colaborações publicadas
tremembés
pimenteiras
acroás
o sangue clama da terra
+
palmas nas mãos
curumins acroás
suplicam misericórdia
a ferro foice
exterminadores
trucidam os inocentes
16/08/2002
+
mar de amares
tecido de múltiplas vozes
finca o fôlego
essência do infinito
16/08/2002
+
no solo ensanguentado
da capitania
cabeças piauís à margem
do paraguaçu - e da história
+
fulano de tal dos anzóis sem norte
nasceu à margem de nome e sorte
sobrevivente de calamidades mil
resiste incógnito às estatísticas do brasil
+
(meu) lado sombrio
mar geia o rio
+
das fogueiras da inquisição
nasce meu amor judeu-cristão
amor sem sexo ou religião
amor apaixonado
levando feridas às costas
e curas à tardinha
não quero teu manto mentiroso, roma dos gentios
nem tua face universal à venda
é um amor claro (sem dúvidas ou dívidas)
sacrificial
cheio de renúncia
menos avaro
altruísta
saúda o mendigo daniel
a pedinte maria
e pede...
+
águas cristalinas
desde os céus
destilarão mel
palavras doces em israel
puras partituras de perdão
no coração da casa de david
eis que o mashiach
resplandecerá em grande glória e poder
pelejando pela menina dos olhos
Elyahu Shalom Ben Israel
+
voarei nas asas
do vento
a qualquer momento
sumirei entre nuvens
ao céu dos céus
ante o toque do shofar
vestido de no(i)vo
voltarei infinito
ante espanto e gritos
Elyahu Shalom Ben Ysrael
+
como um jovem
sentado na praça
espero o Mashiach
com o cicio das nuvens
com a gota do vento
com o sorriso lembrado
espero o Mashiach
pulsando pulsando pulsando
espero o Renovo
a visão dos sóis dos olhos teus
dos céus espero o Mashiach
não descansarei, jerusalém
o ouro das tuas praças
o cristal das tuas ruas
o regozijo das tuas faces
espero o Mashiach
não...
+
semear a palavra
no útero da terra
engravidar de vez
o fruto novo no ventre
colher a porção dobrada
do cálice da alegria
dia a dia
+
Viver o amor novo
é plantar flores no paraíso
viver vida nova
é por o amor à prova
vida: amor em movimento
flores repartidas a cada momento
Elyahu Shalom Ben Israel
( Elias Paz e Silva )
+
não cantarei o amor
à grécia
cego de prazer
vislumbrarei a bendita
esperança no ato de fazer
simplesmente amarei
em canções de louvor
ao meu rei
Elyahu Shalom Ben Israel
( Elias Paz e Silva )
+
glorificar o eterno
no ato de conceber
amor fazer sem sofrer
bendito banho
leite e mel
no deleite do amar
em canções de adoração
ternas eternas
frutificar a vida entre pernas
Elyahu Shalom Ben Ysrael
(Elias Paz e Silva)
+
pródiga em pérolas
a vida
parábolas
no coração no céu
da boca
14/05/2002
+
divino frêmito
se instaura
sanguefogo
profecio
etéreas palavras
doce arrepio
14/05/2002
+
rosa anoitecida
no jardim
fresta da noite
aberta
entre íris
o poema fica
roendo a escuridão
+
não me retenhas
a alegria da descoberta
a vida é obra
eternamente aberta
14/05/2002
+
postulado de apóstolo:
o dolo do tolo
é da misericórdia o consolo.
+
o sorriso fácil
táctil
sensível ao solo do sopro
+
velarei por ti meu amor
enquanto a cor da alva for
+
silente como folhas ao vento
o endereço de mim invento
+
agora é a hora
em que tudo transmudo
agora é o verbo em ação
+
um passarinho
tece a tarde
com carinho
+
todo poeta a outro
arremete
humano toque divino
gesto solidário
todo homem a outro
assemelha-se
+
poemas são filhos
trilhos para o além
uns nascem amadurecidos
outros prematuros vêm
+
meu sorriso
é dádiva do eterno
se faz verão em pleno
inverno
+
enquanto a toada de tudo
me oprime o riso
diviso outro absurdo
desvelo revelo surdo
+
há um jeito de ser
denotando o querer
há um gesto sensível
ao silêncio audível
+
carpirei o ocaso
celebrarei o nascente
sei o estar poente
signo de toda a gente
+
neste abandono de tudo
mudo
contemplo o crepúsculo
o músculo que me agita a face
grita
melhor o alvorecer
seus começos
meço
enquanto lembro esqueço
+
quero um amor eterno
terno
nas notas tenras da paixão
um amor jerusalém monte sião
+
antes que a alva teime
em arrefecer o cansaço, aviso:
sou a esperança que diviso.
+
sei o ser
seus limites
sei a vida
seus palpites
sei o verso
seus anversos
+
a revelação da hora
quando se despe o dia de sua luz tênue
tende a tendas estupendas
o corpo propõe o que desvendas
+
sensível ao movimento do vento
me fiz
sou o que sempre quis: feliz!
+
vendo a invisível face
do eterno
audível voz doce
+
desrevelação
sol...
e
dão!
.............................................
+
O 9º SALIPI vai ser realizado de 5 a 12 de junho no Complexo Cultural da Praça Pedro II. Este ano, o Salão do Livro do Piauí homenageia o professor, escritor e acadêmico da APL, Raimundo Santana. O evento lembra ainda o centenário de nascimento de Dinah Silveira de Queiroz, o centenário de nascimento de Nelson Cavaquinho e o escritor Moacyr Scliar (in memoriam).
Além da abertura,...
+
solidário caminhar
vereda estreita
o amor espreita
+
tua palavra desde os céus
resplandece meiga nas faces
a cidade desposada
em tua presença renasce
+
pai, tua face azul vela
resplandece estrelas
nuvem cor-de-rosa
exala noturna certeza
+
Yeshu'a se manifesta
a natureza faz festa
+
sonho colorido
desperta aleg(o)rias
+
risalegre
choroconsolo
coro (de)coro
+
PROESIA
Este poema
não nasce do acaso.
Veio do vento.
Veia do intento.
É um poema simples, até sorri
de si e de sua "transinspiração".
É calmo. Alvo. Solidário.
Jamais solitário: nós o reconstruímos
do pó. Do nada. De algo mais.
Simples e preciso, puro como uma criança impura.
Aliás, é de pureza que ele cala.
Ou melhor: exala.
A pureza, por exemplo, da nuvem suspensa
no...
+
arte é físsil
arte é fóssil
+
gesto vário de acalanto
amar é espanto
+
de todos os amores
que me visitaram
só um ficou
perdura infenso ao frêmito
das circunstâncias
amor eterno
em buscar de outro amor terno
+
INSONE I Aquele que brincava com a garrinchinha, a t'ramela na mão, olhando as pernas que passavam apressadas para o fazer compras; aquele incapaz de sorrir, preso no seu próprio silêncio, no seu choro, angustiado, com medo da mula-sem-cabeça. Ou, ainda, aquele que teimava inutilmente em aprender as lições de aritmética. Não sei qual deles sobrevive. Todos os dias, com a placidez...
