartilhamento de saberes, trocas de experiências, expressão das diversidades, avaliação do processo e indicação de novos desafios.
O projeto pretende contribuir no processo de transformação social, considerando as juventudes como sujeitos sociais estratégicos que, apesar de suas singularidades, têm os mesmos direitos de exercício da cidadania, do livre pensar e expressar.
Para tanto, pretende-se construir uma ação coletiva que venha a estimular pensamentos críticos em relação às inúmeras dimensões da existência em sociedade. Repensar a realidade através de elementos significativos nas redes de relações das juventudes, sendo as atividades marcadas pela expressão das diversidades, bem como pelo diálogo sobre as desigualdades.
Pretende-se provocar o olhar das juventudes sobre sua cidade, entendendo esta como espaço social, econômico, político e cultural de produção e reprodução de relações e subjetividades. A cidade como troca, mas também como negação. Como criação, ao mesmo tempo como imposição. Busca-se uma percepção da cidade enquanto singularidade, mas também como elemento constitutivo de uma totalidade hoje entrelaçada por novas territorialidades, lógicas e direções mundializadas e unilaterais. Pensar a humanidade em suas riquezas e possibilidades mais amplas, apesar de, contraditoriamente, hoje imbricada por relações de exploração, dominação, intolerância, padronização, individualismo, consumismo, normatização, negação de direitos, utilitarismo, irresponsabilidade ambiental e demais violências...
Falamos de contradições, mas buscamos novas sínteses.
Desta forma, romper com perspectivas padronizadas é pensar em cultura e, portanto, em diversidade. É pensar nas diferenças, mas nas linhas tênues que as transformam em desigualdades. O espaço da troca deve conter a infinidade de significados, de afetos, de desejos múltiplos. Pensar em uma nova sociedade é pensar em uma nova cultura, mas também preservar a bagagem cultural de cada povo, de cada grupo, de cada sujeito. Aprender, criar, preservar e refazer.
Um dos desafios é, portanto, pensar, expressar, criar, propor e articular mecanismos alternativos, democráticos, libertários e contra-hegemônicos de fruição das diversidades de jovens da cidade, radicalizando assim as possibilidades de empoderamento, protagonismo juvenil, autonomia e cidadania.
Como somos singulares, mas também somos o todo, vamos pensando a cidade, mudando o mundo. Vamos Requebrando a Consciência!
Digo mais nada não, que tô di cantinho, bem longinho, doidona pra lá tá.
Juliaura · Porto Alegre, RS 7/11/2008 10:53Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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