Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A Fortaleza, CE

colaborações publicadas

A BULGÁRIA É AQUI overblog
19/10/2008 11:47 · 156

Muito mais importante do que ir à Lua é ir ou pelo menos tentar ir à Bulgária – ou, quando menos, descobri-la. Campos de Carvalho

De todo o panteão de grandes escritores brasileiros, o mineiro Walter Campos de Carvalho (1916-1988) talvez – apenas talvez – fosse o menos indicado a adaptações ou transposições para o teatro. Afinal, como traduzir em gestos e cenários peças literárias... +

FLORESTA À VISTA overblog
25/8/2008 15:48 · 133

ESPREMIDO ENTRE UMA GRANDE FÁBRICA DE TRANSFORMADORES E A LAGOA DO URUBU, O BAIRRO FLORESTA, EM FORTALEZA, É PRÓDIGO EM EMBARALHAR AS NOÇÕES ESPACIAIS E GEOGRÁFICAS DE QUALQUER FORASTEIRO

O Floresta é um bairro onde sagüis saltam dos galhos das árvores e se empoleiram nas cumeeiras das casas à procura de ovos de pardais. Em seguida, porque são muito pequenos e não aprenderam... +

O mundo através da bolha overblog
30/6/2008 15:01 · 121

Relançado pela Global editora em 2008, Veia Bailarina, de Ignácio de Loyola Brandão, percorre caminhos tortuosos e desperta sentimentos diversos. Nele, a queda e ascensão de um homem

Entre as artérias que irrigam o cérebro, o ovo da serpente. Quando havia sido depositado ali e quem o tinha feito? Por que tinham escolhido a cabeça de Ignácio? Coroada de bons e também de maus pensamentos,... +

As arapucas do menino overblog
17/5/2008 10:21 · 52

Com pouco fica-se sabendo que “mutum quer dizer mudo” e vêem-se, numa ligeireza, os paralelos: porque mutum também é ave noctívaga, de pio agudo; é vivente do sertão, pois. Que nem Thiago, Felipe, a mãe, o pai, o tio Terez, a Rosa, a avó Izidra e o restante da meninada (gente aparentada dum certo Manuelzão e dum certo Miguilim, personagens da novela Campo Geral, de João Guimarães... +

Pérolas aos porcos?! overblog
14/3/2008 12:56 · 133

HÁ POUCO MENOS DE UM ANO, ir a um dos banheiros do terminal de ônibus de Messejana, bairro de Fortaleza, significava 1) aspirar, logo à entrada, o azedo imperecível de urina, 2) patinar no piso de cerâmica desgastado, 3) martirizar-se ao encostar as nádegas nas bordas imundas dos sanitários e, por fim, 4) afligir-se com uma inelutável falta de papel higiênico. Hoje, após passarem... +

Histórias de corredor - Parte II overblog
13/2/2008 10:34 · 117

Aqui, a primeira parte de Histórias de corredor.


NO QUINTAL, JUAREZ, aposentado da Reffsa (Rede Ferroviária Federal S/A), costuma plantar árvores frutíferas, cajueiros, bananeiras, ateiras, pés de pau que dão frutas comestíveis enfim. Tem outro costume. “É só começar a crescer, ele vai lá e corta tudo, não deixa nada. Faz isso o tempo inteiro, planta tudo bonitinho, espera... +

Os dragões nos perseguem* overblog
1/2/2008 18:47 · 150

Meu irmão está longe. Não acredito em mais nada. Me fecho ainda mais intensamente na minha armadura. (Pierre-François em Epiléptico)


Não costumo ler HQs. Nem quando era criança tinha paciência pra histórias em quadrinhos. No geral, achava tudo um pouco estúpido. Menos pela deslumbrante harmonia de corpos bem-talhados do que pelos muitos buracos que via nos roteiros de títulos... +

Histórias de corredor - Parte I overblog
31/1/2008 13:53 · 122

PERCORRER A PÉ o trajeto da avenida era o que tinha em mente antes que Magnólia sepultasse qualquer pretensão. “Ela é muito grande”, estende-se virtualmente através dos incontáveis cruzamentos que interrompem a Perimetral. Sentada na mesinha de plástico da lanchonete do irmão, Magnólia aponta a igrejinha bordejando os cem anos. O gesto havia soado como um quase convite. Fale disto,... +

Extremos à mostra overblog
21/10/2007 01:00 · 78

São duas da tarde de uma quarta-feira de setembro. Na janela da van, os pés calçam All Star, o modelo tradicional, preto com bico e cadarços brancos. Dois pares que se desprendem da mesma perna. Pés unidimensionais, fixos no espaço e no tempo.