+
Não estou só
Há alguém em mim
Silente cicio suave
Orquestrando meu andar
Não sou só
Solidário solfejo melodia
Em mim
Acende candelabros vários
Terei tua companhia
No necessário desejo do sonho-visão
Momento em que assunto
Teu sopro infindo
+
no sonho a altura
gozo pureza alvura
(anjos celestiais assistem em coro)
é real a procura, amor
07/03/07
+
sons são signos
anteriores à procura
sons são letras
posteriores ao paladar
+
visto
o (im)possível no teu olhar
ar
de bela
indômita
revisto
o lilás dos sonhos insabíveis
( ouvi o toque do shofar
sobre a cidade )
soa no íntimo
a voz do vento: caminhar fazer amar
até o céu descer
+
sapos grilos
anunciam o inverno.
o eterno fala águas
e faz chover.
+
se me visitas, poesia, nesta hora
traze contigo melhor esperança
dize o deus a quem adoras
do verbo não me adianta a dança
sei o teu perfume, conheço-te inteira
a forma e não ignoro tuas arremetidas
todavia não sou poeta, digo-te, à beira
e além do som de tuas idas vindas
se me visitas, poesia, a mim imploras!
aflora, flor sem nome, decora
os ritos de chegar e partir
como...
+
ao toque do shofar
avançarei sobre as muralhas
uma a uma pô-las-ei abaixo
até a brisa sussurrar no íntimo
a shalom tão esperanceada
não aos nadas
sim à vida-flor desabrochando
plena de revelações
tudo tão claro
como o poema dos teus olhos claros
+
tua silhueta
comigo sobre as ruas
coração brando
(des)vendo a limpidez
dos teus movimentos
varoa clara
grANDEs olhos
pele rara
o que o Eterno ternura
em secreto nos reserva?
não há distância
o desejo de tê-la em meus abraços
é um sonho sereno tranquilo
...........................................
+
novo renovo
sob o manto do sereno
que te veste, passeio
refaço cada passo
faço da poesia
meu recreio
+
a brisa mais leve que o ar
sussurra, frisa: importante é como andar
qual poema que se inscreve no vento
à luz de cada intento
+
na voz do filho
no livro de poemas perdidos
ó graça anelada
desde as entranhas
te decifro, pão eterno
+
em meus passos
abraços densos
repouso em teu regaço
+
quando o templo
do meu corpo
se fendeu por jerusalém
o aroma de flores celestiais
penetrou-me as narinas
exato, o amor impossível
construirá o mistério
insondável da semente na terra
do teu ventre
frutos viçosos brotarão
renovando a face das águas
tranquilo, apascentarei
os rebentos do eterno
nos campos edificados do céu
ante a festa das bodas do cordeiro-leão
entre...
+
o criador me predestinou
algo maravilhoso
alimentar uma flor
apascentar um rebanho
de estrelas
+
de vez em quando
ando
ando
ando
a poesia acontece luz
em mim
+
o fruto de maduro se parte -
sintaxe de luz
+
Cursos de hebraico, Básico e Intermediário, na Comunidade Israelita Nazarena Sar Shalom, ministrados por Elias Paz e Silva. O Curso de Hebraico Básico se destina para iniciantes, com duração de 22 dias, duas horas por semana. O Curso de Hebraico Intermediário destina-se para pessoas já aprofundadas no idioma, também com duração de 22 dias e aulas de 2 horas por semana.
+
sorriso da alma
meu amor
espada em flor
+
l'assir siriamanaias
palavras do vento
sétimo sentido
fôlego de vida
em cada veia
pulsa meu amor insano latejado
l'assir siriamanaias
o antigo homem
à luz do novo
+
Parque Serra da Capivara ganha festival de cultura.
Durante os dias 14, 15 e 16 de novembro o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, ganhará novas cores e será iluminado pelo I Festival de Cultura Acordais, um evento que pretende incentivar os movimentos culturais da região, fazendo o intercâmbio com atrações de diversas...
+
fiz essa canção
de sim e de não
embalo de vinho
gesto em carinho
fiz essa canção
fogo em tição
gravei teu pudor
na tábua do meu coração
22-23/01/07
+
1 banco
uma casinha
asinha
ninho de carinho
aninha
semente linho
mais um pouquinho
outro tanto
outro canto
onde santo
me alinho
22-23/01/07
+
sereno sereno
fonte de olhos claros
chuvisca a nascente
+
largo o poema
ao léu do vento.
atento intento outro
invento.
acalanto.
+
retroceder?
por quê?
seda o esteta
palavra fora de meta
+
virá o verão
rirão ou dirão?
ver assim mesmo:
alvo a esmo.
+
especialista
em coisas que
não sei, que
direi? amai fazei.
aguardai o rei.
+
teus segredos quero-os
meus na nudez dos gestos
acarinho teu dorso de fêmea
no cerne do amar
visitaremos o (im)possível
a vida que se abriu em mar
cheiro celeste familiar
+
vestido de si
solfejo outro canto.
semeio tanto.
+
exilado em minha
própria terra
adoço o anonimato
destas paragens
escolhida sião
ilumina a busca
de uma companhia outra
que não se ofusca
o ser por dentro
traduz a solidária natureza
da alma luminúrias
calo o choro nas entranhas
choro ruminando coro
alegria renovada além
do corpo seus segredos
numa não-sonhada salém
+
Que planto quando canto?
sementes-palavras, nem tanto.
+
ao toque
do shofar
aqui acolá.
ao murmurar
da vida
aconchego guarida
+
tenho mãos e vejo.
tenho olhos e faço.
quem semeia o desejo?
um abraço, laço, lasso.
+
esta cantilena no telhado
são gotas de nuvens aladas
em cada passo uma estrada
em cada coração uma sacada
+
vim
mendigo da alegria
buscar aqui, meus senhores
o pão da poesia
+
Poema com especial distribuição de caracteres pelo espaço da página, o que não é permitido pelo atual editor do Overmundo... Para visualizá-lo como concebido, veja a figura que o ilustra.
Constelação
derredor do amor uma
nova
c n t l ç o
o s e a ã
si formou
+
pombos picam
migalhas.
pardais partem
pertinho.
o cavalo-do-cão
não se aproximará.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Notas do editor:
"Cavalo-do-cão" é a "designação comum aos insetos himenópteros da família dos pompilídeos, caçadores de aranhas (Sin.: Maribondo-caçador, vespa-caçadora)"; um besouro robusto e, geralmente, de coloração escura,...
+
não há poema
no sorriso que se fende
há poema
na natureza em frente
não há poema
na mesmice dos dias
- simples, o poema
resiste aos artefícios
07/03/07
+
desvivi
desvivi
tateando o escuro
(sobre)vivo
na iluminação do monte
água cristalina sorvida à fonte
+
toque
tantos toques teus - e eu
ali ausente do todo
frêmito divino a vida - e eu
aqui em outra vida mergulhado
colherei o improviso
ao eterno instante desenhado - e nós
sons somos
07/03/07
+
poesia
é raro
o instante
em que te insinuas, poesia
(a alegria da partilha urge
cotidiano viver em comunhão)
é claro
o momento
em que me ausento
para beijar tua face nua, poesia
07/03/07
+
imperativo
fazer poemas
é difícil
quando a vida é
táctil
+
serei seu
serei seu
serás minha
somos vinha
ana aninha
+
o sabor do amor
o sabor do amor
primeiro
desde sempre esperado
cheiro de fêmea
na antemanhã dos teus olhos
sempre terna yerushalaim
especiarias raras
embelezam os sentidos
sião se revolve em anelos
+
teu coração
teu coração restaurado
jardim regado
me apascento
teus grandes olhos
luz do caminho
carinho linho
teu ventre terra
chuva semente
broto novo se encerra
13/01/07
+
bila bela
bila bela
arquivada nos confins
da infância
peteca ponteira
sempre teimando em passar
a rasteira
+
aos doze anos de vida
aos doze anos de vida
recebe, pedro, este poema
no início desta lida
que é a vida, meu tema.
a vida adolescente
que não pensa despedidas
é sol, apenas, nascente
luz, calor, sem poente.
a vida-pedro, primícia
de minha renda, delícia
que o Criador inspirou em mim
teresa, verde, estupenda.
aos doze anos de vida
recebe, pedro, esta oferenda
sem...
