colaborações publicadas
Começa agora outro dia.
O poeta canta.
O poeta canta.
Por males que não espanta.
+
Ela arredonda os braços
e acolhe essa louca prole.
Se é impossÃvel dormir a seu lado,
mais impossÃvel abandonar o fado:
essa rota de abismos
que nos recolhe
e nos reverte
ao momento da semente.
+
Poema de abertura de neus Poemas MÃsticos, à guisa de exorcismo para afugentar o Mal e dar passagem à Luz.
+
Poema do livro Poemas MÃsticos. Cada um dos poemas invoca um dos Doutores, mÃsticos ou mártires da história do Catolicismo,
+
Poema do livro Poemas MÃsticos. Cada um dos poemas invoca um dos Doutores, mÃsticos ou mártires da história do Catolicismo,
+
O poema se reporta a Fernando Pessoa:
Todas as cartas de amor
são ridÃculas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
RidÃculas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
RidÃculas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
RidÃculas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
RidÃculas.·
Quem...
+
Mais um poema da seleta Poemas da Puberdade - poesia produzida na adolescência da autora.
Rumores de passos, vagos,
anunciavam as canções
por boca de deus atento
e um homem chorava, só,
perdido qualquer alento.
+
Este poema faz parte da coletânea Poemas da Puberdade, seleta de poems produzidos entre 17 e 21 anos da autora.
+
Chegou o meu amor, e não chegasse
o meu sossego não acabaria.
O coração audaz não voltaria
a perecer de fome e de cansaço.
+
Nem mais quero a beleza – quero a paz,
do desistido azul de flor lilás.
É tarde e longe e brilha o firmamento
e a vida é vã nas várzeas do tormento....
+
De: DelÃrio do Ver. Rio: Imago/SECULT, 2002.
+
Poema da coletânea Poemas da Puberdade, seleta, escritos entre os 17 e os 20 anos da autora.
+
..................................................................
Espera e agora escuta: há um alarme no ar.
Em nossa porta, foi estilhaçado
o cadeado azul de nosso beijo.
+
Poema do livro Coita de Amor, poemas aróticos.
Mergulhando na tradição erótica, notadamente Bocage e Gregório de Mattos, a autora lida com temas e motivos do cancioneiro erótico-fescenino.
Numa sociedade em que se coibiu por séculos o prazer da mulher, o referido livro desmistifica o mito da mulher-anjo-assexuada.
Observe-se o distanciamento crÃtico imposto pela busca...
+
Poema 1. de parte do livro DelÃrio do Ver. Rio: 1a.ed.,Imago / Secretaria de Cultura, 2002. 248p.
Sinopse (Da editora)
Este novo livro, DelÃrio do Ver, seleta de poemas escritos de 1970 a 2001, revela um itinerário poético ascendente em maestria e maturidade artesanal. Poucas pessoas estarão fazendo poesia tão pacientemente construÃda, tão inteligentemente elaborada....
+
Coletânea internacional de poesia.
Por Celina Scheinowitz et al.
A Primavera dos Poetas Le Printemps des Poètes
Éloge de l'autre - Elogio do outro
Des poemes qui ecoutent, qui repondent, qui voyagent
Poemas que escutam, respondem, viajam
maria da conceição paranhos
traduit du portugais (Brésil)
par pedro vianna
in Poemas da Rosa*
recueil inédit
2004
©...
+
Essa concha de sumos
se acasala
com perdidos de amor,
os estourados tÃmpanos.
+
Digo-vos da flor
vista num relance
pétalas de seda
em alma de carne.
Rosa
nunca saberei teu nome.
+
...o nÃveo da pétala
já se esvai no ar.
A transitoriedade da vida, do amor, da beleza... Mas, A BELEZA!
+
...um charme verdadeiramente. Ivan era um sedutor irresistÃvel, seus belos cabelos negros semilongos, as costeletas bem definidas, retangulares, finas e compridas, o que fazia um contraste com o corte casual, sutilmente desordenado...