O cobrador dá informações, diz que os folhetos estão com o motorista. Mangas arregaçadas, barba por fazer, o motorista, homem de meia-idade,... +

Amor anfíbio overblog
4/8/2007 15:09 · 196

Perdida numa manhã de muito calor – os dias aqui são realmente ensolarados, o que, de modo geral e paradoxalmente, nos dá um bom motivo para crermos na “salvação da lavoura” –, a cena pode ter passado despercebida. Era o último final de semana do mês de julho – mais precisamente, dia 28, sábado. A marola esportiva, acalentada pelo Pan-2007, embalava a nação, apanhada de surpresa... +

Vixe, a gente tá no Pirambu! overblog
25/7/2007 20:21 · 113

No G.G II, a cidade vira um longa de Karim Aïnouz

Noite de sábado em Fortaleza, essa sin city desavergonhada. Mês de julho, alta estação. O Centro – não o mais pobrinho e entregue às moscas, mas o Dragão do Mar, rico e bem-freqüentado – está apinhado. A “turistada” veio adorar a cultura local, curtir as praias – menos as do “canelau”, óbvio – e, não raro, comer meninas, também... +

O capital de Redonda guia
21/7/2007 11:57 · 109

Você sabe o que é um manzoá? É um dos principais instrumentos de pesca artesanal da lagosta. Antes: sabe o que é... uma lagosta? Não estou perguntando se já mastigou a carne branca desse nobre animal, mas se, de alguma maneira, você sabe o que é uma lagosta. Sabe de quando a quando, no Ceará – ainda o maior produtor do crustáceo em todo o Brasil – podem ser capturadas as lagostas... +

A terra é Redonda overblog
21/7/2007 11:54 · 273

Redonda é perfeita. Não uma circunferência perfeita, modelar – mas, ainda assim, perfeitíssima. Começa na Ponte, termina na Ponta. Ou o inverso: nasce na Ponta, encerra-se na Ponte. Entre uma e outra, águas claras, larga faixa de praia, três ou quatro pousadas, muito jogo de bola no finalzinho da tarde, jangadas que retornam mansas do mar, cumbucas cheias de lagosta. Uma comunidade... +

A orelha banco
21/6/2007 11:39 · 38

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Prece sob o juazeiro overblog
9/6/2007 13:10 · 193

Domingo, pouco mais de 10 horas da manhã. Primeira anotação: o céu de Pentecoste (103 km de Fortaleza) é impressionista. O azul causa espanto, as nuvens parecem borradas. A segunda: na “sede”, como é chamada a zona urbana da cidade, quase nenhum movimento. Bares vazios, barracas de feira desmontadas e empilhadas sob um espaçoso galpão. Alguns comércios atendem a clientela local.... +

Peixe elétrico, goma do encantado (Parte II) overblog
27/5/2007 11:05 · 272

"BEM DO OUTRO LADO"

Ele atravessa novamente os estreitos corredores da feira de Messejana, parando aqui e ali. São 10h55. A feira parece ter dobrado de tamanho. Inevitáveis encontrões, pisões e outros pequenos acidentes pontuam a travessia.

Cena rápida e curiosa: de um carro ainda em movimento salta um casal metido nuns "panos" muito distintos. Rei e rainha, eles caminham... +

Peixe elétrico, goma do encantado (Parte I) overblog
14/5/2007 19:37 · 106

CHEGADA

Com a mudança do verde para o vermelho no cruzamento entre as ruas Tenente Jurandir Alencar e Pe. Pedro de Alencar, no centro de Messejana, ele caminha rumo à feira. Num pedaço de papel amassado e enfiado no bolso da camisa, a recomendação escrita em letras garrafais: "Não esquece: só se for de Cascavel". Um pouco adiante, ao lado da Paróquia Nossa Senhora da Conceição,... +

A doce embriaguez da lembrança overblog
23/4/2007 09:48 · 274

Céu e mar azuis na sexta-feira, 13 de abril. A deixa: o cinza da memória dos 281 anos de fundação de Fortaleza. A pauta: Estação João Felipe. Era chegar e conversar e ouvir testemunhos, saber dos números em rápido diálogo com a administração, fotografar e, em seguida, voltar para casa satisfeito, sentimento de dever cumprido. Embora enfadonho. Um jornalismo feito às pressas, às... +

Perfis avulsos overblog
14/3/2007 15:38 · 94

“Nesse tempo que eu parei aqui tantas pessoas passaram por mim: empresários, mendigos, boys... e até o zé doidim, que eu mesmo reconheci! Pessoas com mundos totalmente diferentes, mas que, naquele momento, naquele cruzamento, se cruzaram! Interessante, né?!! Todos os dias, em vários lugares, milhares de pessoas se cruzam mas não se falam, pois não se conhecem, e nem ao menos se... +

As cidades e as águas overblog
6/3/2007 08:49 · 249

Caro e emerso Kublai Khan,

Fortaleza é uma cidade banhada pelo Atlântico. E pelas chuvas que caem de janeiro a maio, por aí. Lá, não se fala em inverno, mas em período chuvoso. Durante minha estada na Capital, choveu pacas! Por vezes, o ciclo tem início ainda no mês de dezembro, conforme relatos de meninos que, à minha passagem, saracoteiam numa poça de lama enquanto, do outro... +