+
o dia se transmuta
o dia se transmuta
em novo encanto
a cidade calorosa
se derrama em pranto
sob o inverno revisitado
canto
este mistério de palavras
colhido no cotidiano
vai - ao longo dos anos -
acendendo sentidos no viver
+
por que não dize
por que não dize a que vieste, nesta hora, poesia inconclusa?
não és estro, não és musa - és apenas esta dor, esta dor difusa
misto de calmaria / pranto, doce comunhão / alegria, quero somente
teu mar - verbo de fogo - onde se acende a fraternidade.
por que te apresentas assim, fiel amiga, esperando
de mim a palavra impura?
e já que não és nada,...
+
ouvirei tua voz macia
ouvirei tua voz macia
segredando mistérios
contemplarei teu corpo ferido
no fogo inicial das estrelas
compartilharemos o amor
no viço eterno da criação
(a comunhão fraterna nos envolverá
como abraço)
+
toada macia
toada macia
teus passos sobre a rua
virgem clara como o sol
o inverno em si
bemol
+
brisa doce
brisa doce:
que bom! somente
assim a vida fosse...
+
rasga o peito
rasga o peito
dor sem jeito
de graça aceito
+
contra a estética do meu tempo
contra a estética do meu tempo
um poema vasto
contra a estética do meu tempo
um poema casto
+
a poesia do dia
a poesia do dia
é um verso livre
branco franco inaugural
como um primeiro ato - virginal
a poesia do dia
é o re-verso
da palavra à página - pátina do acaso
a poesia do dia
é a vida liberta
de verso e diversa - tranqüila, calma, una.
+
réstia de luz
réstia de luz
é o que compus
+
faz-se o canto
faz-se o canto
sal santo
faz-se a poesia entre
dor alegria
faz-se a esperança
na vida em contradança
+
ponho o sonho na algibeira
ponho o sonho
na algibeira
lembra-me a luz
o canto hebreu
entre ti e mim
um novo elo
+
canto de amor
canto de amor
o poema
subverte o torpor
+
canção de ninar
canção de ninar
vem os sonhos embalar
+
no toque
no toque
leve do vento
in
vento
+
como eu quero
como eu quero partir? assim
Yahveh, em nome de Yeshu'a, recebe
este pó que tu, só tu, Senhor
transformas em pura luz!
como eu quero partir? assim:
sem temor, sem medo, sem terror,
entre alegres cânticos de louvor,
envolto num manto lilás de amor.
como eu quero partir? assim:
um suspiro profundo de alegria,
um sorriso incontido de vida,
um...
+
arapuca
arapuca
pés de milho
siriguela manga goiaba capim santo
peladas à tarde
peteca triângulo arco-e-flecha
(a infância floria à solta
na paisagem revolta)
+
ser universal
ser universal
no meu quintal
+
cânticos em hebraico
cânticos em hebraico
um amor antigo, arcaico
alegre e farto
+
ó lingua
ó língua
gen
lira
ó delírio
+
o nome se pronuncia
o nome se pronuncia
no dia do perdão
o nome não se diz em vão
o nome se diz feliz
temor tremor amor
o nome é que o bem quis
o nome forja o homem
criação luz razão
o nome é três, irmão
+
O 8º SALIPI está sendo realizado de 31 de maio a 6 de junho de 2010. Este ano o homenageado do Salão do Livro do Piauí é FONTES IBIAPINA, autor picoense. Estão sendo comemorados também o centenário de nascimento de Rachel de Queiroz, escritora cearense, e o centenário de morte de Joaquim Nabuco, intelectual pernambucano.
Por estar situado estrategicamente no coração do Centro...
+
rumores de águas
vento leve odores:
céu, sol, sal...
+
o incessante soprar do vento
no imenso agora
se instaura hora após hora
à eternidade intento
+
há o mar
há o mar
o desenho branco das ondas
vestes verde-azul o horizonte
(confluência de signos)
crianças brincam na areia
+
leão
peixes à boca
perpassa
o sol manso
+
nervos à flor
nervos à flor
da pele
navegas esperança
o amanhã tecido
entre pomares
renovação nos ares
+
me tece
me tece
quimera nova
ponho à prova
+
a novidade
a novidade
é a vida mesmo
em gestos de encontros
a novidade
é a vida mesmo
parindo a esmo
a novidade
é a vida mesmo
- a morte não
é a saída
+
vou te abraçar irmão
vou te abraçar irmão
com este pobre poema pobre
é tudo que tenho
recebe também minhas vestes rotas
este pão
esta oração
somente, amado, traz a unção
vamos compartilhar coração
+
meu poema se encontra
meu poema se encontra
lá onde os rios se entrelaçam
pobre de mim
mendigo até o fim do poema que te alastra
meu poema se encontra
lá onde os rios se entrelaçam
sua voz de muitas águas sua canção em ondas
de mar bravio
(só por um fio, poema, aceitei teu desafio)
meu poema se encontra
lá onde os rios se entrelaçam
o verso - fala - todo o despojo...
+
PERGUNTA INOCENTE
Tamanduá bandeira,
sem eira, nem beira,
diz qual é a cor
da nação brasileira!
Elias Paz e Silva
+
A paixão passou
A paixão passou
Não era amor
Só o corpo em fulgor
+
pessoas pedem perdão
pessoas pedem perdão
quando se comove o coração
há paz nos gestos
quando se ama o irmão
+
a palavra me salta
a palavra me
salta dos olhos.
ponho de molho
o silêncio leve.
+
duro como uma flor
duro como uma flor
flexível como pedra
o amor em mim medra
+
que planto quando canto?
que planto quando canto?
palavras-semente, um tanto
outro quanto.
+
tardes ardentes
tardes ardentes
quando o vento íntimo
sopra voragens.
tardes renitentes
quando o espaço curvo
é viagem, é viagem.
+
tenho mãos e vejo
tenho mãos e vejo.
tenho olhos e faço.
quem semeia o desejo?
um abraço, laço, lasso.
+
Curso contínuo (permanente) de Hebraico Básico, em Teresina - Piauí. Ministrante: Elias Paz e Silva. Rua Gilbués 2740 - Bairro São Pedro. Telefone ( 0 xx 86 ) 3218 - 4872 e ( 0 xx 86 ) 3218 - 5065. O curso iniciará de acordo com a disponibilidade de datas dos inscritos ( confirmar antes de efetivar a inscrição, através de contato no local ou pelos telefones indicados )
+
Na corda bamba há muito. Artista de circo. Malabarista. A vista erguida sobre a cinza sem cor da tarde. Mãos retesadas sob o bolso. Lembranças fragmentadas na cabeça, muitas. Um caso de amor. Um caso de dor. Paixão latente. Coração tic-tac.
