colaborações publicadas
Escrita em tempos remotos, para que sua antecessora não sofresse de solidão...
http://overmundo.com.br/banco/santa-engenharia
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Do desejo de ser a arte que não sou, de possuir a habilidade que não possuo.
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Tu, morena,
és verso escrito
sem papel ou caneta.
E eu escritor
sem verbos, adjetivos
ou conjunções...
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Por Caroline Almeida, senhora de meus verbos e adjetivos...
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De nossas mãos
Entrelaçadas,
Restaram
Os espasmos.
De nossos corpos
Ardentes,
A brasa.
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Meu passado é uma prostituta
que a troco de nada se vendeu
O presente é o destino que me coube
E o futuro a ilusão que me definirá
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Quisera o amanhã chegar-se no hoje
Para na fenda do tempo encontrar no espaço
Teus olhos perdido no nada que fui
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Um estudo cômico dedicado aos contemporâneos colegas de arte e sua imensa anti-platéia.
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Controverso, o escritor, contra o verso escrevia
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Poesia é palavra nua vestida em gala
É palavra crua em pêlo, pele e cetim
É sexo sagrado entre artista e linguagem
É sentido escroto estampado em marfim
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Brincando com a lógica do Tempo!
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Quando nos cansarmos
Do sabor do orvalho,
Tornemo-nos à medíocre
Vidinha de sempre.
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Essa é dos primórdios...
Escrita há sete anos, no tempo em que se faltavam as pedras, os castelos e as princesas não eram tão apaixonantes.
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Da língua afiada,
espada vermelha forjei.
Poema sangrento
De corpo, pele e paixão.
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A percepção de um triste panorama nacional...
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Côncavas
curvas onde
convoco meus
cromáticos
sentidos.
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um silêncio louco
de poucas notas,
de muitos tons
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E tudo quanto desejo
É que me deixem em paz
O telefone;
O maldito quadro;
O riso ignóbil das canetas.
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Como diz o velho deitado: O trabalho enlouquece o homem!
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...teu palhaço lisonjeiro...
Nova temática, apenas uma alusão aos tempos que pela graça de um Deus justo, bom e verdadeiro numca mais verei.
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Com este fecho a temática...
"Ademais, são teus olhos, em mim,
a própria “esperança dos desgraçados”
E se não os tivesse, seria eu, apenas
um desgraçado sem esperanças."
Já publiquei tantos olhos que, me imagino, fazendo as vezes de oftalmologista.
(he he he)
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Uma brincadeirinha literária, para suavizar a gravidade dos dias...
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O que dizer desses teus olhos,
se me são, eles mesmos,
espelho do bom passado e
esperança d`um futuro`inda melhor...
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Foge ao estilo costumeiro, mas há olhos que justificam a fuga “d`estilo”, ou da razão.
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Em mim, calado,
Vociferavam idéias infames.
Me faltava calma,
Me sobrava culpa.
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Um homem é sempre um homem...
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Mais um dos antigos, data de uns quatro anos, início de Mahayra em mim…
Nesses dias nebulosos, me parece, a inspiração me abandonou.
Não fossem os olhos negros de Capitu nem teria o que escrever...
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...Se passa em marcha lenta,
Como se passam os dias,
Como se passa o tempo...
Essa é das mais antiga, mas,se aplica perfeitamente as atuais circunstâncias.
É como fechar o ciclo, novamente.
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“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca.” ASSIS, Machado de. Dom Casmurro
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Vejo nos textos um meio de estagnar sentimentos no tempo.
É como deixar algo congelado, para depois de anos, encontrar e se confundir sobre quem é, foi ou será...
Pura Metafísica Literária!
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Sobre o divórcio, meu estranho escuro.
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Sobre o divórcio, meu estranho escuro.
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Rebelião "In Essence", é isso!
Ou não?
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Uma quadrinha, uma homenagem ao ilustre ícone de nosso país
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Amam-se
Fundem-se
Reexistem.
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Chamaram-me à destruição,
Teus olhos.
Antes tivesse ouvido minha mãe (...)
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No duro chão de pedra
Dormia uma criança.
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Que Danem-se
Tuas pernas!
Entenda (...)
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Minha antítese dos dias, hipérbole nas noites...
Está é uma obra de contexto singular. Reservo para mim suas entrelinhas.
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