A menina velha banco
5/3/2007 11:09 · 93

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Dimas na segunda banco
25/2/2007 10:19 · 70

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Um Prometeu desvairado overblog
24/2/2007 16:00 · 179

Diante da câmera de TV local e ao lado de sua mais recente engenhoca, o protótipo do “primeiro carro fabricado no mundo, movido a pedal”, a peleja de Evaldo remonta aos seus tempos de catequese, quando ensinava levas de meninos e meninas a manter o autocontrole e a desenvolver o senso de justiça. Fosse retirando-se montinhos de feijão de um lugar para outro ou procurando-se, dentre... +

Voltas e voragens - retalhos circulares overblog
17/2/2007 18:18 · 73

Terminal de Messejana às 16h37

Domingo, sol em agonia. A cidade aperreia-se, pés sujos de areia da praia, e o movimento no terminal de integração de Messejana, um dos sete existentes em Fortaleza, emparelha-se, em quantidade e barulho, a qualquer romaria das tantas marcadas com um círculo vermelho no calendário religioso cearense.

Na fila do Grande Circular II – hipérbole... +

Pedro Jorge, a polissêmica overblog
13/12/2006 17:38 · 113

Uma saga minimalista

O que Curinga, arquiinimigo do Batman; Roberto Carlos, de As curvas da estrada de Santos; e o Sr. Spock, da série Jornada nas Estrelas podem ter em comum? Nada, responderá a maioria. Uma característica, entretanto, os une visceralmente: estão todos expostos na vitrine de uma das lojas do 3º andar da galeria Pedro Jorge, no centro de Fortaleza.... +

Almôndegas de Soja banco
5/12/2006 12:44 · 65

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Covas e tilápias overblog
26/11/2006 20:11 · 345

De bicicleta, chegam, juntamente com o cheiro-verde e o pimentão, as tilápias. Vinham cuidadosamente embrulhadas em sacolas pardas e custaram, segundo o ajudante-de-coveiro, R$ 6 cada uma. Encostado a uma lápide, sob a qual dormem "um enforcado e um envenenado", José Ferreira dos Santos, 73 anos, protesta: antes tivesse depositado o dinheiro no banco, para render. O ajudante,... +

O pastor de ventos overblog
21/11/2006 00:15 · 82

O homem, ou mulher, cochilava debaixo dos benjamins pendurado ao pescoço de Rachel, a escritora, enquanto, num banco próximo, seu Galdino, elegantemente vestido para um início de manhã, respondia as perguntas de um estudante. Noutra quina da praça, o Valdeci, senhor apequenado e tímido que cuida da General Tibúrcio juntamente com outros três idosos participantes do projeto Encanto... +

Guia de odores e afetos overblog
6/11/2006 15:29 · 152

Mulher, Fortaleza tem segredos. Um deles é ter muitas cidades dentro de uma só, germinando; e, contidas em cada uma dessas, outras tantas insuspeitas. Assim acontece. Numa dessas caixinhas-escuras está o Mercado São Sebastião, no Centro da capital cearense.


Antes, bem antes disso tudo

Da Praça da Bandeira, em frente à Faculdade de Direito, onde saltava do ônibus com a mãe... +

O avesso do farol overblog
15/10/2006 22:16 · 59

“Farol é fruto de uma decisão política afinada com a criação de instrumentos que possibilitem o encontro de diferentes grupos sociais e territoriais. Projeta-se sobre a cidade polifônica, lugar da humanidade plena, do cruzamento de distintos espaços e tempos, da troca de narrativas que dão sentido à vida e das inúmeras formas de reinventá-la”. E por aí vai...


À guisa de lead... +

Fortaleza Polifônica overblog
12/10/2006 20:17 · 95

Enquanto os músicos passavam e repassavam o som, rito composto de gestos e sonoridades ininteligíveis para os poucos abancados nas arquibancadas, numa quina de céu, a lua. Plena, banhava os corpos dos meninos que, indiferentes, continuavam a correr atrás da bola com incontáveis remendos. Quem sabe, agora, curtissem a música que varria o campo e preenchia a noite de sábado enluarada... +

Espiritismo e Frangos Abatidos overblog
10/10/2006 13:29 · 90

Madrugada. No terreiro do quintal banhado em luz amarela, uma mulher atarracada vai, um a um, abatendo os frangos reunidos num cercado feito de arame trançado. Morte seriada, indolor. Dispersos, os animais aguardam a sua vez: a lâmina desliza pelo pescoço fino, e eis o sangue a correr viscoso e quente através das penas. Há outras alternativas, dentre as quais uma é, de longe, a... +

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