A rua. Povo indo e voltando. Trânsito maluco. Faces mudas, pedras. Todos no caminho. Todas. Todas. Todas. Encarar a vida de frente ou dar...
+
retroceder?
retroceder?
por quê?
seda o esteta
palavra fora de meta.
+
Entrevista com Carvalho Neto, poeta que conviveu com Torquato ( Neto, da Tropicália )
João Ribeiro de CARVALHO NETO nasceu em Amarante (PI), em setembro de 1944. Estudou em Teresina, São Luís, Salvador e Fortaleza, participou do movimento estudantil e graduou-se em Odontologia na Universidade Federal do Ceará.
Funcionário público, reside em Teresina onde trabalha...
+
virá o verão
virá o verão
rirão ou dirão?
ver assim mesmo:
alvo a esmo.
+
Para nós, aqui da terrinha, Cineas Santos dispensa apresentações. Todos os que o conhecemos, pessoalmente, sabemos do seu valor, enquanto “fazedor de Cultura”, escritor e pessoa humana. Cineas é personalidade pública – como ele mesmo diria, nós, fãs e amigos, já nos “adonamos” dele. É um irmãozão querido. É lógico, ou dialógico, que isso implica na avaliação da “qualidade da sua...
+
vestido de si
vestido de si
solfejo outro canto.
semeio quanto.
+
Fiquei surpreso ao ler/reler Um Ponto Fora da Curva, do poeta, professor universitário e publicitário Francisco LAERTE Juvêncio MAGALHÃES. Foi uma noite de insônia profunda, pescando um poema aqui, outro alhures, sem nenhuma sistematização ou método: abria o Livro – belíssimo projeto gráfico – e dava de olho em um poema.
O professor-irmão-amigo já o conheço desde os tempos universitários,...
+
especialista
especialista
em coisas que
não sei, que
direi? Amai. Fazei.
Aguardai o Rei.
+
José Wanderson Lima Torres. É a poesia do professor de literatura, que o internauta passa a conhecer em nosso site. Não só uma "amostra grátis", mas também uma entrevista exclusiva. Prêmio FUNDAC de poesia 2003 - com o já publicado Balé de Pedra -, Wanderson Lima é autor de "Escola de Ícaro - o Exercício Necessário da Queda", 2000, e "Morfologia da Noite", 2001, além de textos críticos...
+
largo o poema
largo o poema
ao léu do vento.
atento intento outro
invento.
acalanto.
+
Último Round:
Máxima poética,
mínimas palavras
Um livro de poemas para se degustar à vontade: comê-lo, fruindo o prazer estético e compreendê-lo, interpretando-o, dialogando em silêncio com o autor, à luz da sensibilidade e da razão crítica. Último Round - livro de poesia de estréia de Rogério Newton Carvalho de Sousa - é um presente que cabe no bolso, acalenta o coração...
+
rios brotam dos olhos
salgados rios
no mar dos acordes
assim de sonho em sonho
acalanto na tarde à rede
o balanço da espera
pregando contra branca parede
um cântico do íntimo ensaio
alvas notas azuis
me sustentam quando cais
e nesse cair que me arrebento
um novo rebento sempre vário
ressuscito à vida atento
feliz peixe em aq...
+
O engajamento P(r)o(f)ético em Rubervam Du Nascimento
Elias Paz e Silva *
Muito já se disse - e ainda é pouco - sobre a produção de Rubervam Du Nascimento: técnica apurada, inventividade, rigor, atualidade, retorno à origem primitiva... Encômios à parte, o que nos chama a atenção em Rubervam Du Nascimento é a "religiosidade", imanente e latente, um quê teológico,...
+
carrego a certeza do céu
enterrada nas entranhas
visões sonhos múltiplos
a essência do mistério desvela
carrego suspenso no madeiro
o ser tão fraco quanto forte
a esperança mais à sorte
águas em despenhadeiro
tenho mãos olhos cheiro
natureza em milagres renovada
enquanto em mim ponho à prova
sendo o último desde o primeiro
sutil...
+
enquanto tempo de ceifar
se aproxima planto semente
em cada gemido
respirando novo ar
somente sentir não basta
o mundo mergulhado em noite vasta
é necessário interferir
totalizando sentidos no ser
aqui agora sempre alerta
fugazes visões me habitam
enquanto sopro este inverno
outros verão de canários
- o tempo de colher é vário
...
+
PAULO Henrique Couto MACHADO nasceu em Teresina, em 1956. Advogado. Defensor Público. Poeta e contista. Pertence à Geração Pós-69. Participou de coletâneas e antologias. Ganhou alguns prêmios literários. Na década de setenta, fez política estudantil e editou, ao lado de companheiros de geração, o jornal mimeografado "ZERO". Integrou o grupo responsável pela edição do jornal alternativo...
+
Curso contínuo (permanente) de Hebraico Básico, em Teresina - Piauí. Ministrante: Elias Paz e Silva. Rua Gilbués 2740 - Bairro São Pedro. Telefone ( 0 xx 86 ) 3218 - 4872 e ( 0 xx 86 ) 3218 - 5065. O curso iniciará de acordo com a disponibilidade de datas dos inscritos ( confirmar antes de efetivar a inscrição, através de contato no local ou pelos telefones indicados )
+
Poemas de diversos autores piauienses e nacionais em forma de calendário mensal, publicados por instituições culturais do Piauí
+
olá, canção!
cá estou eu,
tomado de emoção:
luz no breu!
31/05/2003
+
Entender-te-ei no olhar
Gesto face falar
Irmão, amigo, esposo
Dar-te-ei comum gozo
À sombra de nós
Peixinhos soltar-se-ão
Dos anzóis
31/05/2003
+
ALIANÇA
Não serei teu poeta
Ou far-te-ei versos de amor
Não serei teu cantor
Não serei teu amante
Muito menos amigo distante
Depois ou durante o afago
Serei, somente, irmão
Despetalando teu coração:
Eu, Israel; tu, Sião.
31/05/2003
+
Ó senhor, és, és...
O amor em fulgor
Lírio, flor...
+
Sabor de romã
teus mandamentos – imã!
+
santo cicio em jasmim
jaz, jazz em mim!
+
graça bela
a se debruçar
Na janela
+
teu imerecido favor
senhor
tomou conta de mim
assim, ó sim!
+
som do sax
viola no saco
canto vácuo
21/05/2003
+
Tão bom
o som
do teu tom
21/05/2003
+
coração de pai
não se contenta em ai
coração de pai
às vezes entra
às vezes sai
coração de pai
abrigo contra perigo:
amor, dái!
31/05/2003
+
POEMA À ALIANÇA PERFEITA
Vaso despedaçado
Recomposto restaurado
Meu coração de ti, senhora
Requer mimos cuidados
Vaso despedaçado
Erguido reedificado
Meu coração de ti, senhora
Requer teu coração implora
Vaso refeito
Fundo profundo mundo
Meu coração de ti, senhora
Aceso sedento, ora
31/05/2003
+
POEMA DISCURSIVO À MODA ANTIGA
(Oração Moderna de Fim de Shabat)
nesse final de shabat
me envolve o frêmito do eterno
luz canto remoto assim
toda vez que o rolo do livro se abre em mistério
(o coração de pai suspenso ante a menor profusão dos sentidos)
neste final de shabat
a oração se interpõe silenciosamente em línguas familiares
ao mundo ao século à carne ao...
+
não me ofereças
somente a aridez
do teu corpo deserto
quero mais: aroma
de flores ao vento.
