colaborações publicadas
Comentando a polêmica suscitada pela premiação do último Jabuti, o professor Idelber Avelar indicou a leitura de seu ensaio “Cânone literário e valor estético: notas sobre um debate de nosso tempo”. As conclusões do texto parecem-me irrefutáveis, mas talvez não bastem para analisarmos o episódio em questão.
Idelber ensina que a apreciação da literatura (inclusive a distribuição...
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(publicado no blog: http://guilhermescalzilli.blogspot.com )
Por que Joseph Beuys (1921-86) não foi incluído na 29ª Bienal de São Paulo? A mostra do artista alemão no Sesc Pompéia ajuda a escancarar essa lacuna. Há uma boa seleção de cartazes, uma nem tanto de “múltiplos” (objetos variados) e outra de vídeos fundamentais, registrando ações (“happenings” e performances), depoimentos,...
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Num ano dominado por leituras técnicas e alguma poesia, reencontrei a ficção despretensiosamente. Prestes a fugir para um retiro baiano, chegou-me por acaso um exemplar desse extenso romance (cerca de 550 páginas). Mais do que a oportunidade da leitura “de evasão”, seduziu-me a absurda coincidência de estar com viagem marcada exatamente para a região onde se passa a narrativa de...
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A primeira Conferência Nacional de Comunicação venceu as limitações originais e terminou como exemplo histórico de democracia participativa. Foi um marcante revés para os setores da sociedade que se locupletam do eterno colapso de representatividade política, origem de monopólios e privilégios em qualquer área.
As grandes empresas jornalísticas boicotaram o evento, demonstrando...
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Tenho nas paredes cartazes de antigas Mostras de Cinema de São Paulo: a de 1997, com o “homem câmera” de Angeli, as árvores azuis de Alexander Sokurov (2002), o desenho vermelho de Manoel de Oliveira (2006). Nestas e em outras ocasiões lá estive, com o crachá pendurado, catálogo no sovaco, arsenal de balas e caderninho de anotações. Sim, sou desses malucos da sala escura, membro...
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Merece muita atenção o Projeto de Lei 29 que, desde 2007, recebeu centenas de alterações e tem agitado lobbies fortíssimos no Congresso. Os debates já completaram dois anos e prometem chegar a 2010 sem resolução.
Há muitos temas envolvidos, mas dois especialmente importantes: as formas de comercialização dos pacotes e o estabelecimento de cotas de exibição para produções brasileiras...
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Venço o temor da decepção e visito o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro para conferir o resultado da longa e silenciosa reforma que tentou salvá-lo da ruína há alguns anos. O contraste com o abandono anterior chega a ser emocionante. E revela outra evidência da inigualável gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, apesar de todas as carências.
O que antes era...
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Faltos da autocrítica necessária para explicar a própria desmoralização perante a sociedade, bravateiros midiáticos de várias estirpes decidiram culpar as propagandas oficiais. Ignoram, por motivos óbvios, a grande imprensa oposicionista ou os investidores alinhados aos seus interesses. Preferem repudiar os anúncios que financiam veículos “menores”, acusando-os de irrelevantes...
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O futuro do cinema brasileiro brotou no Nordeste. Os bambas do eixo Rio-São Paulo-Porto Alegre tanto já perceberam o fenômeno que tentam, há alguns anos, abortar a política descentralizadora do ministério da Cultura para os subsídios federais. Houve briga feia, mas uma das provas do valor da idéia é “Árido movie”, lançado em 2005.
Não importam as imperfeições, localizadas e menores:...
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Publicado no blog do Guilherme Scalzilli
Esperei um pouco para rever “Tropa de elite”, longe dos festejos pela premiação no Festival de Berlim. Gostei mais agora do que na época das polêmicas sobre o suposto caráter fascista do filme, que turvaram suas inegáveis qualidades técnicas e dramáticas e até seus defeitos pontuais. Mas continuo achando o prêmio incongruente, uma espécie...
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Publicado no blog do Guilherme Scalzilli
Em 1954, a Harper’s publicou um artigo da escritora Sylvia Wright relatando sua confusão com uma estrofe da antiga canção “The Bonnie Earl O’Murray”. No lugar de “And laid him on the green”, ela entendia “And Lady Mondegreen”.
Desde então, o termo Mondegreen serve para classificar palavras e trechos de canções erroneamente compreendidos...
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