...Às vezes o sÃndico dava um ou dois passos soleira adentro. Jamais se sentara, em 15 anos, quando das suas visitas formais, olheiras, o...
+
Não te perturbe a dor, pois o destino
impõe seu bem em tudo ao que convida
o nosso amor. Quero-te mais que a vida...
(Assim é o amor, esse pássaro selvagem)
+
GUSTAVO FELICÃSSÃMO PERGUNTA
www.sopadepoesia.blogspot.com
Professora, poeta, crÃtica literária, contista, romancista, cronista e pesquisadora, fluente em diversos idiomas, inúmeros livros publicados. Com a palavra Maria da Conceição Paranhos.
GUSTAVO FELICÃSSIMO – Como a senhora conceitua a poesia e o poema em si?
MARIA DA CONCEIÇÃO PARANHOS – Poesia é...
+
Os aspectos mais profundos da realidade quotidiana – aqueles que talvez sejam perturbadores demais para se mostrar abertamente – se mostram e se espraiam no Carnaval. O desvio latente brota da alegria carnavalesca.
Quais as expressões culturais que devem ser prestigiadas, recomendadas e financiadas como "representantes" da cultura brasileira no exterior, para começar...
+
Quando eu enuncio a palavra amor,
agora, será este o mesmo amor
que sentiam os corações outrora?
+
Testemunha da vida em seu espanto
sorvo a força da noite e seus vampiros,
e as aflições do dia com seu pranto.
+
Natal. União do judaÃsmo com o Xto. Messias dentro do plano da parúsia.
Muitas bênçãos para todos os overmanos. Muita paz e luz neste Natal.
Por Xto, com Xto, em Xto, amen.
+
Rememorando as cantigas medievais, esta coita. Todos nós, coita-dos
+
Informativo semanal da rede da Secretaria de Cultura da Bahia. Ano II
Nº 91 - 08/12/2008
“Sete Ãfricasâ€
Um conjunto de 90 máscaras e esculturas estarão expostas, a partir as sexta-feira (12.12), à s 19h, no Solar Ferrão (Pelourinho), representando a diversidade de materiais, técnicas e estilos identificados na produção artÃstica do continente africano. São...
+
Poema para a Virgem Maria, Nossa Senhora e suas invocações
Ressalta-se o lado da vida familiar de Jesus, Maria e José.
Natal implicitamente festejado com os overmanos.
FELIZ NATAK!
+
Passando pela rua ddiviso um vulto feminino na janela de um casarão de 3 andares. Casarão em ruÃnas. Moça muito bela num fim de tarde que já se anunciava. Quem será essa moça?? Não ficará anônima, pensei eu.
Uma das mais nobres tarefas da poesia lÃrica é salvar o instante que passa dp esquecimento. Contar a história de quem não tem voz. Desencavar identidades pe...
+
toda poesia, toda literatura, aliás, utilizam-se do real efetivo, embora de modo diverso e a partir de aspectos e nÃveis diversos de realidade. Se quisermos estabelecer uma tipologia ampla das formas de relação da literatura com o real efetivo, veremos que três grandes “tipos†de literatura se delineiam a partir da Modernidade. O primeiro, como o Parnasianismo, descreve...
+
O agora, o nunc stans dos mÃsticos, o Jetztzeit de= Walter Benjamim.
+
A tradição de opressão sob a qual vivemos exige uma concepção de história como luta para a liberação dos conteúdos perdidos que a linguagem instrumental tende a ignorar dada a sua ligação com o poder: a habilidade de articular fatos históricos depende de um tipo de linguagem sustentada pelo poder que ela, de volta, sustenta.
+
Jesus, ao lançar a execração sobre Jerusalém lançava-a simultaneamente sobre a Cidade de Todos os Santos. Nós ainda não sabÃamos. Mas estamos aprendendo depressa.
Observe-se o crescente desmonte da estrutura de uma cidade ameaçada diante de nossa impotência, a impotência já crônica do cidadão brasileiro. Devastam nosso passado e se ergue um presente ambÃguo, sob...