31/05/2003
+
agora que o vento
sopra em mim esta canção
o tempo de amar é são
raro todo intento
agora que o vento
inscreveu em mim esta canção
o espaço de criar é vão
à língua todo instrumento
agora que o vento
cravou em mim este momento
invento asas à imaginação
às portas do teu segundo advento
31/05/2003
+
há silêncio
vai avançada a hora
grilos orquestram
uma cantilena lá fora
comovido faço
versos de esperança
um canto traço
como quem dança
há silêncio
vai avançada a hora
o amor clama a fio
coro imploro
31/05/2003
+
Experimentos Concretos ( 2 )
COM SOL A
COM SOL O
+
Experimento Concretos ( I )
Sinal
Sinai
+
shabat na tarde,
celestial alegria.
bem próximo o fim do mal.
+
oferta
aroma de flor
amora de amor
lilás o sonosonho
+
é mister
é mister
colher palavras
desencantá-las sob a pele
do efêmero
é misté r io
o eterno inaugurar o cântico
(sob o azulescente céu da cidade
nuvens algodoadas apascentam
o mover do vento)
+
no cotidiano da cidade
no cotidiano da cidade
o dia eterno se inaugura
alegre rumorejar de flores
+
Poemas de diversos autores piauienses e nacionais em forma de calendário mensal, publicados por instituições culturais do Piauí
+
Lançamento da obra "Canto das Letras", mais um livro de poemas do escritor piauiense Elias Paz e Silva, na sexta-feira, dia 06 de novembro de 2009, a partir das 19 horas, na Oficina da Palavra - Rua Benjamin Constant 1400 - Teresina - Piauí (0xx86)3223-4441.
+
tão
tão leve o vento
tão claro o sol
tão azul o céu
os augúrios do dia
+
como um grito
como um grito
o poema é infinito
+
Poemas de diversos autores piauienses e nacionais em forma de calendário mensal, publicados por instituições culturais do Piauí
+
Lançamento da obra "Canto das Letras", mais um livro de poemas do escritor piauiense Elias Paz e Silva, na sexta-feira, dia 06 de novembro de 2009, a partir das 19 horas, na Oficina da Palavra - Rua Benjamin Constant 1400 - Teresina - Piauí (0xx86)3223-4441.
+
linguagem
me comove
a linguagem do carinho
a vida não é só
espinho
+
a ave no vôo
a ave no vôo
se sustenta
como do pão
a fome se alimenta
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Poema integrante do livro "escritos Et o breve verbo", publicação conjunta dos poetas Elias Paz e Silva e Cláudio Carvalho Fernandes, em 2007, pela Editora Gráfica Rima (Teresina - Piauí)
+
Poemas de diversos autores piauienses e nacionais em forma de calendário mensal, publicados por instituições culturais do Piauí
+
Todos os caminhos do p(r)o(f)eta Elias levam à poesia. Sua peregrinação pelas palavras, recolhendo-lhes o agridoce sabor da vida em doses cotidiárias, vem de há muito. É um exercício permanente do próprio viver, algo necessário e vital como respirar e alimentar-se. E a beleza da poesia quase sempre é o melhor alimento. Pelo menos, ajuda a viver, sobreviver. Mas faz ainda muito mais:...
+
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença Divina.
7. DAVHAR - Palavra, Verbo.
8. IMANUEL - Deus conosco.
9. TECHUVÁ - Volta, retorno, arrependimento.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -...
+
VISÃO
o zelo em fogo
sobre sião
jerusalém encravada
na palma da mão
o varão em glória
em alegres cânticos de vitória
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Este é o último poema que compõe o livreto "Os Tons da Paz ou Dos Dons o Amor a Custo Justo", obra do poeta piauiense Elias Paz e Silva.
+
SHEKINAH
doce manto
de luz nos conduz
à face de jesus
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença Divina.
7. DAVHAR - Palavra, Verbo.
8. IMANUEL...
+
HAERETZ
é terno
céu
azul profundo
mel e mail
tecido em mundo
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença Divina.
7. DAVHAR - Palavra, Verbo.
8....
+
HATZADIQ III
nas pegadas
do justo
a restauração
a custo de sangue e perdão
a redenção
ah vida rediviva
ressurreição
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ...
+
HATZADIQ II
o suor em água e sangue
sob o maná
o lance da lança
a alegre alegoria
irmãos em ré
união
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença...
+
HATZADIQ
mãos
cravejadas
coroam
luzes se vão
espinhos sem sino
cena e senda
no horto
redivivo o morto
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH...
+
TECHUVÁ
leve e solto
peso o justo
a 30 o custo
o gosto do mosto
o sol fulgindo
em sangradouro
o pendão do perdão
azul e sem preço
apresso apresso
-------------------------------------------------------
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5....
+
EXPIAÇÃO
o amor-perfeito
lançou fora o medo
mais forte que o sol
sangrou mais cedo
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
GLOSSÁRIO HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença Divina.
7. DAVHAR - Palavra, Verbo.
8....
+
'AHAV III
amor é terno
verbo
ou mar
amor de terno
furta-cor
celular
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
GLOSSÁRIO
HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença Divina.
7. DAVHAR - Palavra, Verbo.
8. IMANUEL - Deus...
+
AHAV II
ar refeito
peito a peito
amar é lar
amor refeito
leite em leito
dê-lhe-se ar
==================================
GLOSSÁRIO
HEBRAICO/PORTUGUÊS
1. 'AHAV - Amor.
2. BO IABO - Vem, virá.
3. HATZADIQ - O Justo (O Messias).
4. HAERETZ - Terra, a Terra Santa - Israel.
5. SHALOM - Paz, plenitude.
6. SHEKINAH - Presença Divina.
7. DAVHAR - Palavra, Verbo.
8....
+
'AHAV (2)
amor
romã
rimo
rema a mor
amor
rumo sem roma
+
'AHAV
amor
a jesus
só l ar
luz
+
SHALOM
a paz se faz
tecendo
lenho e lã
apascenta jaz
+
BO IABO
o sol nascente das alturas
de novo se me inaugura
flui a paz nos campos floridos
de frutos fartos e tecidos
o sol nascente das alturas
aurora plena em alvura
e dentro em mim brota
a luz nova de uma nova rota
o sol nascente das alturas
salvador ungido e puro
em festiva e alegre espera
tão terno mas tão duro
+
DAVHAR
semente
manteiga e mel
incenso ouro e fel
maná manuê mano
imanuel
- - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Este é o poema inicial da obra "Os Tons da Paz ou Dos Dons o Amor a Custo Justo", de Elias Paz e Silva, que teve do próprio autor a seguinte apresentação:
" A JUSTO CUSTO
Depois de nascer de novo - agosto, 2,...
+
SONETO IV
em versos catorze tentei a expressão,
mas, ai, como dói a falta de precisão!
que me perdoe camões tal ousadia,
ao bocage e ao faustino rendo graças
neste embate que me derrota - por pirraça
aos sonetistas destros ritmosos, presto
envio este recado: crime como este
não mais cometo, pois, feito o halley,
a forma passou a leste deste vate chinfrim.
e como...
+
SONETO III
vida, esta farsa semprenunca repetida,
que faz tremer russos e americanos,
por que hei de seguí-la, ao longo dos anos,
dando socos de maguila em troco de a-venturas?
vida, labuta, luta de ringue, ranger
de dentes e ameaças de paraíso. outros
infernos haverão pior que a maldição
de vida, vital, brevelonga e em vão?
mas vida, renhida, comprada a suor e não;
vida,...
