colaborações publicadas
Texto base para o curtametragem Zé do Ponto realizado pela Oficina Tela Brasil em Manaus.
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Ritual do candomblé - Cultura baiana.
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Nome: Zé. Sobrenome: do Ponto de Ônibus. Árvore genealógica indecifrável, tez entre o branco sujo e o negro duvidoso. Se ainda tivesse certidão de nascimento, lá teria posto o auxiliar de tabelião: Pardo.
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No meio do quintal de um casebre qualquer na periferia da cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano, em posição de aparente descanso sobre uma rede atada entre um coqueiro anão, cujos cachos arrastam-se pelo chão, e uma velha amendoeira que verte seus frutos aromáticos no solo de massapé batido, de onde nasce pequenos tufos de mato que enfeitam os cantos dos muros, ele observa o...
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A película é em preto e preto, a natureza é morta, o ambiente é determinístico. Assim, segue o enterro...
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A trajetória vital da frágil esperança.
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O egocentrismo não me permite fazer citações, pois acho que é usar o pensamento, a palavra, o genialismo de outrem para autopromoção. Por isso luto pra criar minhas próprias citações que, por mais ridículas ou melosas que pareçam, são minhas, expressam a minha genialidade ou bestialidade.
Pois é, outro dia estava fazendo uma análise da crise de segurança no Rio de Janeiro e me...
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“Toma, gostosa, lapada na rachada, você pede que eu te dou, lapada na rachada. Toma, toma, toma...”
O trecho acima é parte integrante (e principal) da letra da música, estilo forró, da Banda Saia Rodada, gravada por outros grupos ao redor do país. E a famosa lapada na rachada não só é o nome de uma popular bebida nordestina, mas, também, é uma expressão de forte apelo sexual (é...
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A velha e enigmática locomotiva parte da estação férrea de Paripe na sua derradeira viagem, apenas três passageiros aguardam sua saída, muito provavelmente eles nem saibam que aquela é a última passagem do comboio que por anos a fio desfilou entre os casebres e o mar da Baía de Todos os Santos e Orixás.
A locomotiva cansada que assistiu boa parte da história daquele povo agoniza...
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Os prédios, os prédios, as casas, as taperas, heterogêneas construções que repousam desalinhadamente nos terrenos urbanos , ora casa, ora prédio, ora tapera, parceiros inseparáveis e incompatíveis.
As janelas descortinam telhados envelhecidos, limosos, vermelhos braseiros e amiantados cinzas e vis, descortinam fachadas de portas brancas e verniz, decoradas por grades de ferro...
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Reli há alguns dias um livro antigo que estava guardado no meio dos meus “breguessos”, entre jornais velhos e pastas que nem eu sei mais qual é o conteúdo das mesmas.
O título é “Por dentro do Apartheid”, o autor, Donald Woods, e não sei porque cargas d’água esta coletânea de artigos escritos na década de 1980 me veio à mente no momento que assistia uma reportagem sobre o modo...
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