+
Poema do livro POEMAS DA ROSA, a ser lançado ainda neste mês, cerca de 100 poemas, de forma e fôrma variáveis.
+
Introdução ao livro de ensaios crÃticos "Os Trabalhos de Hércules na Oficina de Orfeu", ainda inédito, do qual já publiquei um ensaio, parcialmente, neste site.
+
O “imortal soluço da vida†– no dizer do poeta itabirano – penetrou em nosso cotidiano e em nossa fala. O que nos faz pensar que nossa falta é também de poesia, em nosso dia-a-dia de brasileiros carentes de tantos tipos de alimento.
A incorporação de Carlos Drummond de Andrade 1 em nossas vidas, a despeito de nossa problemática social, polÃtica e econômica mostra-se...
+
Poema nascido da meditação emocionada do soneto Ses Pures Ongles, de Stéphane Mallarmé.
Usam-se traços estilÃsticos do Simbolismo como est5ilo de época.
O distanciamento irônico se faz com a rima em -ixe
+
Para aliviar a tensão, hoje comecei a brincar com as palavras. Logo cedinho, escolhi umas poucas palavras eas limpei de todo excesso, tornando-as, assim o espero, "mais simples e mais puras" (Cruz e Souza).
+
A ficção da mácula,
suas raÃzes profundas,
não tocam mais naquela mulher
em seu pensar indômito,
na rosa da quietude,
irmã das estrelas, cega,
para sempre cega,
para sempre nossa
rosa da esperança.
+
...graciosidade inimaginável, ficou de pé no assento, levantou a perna leve como uma pena e subiu à mesa, procurando meticulosamente o caminho entre os petiscos sem, de modo algum, molestá-los e montou em cima do dorso do arranjo de flores comprido, alto e belo, composto de orquÃdeas vermelhas e amarelas e encimado por uma espécie de floração conhecida em algumas paragens...
+
Trata-se de auroras. Amanhecer de todos os dias e auroras boreal e austral. Solidão. Paixão mortal. Morte. "O amor é um pássaro selvagem".
A aurora austral
invade o céu do meu PaÃs.
Ardo em meus dias
para a nitidez da hora bruta.
+
... cavaleiros em motos, sem idade
vieram me abordar à minha porta.
+
O deserdado, o bastardo, o desgraçado = o desditado se despede da vida. Um ser de sofrimento e de paixão sem fronteiras. É o arquétipo do Artista. Uma figura contemporânea. Que pode estar a nosso lado, mesmo no mundo virtual, assim como apareceu na belle époque, quando Gérard de Nerval escreveu "El Desdichado" - em epÃgrafe neste poema.
+
"Um Engenheiro é chegado,
juvenÃssimo e belo,
e examina seu projeto,
com avidez espantosa".
+
Lendo a lÃrica de Camões, veio-me essa cantiga de amor. Leve, leve, bela, no original de Camões. Uma canção da presença da ausência, se se pode entender. Dói a alegria, alegra-se a dor, suplica-se um espaço na vida da pessoa amada, fala-se do inesperado do encontro, chega-se ao final carregado de amor para doar e doar, mesmo no amar sem valia, mesmo na auência da pessoa...
+
Trata-se de um ensaio sobre a escrita da história e a escrita da literatura. Tenta-se indicar como, desde sempre, pisamos no terreno da ficção nas modalidades narrativas. Mais ainda: usar lÃngua e linguagem já abre as comportas da imaginação.
Percorre-se a posição e respectivas teorias de vários estudiosas que, de um modo ou de outro mobilizam-se em torno dass teorias...
+
Trata-se de um texto de meditação. A vida como construção silenciosa. A devoção ao trabalho em direção à vida. O anonimato. Corpo padecente e corpo redimido, glorioso. O mundo, o nosso, nosso agir assim o fará: povoado e largo, arejado e são, lÃmpido e inteiro. Votado e voltado paa a Luz: o Caminho, a Verdade e a Vida.
+