+
SONETO II
pelas ruas da noite desertado
carrego este sentimento recusado
que te ofereço em troca de qualquer
carinho e qualquer apreço
que me acompanha neste passo?
o vento, o vento, a noite em dança
de ancas, e as lembranças: o próprio
arfar do amor em rios de cansaço
se derramando sobre o silêncio.
e esta lágrima não é mero enfeite
de rosto, deleite ou desgosto:
esta...
+
SONETO I
me assalta a indolência neste agosto
e contrito a pálido e mudo e frio
me acalanto nesse meu sol oposto
ansiando da vida outros desafios
que não a secreta angústia amarga
desse tempo de bombas e presságios
a minha rua é o infinito onde paraíso
que vem da infância mais remota
à adolescência mais cansada e torta.
ah, tempo rastrejador de enigma!
em cada...
+
minha mão esmaga
a fantasia de todos os homens
e cambaleia salpicada de suor
minha mão modela
palavras e crispa os dedos
reinventando manhãs
minha mão escreve
(nos esgotos da cidade)
um poema tão grande
como a esperança
+
O DOM DOS DIAS
o dom da palavra
lava
danação dos dìas
a canção consola
solo
arribação de ritos
salmo de palma
alma
a dor se salva
ah o dom dos dias
o sinal de Deus
a revelação dos sonhos
anunciação de novo
+
DOMINGO
domingo mínguo
leve brisa roça palavras
urubus em circo
céu cian
galo de briga desafia canto
aqui e ali
somando subtraindo sonhos
catando a manhã nos matutinos
+
BIBELÔ
bibelô
o brinquedo preferido
das crianças e velhos
travestido de mulher
resmungar maneiro
o alvo predileto das pedras e insultos
bibelô
um homensério
que o amor corrompeu
antes mesmo dos rapazes alegres
já era a graciosa das ruas
____________________________________________
Nota do editor: "Bibelô" era um dos mais antigos e famoso morador de rua de...
+
1ª LIÇÃO DA CIDADE
aprender nos tortos
passos do quarentinha
a poesia marginal da cidade
os guetos a fome
e o grunhir
dos que sobrevivem como lixo
cartão-postal
para os olhos desatentos dos turistas
_______________________________________________________
Nota do editor: "Quarentinha" era um antigo e famoso morador de rua de Teresina, nas décadas de 70 e 80.
...
+
POEMA DA NOITE
boca da noite
o poema brinca de escondesconde o amor
partiu remoendo esperanças
o silêncio emudece as certezas:
a vida rumina no escuro.
+
rolinha na mangueira
canto fogo apagô
baladeira encantada
+
DESEJO
meio-dia
a fome de você me come
à mesa posta
mastigo em mim lembranças tuas:
beijos sussurros gemidos
no canto do prato
o rítmo ávido da noite em descompasso:
teu corpo a delirar o meu
digressão de carícias
+
AJUSTE
1. o poema freqüenta
o poeta insistentemente
assanha o cheiro dos sentidos
a qualquer hora
2. o poeta aguarda
a freqüência do poema
e ajusta a voltagem dos sentidos
+
CUPIM
o cupim
os livr s
s car as
a r vis a
o cupim
o pas ad
o present
o cupim
a poe r
a mem r a
a d cla cã d amor
+
CANÇÃO DE ABRIL
o céu de abril derrama
uma alegria andorinheira
dìfícil é definìr
onde o verso a via a vida
+
RELICÁRIO
menina foi-se o tempo em que
minhas mãos eram formas para teus seios
e minha língua ardente lã sobre tua pele
e eu tatuava em ti toda a sorte de carinhos
+
PERSPECTIVA
a vista fotografando a distância
O sol
em close o rosto:
esperança muda
Além árvores
esgalham o horizonte
+
HAI-KAI IV
o bicho da seda
tece tece tece
a noite amanhece
+
VOCAÇÃO DA POESIA II
metáfora nada
símile tudo
figuração de astros
(rastros de estrela cadente cometa vida)
inspiraçâo de chão sobre céus de sonho
sono de assombração
discursos de palavras inúteis e belas
sintaxe exaustiva de símbolos
lugar-comum da dor
palavras inomináveis
po
e
sia
ais e pó
avesso da vida às avessas
branco entrespaços de signo e sinais
aços...
+
SIGNO
p/ Faustino/Torquato
mês sagitário
escorpião encalacra
a ferida: morte
sinônimo vida
o presságio reitera o mito
mortos-vivos a farsa o grito
o diário desespero ciclo findo
no ar o horizonte lindo
demente quietude entre
o sonho e ciência: meu ato
o faço e desfaço
+
fagulha de luz
agulha da treva
extensa a tensão entre
o arco e a flecha
quem corre atrás da tartaruga
eu? aquiles sem calcanhar e rugas
agulha de treva
fagulha e me leva
quem morre e me socorre
nos morros acorrentados rente?
o tempo o tempo o tempo
rastro pasto passo momento
a luz a treva
fagúlha agulha a ulha
+
OS DIAS INÚTEIS (FRAGMENTOS)
§ cìnza cinza cìnza
o dia o dia a claridade
§ que fazer entre o
aqui e o agora
§ germina o amor
solo sem sol sem sal
§ só riso de ci
floresta de cinza
§ vida vã esvoaça
vinda do nada
§ a luz a luz a luz
opaco filme de sombras
+
BUCÓLICO E FÁLICO
logo o gozo
farfalha na folha falo
de vento
+
voluntário transeunte de riscos
me devora como petisco
desafetos calam palavras
na cruz das ruas centrais
bicho entranhado entardecente
zanza o signo pelo olhar
(necessário ordenar a rota
ronda imprecisa do destino)
verbo involuntário irrompe o nada
salva a criação a peleja o dia
+
recolho aos olhos
o cartão-postal da cidade
entrevista do alto aérea
visão se movendo
(o desfile das coisas chatas)
+
BREVIÁRIO II
a bundinha a bunda
rebelde em laicra cinza
me devolve à luz em meio
aos pequenos precipícios diários
(nos meus olhos
mais que desejo
ADMIRAÇÃO)
+
PADEIRO DA ALEGRIA (FRAGMENTO)
c/ Oswald de Andrade
o pão nosso de cada dia
dai-nos hoje
a rima de cada dia
+
CIDADEZINHA
vamos
assistir à televisão na praça
enquanto o dia não vem.
nem um lobo
pra quebrar a rotina,
nem um beijo
tolo da amada.
vamos assistir à televisão da praça,
enquanto vamos inventar um lobo,
e uma amada também.
tá pronto?
+
teus olhos lentos
me dizem tudo, meu coração
acelera mudo
+
HAI-KAI III
pescar a linha
do horizonte alínea
a cidade a fonte
+
poeta
dobre a língua
senão
a palavra míngua
+
a laranja do sol o dia
ao meio
o poema
estuga a vista
longe morre a lembrança o sonho socorre - bombeiro suicida -
a esperança oferecida ao pasto do dia
em repetidas rações de sacrifício
de onde não sei
vem vindo veloz
o voante cavalo que vai esbarrar no sol
e espatifar as asas
danificando seu passageiro
único
+
impregnada de mistérios
a madrugada apascenta fantasmas
cães mordem o ventre
lamentos-uivos
hora suposta de carinhos
faz-de-conta
bocejos
rastros de amor
nas esquinas
te(n)são
ah, coração prisioneiro
do tempo
de medos
e buscas
ah, coração madrucalado
e sem
vez
+
P R O P O S T A
o dia foi duro amor
mais valia o suor da labuta
e a proposta de outro sol
como desculpa
+
HAI-KAI II
rede ao rio.
rota de remo e peixe.
fome em feixe?
