colaborações publicadas
O amarelar
alimenta-se no pólen
da cavidade brisa.
O amor rubro
ampara imaturo talo.
A arte
aprecia o olhar...
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Sinopse
Dionísio, poeta octogenário, entrega-se à busca nostálgica das emoções que originaram seus poemas. Pilar, jovem executiva, tem os projetos desfeitos diante da suspeita de uma doença terminal e não sente coragem para ler o resultado dos exames. Numa tarde de outono, Dionísio e Pilar se encontram e, com um livro de poemas e um envelope lacrado, irão descobrir a essência...
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Quando se constelou o ritual patriarcal antropocêntrico,
o homem fatalista se apropriou da morte...
Na expectativa gerou o tempo, institucionalizou o sofrimento.
No doce amargo sublimado pelo ritual do trabalho,
ao deus capital se entregou.
Da terra rasgada a golpes de dor, na alma a sombra cresceu.
O capital da terra retira o sofrimento, em ciclos...
A terra em lágrimas...
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Minha dor é sua dor, então, como poderei descansar um só momento, se também sofro; a minha dor, a sua dor... Não é próprio de um guerreiro renunciar seu destino... Removerei montanhas para tê-la plenamente integrada em mim. Viajarei pelos umbros da alma para te encontrar e te fazer feliz. Na alma, na vida!...
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Tudo que reprimimos acaba criando a sombra, se reprimimos é porque não aceitamos e jogamos no inconsciente. Ocorre que a comunicação entre inconsciente e consciente é inerente ao nosso “desejo”. O ego faz o papel de censor ou divisor, permitindo/liberando somente o que não “agride” a consciência.
A sombra é preenchida por imagens/símbolos no inconsciente individual e coletivo,...
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O Guerreiro
O olhar para o leste anuncia o tímido clarear laranja forte e dispersa as sombras... O visionário incorpora a luz. Os passos são claros. O som do sino desperta a visão...
Ao norte, levanta-se o portal do guerreiro. Passos ainda no escuro, mas com o sol interior anunciando o renascer e o guerreiro lança-se ao encontro do destino... Da comunhão permanente de estar...
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“Esquizofrenia”
Para mim palavras são contratos (instituição) estabelecidos pelo sistema patriarcal. Dentro deste contexto, foi criada a palavra “esquizofrenia” para enquadrar pessoas que estão fora do padrão estabelecido pela sociedade materialista/patriarcal. Penso que seja necessário desconstruir/restringir as palavras gradativamente, pois, palavra é matéria condensada, matéria...
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A escola instituição
José Dagostim – 24/05/2006
Por que ensina o professor
a geografia da morte?
O 4 é 4 para todos?
São iguais todos os sete? (Pablo Neruda)
Construída pelo sistema capitalista, instrui com inteligência a ganância competitiva e o consumo irresponsável. Os doutores demagogos, escravos, apoderados de um saber absoluto, cantam louvores ao sistema. Os...
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Eternidade
José Dagostim 12/06/2006
Dos espirais adormecidos,
constela-se os arquétipos.
A sincronia de olhares,
desperta a metáfora.
Na eternidade do momento,
movimenta-se o tempo.
Passado, presente no futuro,
desenho cíclico dos espirais adormecidos...
No portal de um olhar, presente.
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Terra Rasgada
José Dagostim - 20/06/2006
Quando se constelou o ritual patriarcal antropocêntrico,
o homem fatalista se apropriou da morte...
Na expectativa gerou o tempo, institucionalizou o sofrimento.
No doce amargo sublimado pelo ritual do trabalho,
ao deus capital se entregou.
Da terra rasgada a golpes de dor, na alma a sombra cresceu.
O capital da terra retira...
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Sombras da Copa
José Dagostim – 23/06/2006
No olhar diário percebo o verde amarelo que enfeita as sombras. Uma realidade sublimada nas represas dos umbrais da alma. Trinta dias necessários para aliviar as dores crônicas de um sistema que sobrevive em ciclos no mesmo ciclo de morte... Uma projeção fantástica do teatro capitalista, um paraíso perfeito... Desaparecem os algozes...
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