+
POEMA DE UMA TARDE QUALQUER
tarde
ardente ocaso
a alegria dos pardais
que não cantam em mim
mas no telhado
onde um gato assustado lembra a infância
tarde
alguma poesia nas veias
um verso mordente correndo pela contramão
ruminando a esperança
na antenoite das certezas
+
o tédio dos dias
os diasdetédio
a cidade profana
docemente santificada
as canções de improvìso
andorinhas andarilhas
sobre a cúpula do tempo
a poesia sem sentido
dos últimos dias primeiros
os diasdetédio
o tédio dos dias
o dar de ombros
aos anúncios de grandes
tribulações e tremores
a dor compartida
na dor do irmão
vida dividida sem o pão
a fala do...
+
POEMA AO ARCO-ÍRIS
os olhos negros coloridos
de luz
te divisam, arco-íris
sob a mudez do arranha-céu
entre abobadas nuvens nesgas
atiras setas de claridade
sobre o poente
arco-de-aliança nos damos as mãos
porque do céu caminhando vens
lembrando o Deus
+
- a miséria é seda?
a borboleta gira
e faz passar a avó
o anjinho oculto
- a miséria é bela?
na caixa de papelão
made in brasil
o anjinho esvoaça
- a miséria é santa?
a avó magra e fraca
vai consagrar o corpo
à terra profana
- a miséria espanta?
passageiros
indiferentes
permanecem
- a miséria é farta?
a vida rasa
a morte rasa
a cova funda
- a miséria...
+
CLOSE-UP
olho olho
em lente me em lendo me
fita finta
............................................................................................
Poema visual. Aprecie-o melhor através do "download".
+
HEROÍNA
guerrilheira
sonja cavalgada pelos -
cor céu do sonho
(a voz de cristal em canto
de sereia encanto semeia)
cabelo de fogo
quem foi que te pintou? a véia cachimbeira?
o cabeleiro da esquina? tua sina?
sonja, a guerrilheira,
o fuzil dos olhos se me atira -
bala e baladeira.
+
7 vezes me levou à morte
a poesia.
7 vezes a poesia
veio do norte da morte
devorou-me o fígado o coração
prometidos à solidão
7 vezes a vida - imorta
por pura sorte -
no canto adia
a morte
+
HAI-KAI I
gotas de chuva
alisam o vidro os olhos
espelho aguado
+
A MOÇA E O POSTER DA MOÇA
a moça
seios à venda
pousa para a posteridade
a moça
contornos macios olhos
de esfinge
grandes e pequenos lábios entreabertos
(mistério a carne oculta)
a moça
exercício de mercado
nu corpo sem pétalas
sabe da rosa rara possuída
a moça, fixada no instantâneo,
ostenta o selo do amor.
+
FABULÁRIO DO TEMPO PERDIDO
(NOTÍCIAS DA INFÂNCIA)
1.
o menino
que se escondia
atrás do destino
girava o mundo nas nuvens
do céu CLARAZUL
2.
São Jorge
a lua
o dragão
a noite
estrelada alumiava
a imaginação
3.
era só cruzar
os dedos e fazer o pedido
a estrela cadente
(que caía no mar)
se encarregava do resto
4.
os filmes
da imaginação
na luz que entra
pela...
+
BREVIÁRIO
satélites
patrulham o espaço
eu me movo como passo
entre a província e o mundo
+
TER É SINA II
cidade sem memória
sol e sombra do nada
sitia os deserdados
o fogo o terror nas casas de palha
os pedaços da doméstica
quarentinha bibelô nicinha
guerra silenciosa e
capital redistribui os espaços
da fome e dá forma à frei serafim
os anos fiados em miséria
perdidos à sombra do tempo
perpetuados à luz do dia
fabricados armazenados
teresina: claudino...
+
VOCAÇÃO DA POESIA I
a poesia vem do ventre
-entre.
a poesia profecia a-deus
-deus.
a poesia ecoa no silêncio
-cio.
a poesia nunca se viu
-psiu!
poesia: experiência de palavras inutilizadas
sensível versículo alef profano de folhas ao vento
+
URGENTE
preciso urgente
um canto
alegre ou demente
um canto nem
tanto
uma semente
.......................................................................................
Com este poema ( "Urgente" ), fecha-se a obra "Poemário ( I )", do poeta piauiense Elias Paz e Silva. Os poemas que a compõem são: "A Casa"; "Ana"; "Aprísio"; "A virgem do desespero";...
+
TEMPO
cães
voam nos pães
fermentados de esperança
mãos
recolhem os gestos
em desespero
+
O SON(H)O DA CIDADE
o sonho da minha cidade
é amarelo
na sua paisagem iluminada
(na pele de seu rio sujo)
o sono da minha cidade
é o sonho do seu povo
que dorme na mesma esperança
de todos os dias
+
SÓ banco
SÓ
sílabas ternas
em segredo
marca de amor
nas palavras
canto canoro
lembranças
+
SEM COMENTÁRIOS
(um corpo estraçalhado
no asfalto,
dezenas de pessoas em círculo
se refletindo
nas poças de sangue)
+
PASSEIO
ônibus caminhões sirenes
a insistência de tanta vida a farsa
me silencia e me refaço no silêncio
cartazes pregados
nos muros das faces homens
espreitando à sorte
palavras perdidas intercortam-se no ar
corações apressados voam dentro do peito
eu
me recomponho e vou
lavar o rosto no poema
+
O DIÁRIO DO SOLDADO MORTO
o diário do soldado morto
falava sobre tanques
e glórias bombardeadas
quedou quieto
entre restos de fúria
um desejo gasto pela guerra
+
OCO
no oco do peito
cavadas trincheiras
voraz desatino da dor.
no oco das palavras
vicejam armadilhas encantadas onde
a fantasia vem brincar de esconde-esconde
onde se ocultam os pesadelos
prementes de amor
+
NOTURNO
rosa anoitecida
no jardim
fresta da noite
aberta
entre íris
o poema fica
roendo a escuridão
+
NOTÍCIA
os olhos ocultos
na noite
(repletos de silêncio, medo, solidão)
caiu numa madrugada fria nas mãos da PM
amanheceu morto em meio às manchetes de jornais
(tinha na face a placidez solitária
de um pássaro abatido)
+
NOTÍCIAS DE ESPERANTINA
na lagoa dos macacos
(o povo conta)
ciganos foram assassinados
porque traziam
peças de ouro
valendo um absurdo
+
NOCTÍVAGO
a noite pede um poema
e não sei escrevê-lo
a noite põe silêncio no vazio.
mal posso retê-lo.
a noite, pressinto,
vai-me encher de angústia.
+
MINHA RUA
onde os bêbados
transitam incertos no cair
da noite
+
LUZIA
olhos luzireluzentes
encandeando o poema
(como tocha no escuro)
aprisionar-te
entre versos luzinspirados
LUZi AR MAR-me
+
CHUVA DE NOVEMBRO
a chuva cai,
molha a cidade, os bairros, a periferia,
a favela
invade o rio, entra
pelas goteiras, coagula nas vidraças,
umedece o coração...
+
CERTO POEMA
nesse poema
não cabe alegria, amor, lirismo,
subversão
nesse poema
não cabe teu beijo morno
tua boca ávida
nesse poema
só cabe a palavra seca, a voz
sem ressonância, a mão
firme do poeta
+
A VIRGEM DO DESESPERO
1. a virgem do desespero
vai nascendo com a solidão do poema
2. a virgem do desespero
amanheceu nua entre margaridas
3. inventou canções
cantou para ninar a esperança.
4. a virgem do desespero
cavalgou distâncias, abriu
5. colinas nos corações,
escavou ilhas no silêncio.
6. a virgem do desespero
pousou para olhares espantados.
7....
+
APRÍSIO
o peito estancou de repente
no corpo carcomido de inesperanças
a morte pousou seu vôo
há muito esperado
aprísio
numa quinta-feira estranhamente fria
esqueceu a tuberculose que roía
sua angústia
+
ANA
não há
palavras para serem ditas
nem gestos
que denunciem qualquer lirismo
não há
beijos para serem acordados
nem olhares
para o álbum de recordações
não há
desejos para serem entregues
nem adeuses
não ensaiados
Há, sim,
prenúncio de chuva nas nuvens
+
tarde
parte o sol em meio
o fusca
a rua sem fim
no lago onde nadam os sonhos patinhos feios e desanimados
tarde
ardente ocaso casa a alegria de pardais
que não cantam em mim
mas nos telhados
onde um gato assustado lembra a infância
tarde
alguma poesia nas veias e
um verso mordente correndo pela contramão
ruminando a esperança
na ante-noite das certezas
+
HAICAI DE GRAÇA
Teus olhos
Lentos me dizem tudo,
Meu coração acelera mudo.
.....................................................................................
Não é, a rigor, um haicai, mas tem o mesmo espírito poético desse tipo de composição, leve e sintético.
+
desejo
meio-dia
a fome de você me come.
à mesa posta
mastigo em mim lembranças tuas:
beijos, sussurros, gemidos
no canto do prato,
o ávido desejar da noite rápida
...
+
minha mão esmaga
a fantasia de todos os homens
e cambaleia salpicada de suor
minha mão modela
palavras e crispa os dedos
reinventando manhãs
minha mão escreve
(nos esgotos da cidade)
um poema tão grande
como a esperança
+
COMPOSIÇÃO
difícil recompor
teu rosto, perfil, dorso.
difícil imaginar
teu canto, pranto, espanto
(tudo muito difícil,
inclusive este acalanto
de poema)
Elias Paz e Silva
+
Curso contínuo (permanente) de Hebráico Básico, em Teresina - Piauí. Ministrante: Elias Paz e Silva. Rua Gilbués 2740 - Bairro São Pedro. Telefone ( 0 xx 86 ) 3218-3374.
+
Anotações de Esperantina
1. A realidade
barrigudinha campeia nos bairros, a fome
se enrosca feito cobra mansa.
2. Na praça ressoa
uma música forte, revolucionária
irritando os coronéis e seus fantasmas.
3. Nos bares
aguarda-se bebericando.
4. Nas casas
corre a conversa cotidiana
5. Galos insistem nos seus cantos
+
CIDADEZINHA
vamos
assistir à televisão na praça,
enquanto o dia bobo não vem.
nem um lobo
pra quebrar a rotina,
nem um beijo
tolo da amada.
vamos
assistir à televisão da praça,
enquanto vamos inventar um lobo,
e uma amada também.
tá pronto?
+
DIÁLOGO
filtramos o cansaço
em palavras,
o sono cai gota-a-gota,
a noite escorrega em luz:
eu e o poema,
num diálogo de equívocos.
+
Curso contínuo (permanente) de Hebráico Básico, em Teresina - Piauí. Ministrante: Elias Paz e Silva. Rua Gilbués 2740 - Bairro São Pedro. Telefone ( 0 xx 86 ) 3218-3374.
+
Calendários poéticos mensais publicados com dimensões de 60 cm (de altura) X 30 cm (de largura), patrocinados por várias instituições públicas e privadas do Estado do Piauí, como o próprio Governo do Estado do Piauí, Emgerpi (Empresa de Gestão de Recursos do Piauí), Secretaria de Governo do Estado do Piauí e Fundação Quixote, tendo à frente a Oficina da Palavra. Os calendários veiculam...
+
Apesar de ser um poema com referências temporais, a questão de data não o impede de ser um texto atual, refletindo alguns dos aspectos da vida moderna em seu trânsito pelo mundo. Ao contrário, mostra como nem tanto mudaram as preocupações do homem contemporâneo, avassalado por problemas cuja ubiquidade também faz com que seja universal o seu fazer e pensar, enquanto criatura e ...
+
Curso contínuo (permanente) de Hebraíco Básico, em Teresina, Piauí -- Ministrante: Elias Paz e Silva - Rua Gilbués 2740 - Bairro São Pedro (0xx86)3218-3374
+
Dando-se
nó no tempo
acaba-se desatando vento.
.....................................................................................
Não é, a rigor, um haicai, mas tem o espírito poético similar a este tipo de composição, leve e sintético.
+
Um Ponto Fora da Curva: A Linha Direta do Poeta
Fiquei surpreso ao ler/reler Um Ponto Fora da Curva, do poeta, professor universitário e publicitário Francisco LAERTE Juvêncio MAGALHÃES. Foi uma noite de insônia profunda, pescando um poema aqui, outro alhures, sem nenhuma sistematização ou método: abria o Livro – belíssimo projeto gráfico – e dava de olho em um poema.
O professor-irmão-amigo...
+
Nas Torres de Vigília,
A poesia Lima de José
José Wanderson Lima Torres. É a poesia do professor de literatura, que o internauta passa a conhecer em nosso site [ * ]. Não só uma "amostra grátis", mas também uma entrevista exclusiva. Prêmio FUNDAC de poesia 2003 - com o já publicado Balé de Pedra -, Wanderson Lima é autor de "Escola de Ícaro - o Exercício Necessário da Queda",...
+
O engajamento
P(r)o(f)ético
em Rubervam Du Nascimento
Muito já se disse - e ainda é pouco - sobre a produção de Rubervam Du Nascimento: técnica apurada, inventividade, rigor, atualidade, retorno à origem primitiva... Encômios à parte, o que nos chama a atenção em Rubervam Du Nascimento é a "religiosidade", imanente e latente, um quê teológico, que perpassa todo o seu projeto...
+
Um livro de poemas para se degustar à vontade: comê-lo, fruindo o prazer estético e compreendê-lo, interpretando-o, dialogando em silêncio com o autor, à luz da sensibilidade e da razão crítica. Último Round - livro de poesia de estréia de Rogério Newton Carvalho de Sousa - é um presente que cabe no bolso, acalenta o coração e está predestinado a ser uma referência na produção...
+
Entrevista com Paulo Machado
PAULO Henrique Couto MACHADO nasceu em Teresina, em 1956. Advogado. Defensor Público. Poeta e contista. Pertence à Geração Pós-69. Participou de coletâneas e antologias. Ganhou alguns prêmios literários. Na década de setenta, fez política estudantil e editou, ao lado de companheiros de geração, o jornal mimeografado "ZERO". Integrou o grupo responsável...
+